26 outubro 2026
BRASIL: Crescimento econômico em 2025.
BRASIL: Crescimento econômico em 2025.
O PIB aumentou 2,3%, abaixo dos 3,4% registrados em 2024. Em valores correntes, chegou a R$ 12,7 trilhões. O PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com aumento real de 1,9%. IBGE
O desempenho setorial foi:
Agropecuária: crescimento de 11,7%;
Serviços: crescimento de 1,8%;
Indústria: crescimento de 1,4%.
A agropecuária foi o principal destaque, impulsionada pelas safras de soja e milho e por ganhos de produtividade. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3%, os
investimentos aumentaram 2,9% e as exportações avançaram 6,2%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB.
Inflação e juros
O IPCA, indicador oficial de inflação, encerrou 2025 em 4,26%, abaixo dos 4,83% de 2024 e dentro do limite superior da meta, de 4,5%. A habitação foi a principal pressão inflacionária,
com alta de 6,79%, influenciada especialmente pela energia elétrica. IBGE
A taxa Selic terminou o ano em 15% ao ano. O Banco Central elevou a taxa até junho e a manteve nesse patamar no restante de 2025. Embora tenha ajudado a reduzir a inflação, a política
monetária encareceu o crédito e limitou a expansão do consumo e do investimento. Banco Central
Mercado de trabalho
A taxa média anual de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6% em 2025, o menor resultado da série da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A população desocupada foi estimada em
6,2 milhões de pessoas. IBGE
O rendimento real habitual do trabalho atingiu R$ 3.560, alta de 5,7%. A massa de rendimentos chegou a R$ 361,7 bilhões, também recorde. A informalidade recuou de 39,0% para 38,1%,
mas continuou atingindo mais de um terço dos trabalhadores.
Indústria, comércio e agropecuária
A produção industrial aumentou apenas 0,6%, depois de crescer 3,1% em 2024. As indústrias extrativas avançaram 4,9%, impulsionadas principalmente pelo petróleo e pelo minério, enquanto
a indústria de transformação teve desempenho mais fraco. IBGE
O comércio varejista cresceu 1,6%, também abaixo do avanço de 4,1% registrado em 2024. O resultado indica desaceleração do consumo, associada aos juros altos, ao crédito caro e ao
endividamento das famílias. IBGE
A agropecuária foi o componente mais dinâmico do PIB. A produção de milho aumentou aproximadamente 23,6%, e a de soja, 14,6%, alcançando volumes recordes. Esse desempenho ajudou as
exportações e compensou parcialmente a perda de ritmo da indústria e dos serviços.
Setor externo
Nas estatísticas do balanço de pagamentos, as exportações de bens chegaram a US$ 350,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 290,9 bilhões. O superávit comercial foi de
aproximadamente US$ 60 bilhões, 8,9% menor que o de 2024, porque as importações cresceram mais rapidamente. Banco Central
Marlon George - Economista
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