24 junho 2012

Maluf e o PT provam que pior do que está pode ficar sim !

 Foto de Maluf com Haddad e Lula causaram indignação até mesmo em quem já está acostumado com as alianças do PT


 
 
  Foto de Lula, Haddad e Maluf estampou os jornais

• Quando ninguém mais acreditava que pudesse se surpreender com o jogo das alianças espúrias na política, eis que algo novo sempre aparece para desafiar esse limite. Nesse dia 18 de junho, a foto do ex-presidente Lula e seu candidato Fernando Haddad, empurrado goela abaixo da militância petista, com ninguém menos que Paulo Maluf, foi um desses momentos de consternação.

A aliança do PT com o PP de Maluf foi selada oficialmente na própria casa do ex-prefeito de São Paulo. As conversas e articulações, porém, já estavam adiantadas. Em troca do apoio de Maluf e do 1min35 de tempo de TV de seu partido, o PT ofereceu uma secretaria do Ministério das Cidades a um de seus apadrinhados. Mas, num tempo em que a imagem predomina, Maluf não se fez de rogado e exigiu que Lula fosse pessoalmente à sua casa, para registrar o momento histórico em uma foto. E assim foi.

A imagem do candidato do PT com uma das figuras símbolo da corrupção no país, dono de bordões como "estupra, mas não mata" e presente na lista de procurados da Interpol causou indignação até mesmo entre os petistas já acostumados à política de alianças "pragmáticas" de seu partido. A foto com Maluf deu a impressão até mesmo a esse setor de que, desta vez, o partido "passou do limite". O apoio de Maluf a Marta em 2004, por exemplo, reduzira-se a uma declaração de voto e não a poses para retratos.

O acordo com Maluf pegou até mesmo Luiza Erundina (PSB) de surpresa. Balançada, a pré-candidata a vice de Haddad criticou a aliança, ainda que, ao contrário do que chegou a noticiar alguns veículos, aceite permanecer na chapa do PT.

O coro dos hipócritas
Mas não foi só parte da militância petista que comentou a foto de Lula com Maluf. Os maiores veículos da imprensa paulista, como a Veja, Estadão e Folha de S. Paulo, estamparam com destaque a imagem, como forma de desgastar a imagem de Haddad em prol da candidatura Serra.

Menor destaque dão, porém, ao recente apoio prestado por Valdemar da Costa Neto ao candidato tucano. Valdemar, presidente do PR (então PL), foi um dos protagonistas do escândalo do mensalão. Na época, em 2005, o então deputado renunciou para não ser cassado. O apoio a Serra em São Paulo seria uma forma de vingança pelo PR ter sido preterido pelo Governo Federal na distribuição de cargos e ministérios.

O PSDB, também de olho no tempo de TV do PR, prefere esquecer por hora o mensalão, cujo julgamento no STF está marcado para agosto. Questionado sobre a "incoerência", Serra deu sua contribuição ao rol de frases esdrúxulas afirmando que faz aliança "com partidos, não com pessoas".

Diga-me com quem andas...
A foto de Maluf e Lula de fato choca. Porém não chega a ser exatamente uma novidade, já que o PP sempre esteve na base aliada do governo Lula, e agora no de Dilma. A coerência e o discurso da “ética na política” já foi há muito abandonado a favor da chamada “real politik”, que já produziu imagens como a do hoje senador Lindbergh Farias (PT) apertando as mãos do colega Fernando Collor de Melo, vinte anos após as mobilizações dirigidas pelo então presidente da UNE.

Há tempos o PT se lançou de corpo e alma ao mais puro fisiologismo. Com as fronteiras de classe dissolvidas, vale tudo, e qualquer preço nunca é caro o bastante para chegar e se manter no poder. De ruralistas a mais conservadora bancada evangélica. Os poucos militantes petistas que ainda se vêem obrigados a justificar tais alianças, costumam apontar o dedo para o PSTU “que não se alia com ninguém, mas também não elege”. Nessa lógica, faria sentido abrir mão de alguns princípios para chegar ao poder. Mas seria mesmo assim?

Passada uma década de governo petista, nenhuma mudança estrutural foi realizada. Velhas oligarquias regionais, como a família Sarney, assim como políticos como Sérgio Cabral no Rio, são eternizados pelo próprio PT. Medidas como a reforma do Código Florestal, há anos parada no Congresso, são retomadas. Até mesmo medidas aparentemente tão simples e básica, como uma cartilha anti-homofobia nas escolas para combater a violência contra homossexuais, são vetadas em nome das alianças conservadoras.

Na política, ou você luta contra a direita, os ricos e poderosos, ou se alia a eles. O PT, há muito, já escolheu o seu lado. Ingenuidade é achar que, abraçado a Paulo Maluf, é possível mudar alguma coisa.

Nota: No final desse dia 19, o PSB finalmente anunciou a desistência de Luiza Erundina de ser vice da chapa de Haddad



Fonte: www.pstu.org.br 

19 junho 2012

Convenção lança alternativa socialista à prefeitura de São Paulo Ana Luíza, servidora pública federal, será uma alternativa à falsa polarização entre PT e PSDB



 
 
  Ana Luíza será alternativa socialista nessas eleições em São Paulo
• No dia 16 de junho, sábado, o PSTU anunciou oficialmente a candidatura da servidora Ana Luíza Figueiredo à prefeitura de São Paulo. A convenção reuniu cerca de 120 pessoas na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, entre professores, servidores públicos, estudantes, ativistas de movimentos populares, bancários e operários.

Durante a convenção, Valério Arcary, em nome da direção nacional do PSTU, resgatou o histórico de lutas de Ana Luíza, que já militou em diversas categorias como bancários, e foi uma das fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal de São Paulo (Sintrajud), tornando-se uma das principais dirigentes do funcionalismo público atualmente. “Há 30 anos, esta mulher dedica sua energia à luta dos trabalhadores. E é com este passado e presente que a nossa candidata apresentará nestas eleições um programa socialista e revolucionário para a cidade de São Paulo, contra a falsa polarização do PT e PSDB”, anunciou Arcary.

Também foram apresentados os nomes do partido para a Câmara Municipal. Entrarão na disputa a dirigente metroviária Marisa Santos, a professora municipal Lourdes Quadros e o professor da rede estadual João Zafalão.

São Paulo para os trabalhadores
Com o lema “São Paulo para os Trabalhadores”, a candidatura de Ana Luíza será uma alternativa aos candidatos do PT e PSDB. Mais que em qualquer outro lugar, as eleições em São Paulo refletem a disputa nacional entre essas duas forças políticas que, diluídas qualquer diferença ideológica ou política, hoje se reduz à mera disputa do aparato de Estado.



De um lado, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) que, através da política do Reuni, intensificou o sucateamento das Instituições Federais de Ensino, o que levou professores e estudantes a realizarem uma das maiores greves do setor há anos. Para piorar nesse dia 18 o PT anunciou a aliança com Paulo Maluf, um dos símbolos da corrupção no país cujo nome consta na lista de procurados da Interpol. Do outro lado, José Serra, do PSDB, partido diretamente responsável pelas privatizações no Governo Federal nos anos 1990 e, mais recentemente em São Paulo, pela brutal repressão às famílias do Pinheirinho. Em contraponto à frente popular e à direita tradicional, Ana Luíza apresentará um programa para os trabalhadores da cidade de São Paulo.

“Nestas eleições, apresentaremos um programa para os trabalhadores, mostrando que é possível enfrentar os gravíssimos problemas sociais da nossa cidade ao rompermos com o domínio das grandes empresas. Seremos financiados pelos trabalhadores e a nossa candidatura estará a serviço das suas lutas”, declarou a candidata Ana Luíza.

Um programa dos trabalhadores 
Durante todo o dia de sábado, os militantes, simpatizantes e convidados discutiram um programa socialista para a cidade. O renomado sociólogo Chico de Oliveira saudou o seminário e as candidaturas do PSTU, apontando a importância de partidos de esquerda que não se venderam e não mudaram de lado. O seminário de programa eleitoral discutiu temas como Saúde, Transporte, Reforma Urbana, Educação, Opressões (machismo, racismo e homofobia), e as lutas sociais que ocorrem no país e no mundo atualmente.

Além de debater os principais problemas da cidade sob um ponto de vista de classe, os participantes fizeram questão de apontar medidas concretas para resolver cada questão, atacando os privilégios dos ricos para construir uma São Paulo para os trabalhadores.

11 junho 2012

Economia da Espanha afunda, responsáveis recebem indenizações milionárias!

A economia de Espanha afunda-se com uma taxa de desemprego superior a 25% e com o número de desempregados a superar os 5 milhões de pessoas. O austeritarismo imposto pela UE e pelo FMI não resolve e aprofunda a crise bancária, provocada pelo estouro da bolha da especulação imobiliária. A dívida de Espanha atinge uma situação próxima da que levou aos pedidos de resgate de Grécia, Irlanda e Portugal. Porém, o país é muito grande para ser resgatado.

Na quarta feira, a bolsa de Madrid continuou a afundar caindo 2,58%, enquanto a taxa de juro dos títulos da dívida soberana chegou aos 6,703%, muito próxima dos valores que levaram aos pedidos de resgate da Grécia, da Irlanda e de Portugal. A taxa de risco de Espanha, diferencial entre a taxa da dívida de Espanha e a da Alemanha, chegou a 540 pontos, o mais elevado da história.

Na terça feira, o governador do Banco de Espanha Miguel Ángel Fernández Ordóñez (MAFO), destacado quadro do PSOE, pediu a antecipação do fim do seu mandato de 12 de julho para 10 de junho, depois do PP se ter oposto à sua ida ao Congresso de Madrid, que tinha sido proposta por ele, para dar explicações sobre o Bankia e a crise bancária.

Também na terça feira, foi noticiado pelo Financial Times que o Banco Central Europeu (BCE) recusara o plano do governo PP para o Bankia, de injeção de 19 bilhões de euros para salvar a entidade, através de novos títulos de dívida pública, que podiam ser usados como garantia em operações interbancárias ou no BCE.

De acordo com o Financial Times, o BCE teria respondido ao governo de Rajoy que é necessária uma injeção de capital adicional no Bankia, mas que o seu plano está próximo da violação da norma da UE sobre o financiamento monetário dos Estados. O jornal conclui que “a recusa do BCE torna as coisas difíceis à insistência de Madrid de que a única solução para esta crise que está a fazer aumentar os seus custos de financiamento é que o BCE se converta num prestamista de último recurso para os Governos”.

Na quarta feira, o governo de Espanha disse que não apresentou nenhum plano e o BCE declarou que não analisou nenhum plano e não tem posição sobre o plano do governo de Espanha para recapitalizar um grande banco. De acordo com o site do jornal “El Pais” desta quarta feira, “a comissão europeia defende uma união bancária e o uso direto do fundo de resgate para salvar a banca” e “dará mais um ano a Espanha para cumprir o déficit previsto em troca de mais sacrifícios”.

Entretanto, o governo e o PP opõem-se tenazmente e tentam tudo por tudo para impedir o debate do caso Bankia no Congresso de Madrid, perante o silêncio do PSOE e do seu secretário-geral Alfredo Rubalcaba. A Izquierda Unida propôs a criação de uma comissão de inquérito ao escândalo Bankia, mas o PP opõe-se. Os maiores responsáveis do caso são destacados quadros do partido governamental.

Enquanto governo e UE parecem preparar novas medidas de austeridade, são conhecidos vários casos de indenizações milionárias a diretores de entidades resgatadas pelo governo e, portanto, com dinheiros públicos. Segundo o El Pais, “são responsáveis diretos, com a conivência das camarilhas políticas regionais, das maiores falências da história do sistema financeiro espanhol. Financiaram projetos urbanísticos especulativos, obras públicas ruinosas como aeroportos vazios, alimentaram esquemas de corrupção e até chegaram a falsear as contas”.

O jornal cita diversos casos, entre os quais: Aurélio Izquierda, diretor-geral do Banco de Valência, filial da Bancaja, que recebeu 14 milhões de euros em pensões e indenização de pré-aposentadoria. Miguel Blesa, ex-presidente da Caja Madrid, que recebeu uma indenização de 2,8 milhões de euros, Rodrigo Rato 1,2 milhões de euros, José Luis Pego, diretor da Novacaixagalicia durante nove meses, 18,5 milhões.

A economia de Espanha afunda-se com uma taxa de desemprego superior a 25% e com o número de desempregados a superar os 5 milhões de pessoas. O austeritarismo imposto pela UE e pelo FMI não resolve e aprofunda a crise bancária, provocada pelo estouro da bolha da especulação imobiliária. A dívida de Espanha atinge uma situação próxima da que levou aos pedidos de resgate de Grécia, Irlanda e Portugal. Porém, o país é muito grande para ser resgatado.

03 junho 2012

Dívida e austeridade: a geopolítica da crise permanente.


Um artigo repassado pelo coletivo Vila Vudu, condensando o ensaio “La fabrique de l’ homme endetté, essai sur la condition néolibérale”, de  Maurizio Lazzarato, traz mais luzes sobre as trevas do modelo neoliberal implantando em todo o planeta, especificamente na UE, ora atravessada por uma crise sem precedentes.
Abordando particularmente o binômio “Dívida e Austeridade” (o modelo alemão do emprego precário), ele abre com nada menos que uma citação de Marx: “O endividamento do Estado é, bem ao contrário, de interesse direto da fração da burguesia que governa e legisla nos Parlamentos. O déficit do Estado era, precisamente, o objetivo ao qual visavam às especulações e principal base do enriquecimento daquela fração. Ao final de cada ano, um novo déficit . Ao cabo de quatro ou cinco anos, novo empréstimo. Ora, cada novo empréstimo dava à aristocracia nova ocasião para cobrar resgate para ‘salvar’ o Estado, o qual, mantido artificialmente à beira da bancarrota, era forçado a negociar com os banqueiros sob condições as mais desfavoráveis. Cada novo empréstimo era nova ocasião para roubar o público que aplica seus capitais em papéis do Estado…” ( Les luttes de classes en France [jan.-nov./1850).
A sensação de “déja vu” é tão forte que é como se Marx estivesse falando do estado da geopolítica atual.
O autor considera que as saídas da crise estão fora dos caminhos traçados pelo FMI. Essa instituição propõe sempre o mesmo tipo de contrato de ajuste fiscal, que consiste em diminuir o dinheiro entregue às pessoas – salários, aposentadorias, pensões, auxílios públicos, mas também às grandes obras públicas que geram empregos –, para pagar aos credores todo o dinheiro economizado. É absurdo. Depois de anos de crise, não se pode continuar entregando o dinheiro sempre aos mesmos.
Ora, é exatamente o que, hoje, querem impor à Grécia! Diminuir tudo, para entregar aos bancos. O FMI transformou-se numa instituição encarregada de proteger, exclusivamente, os próprios interesses financeiros (conquanto tenha sido criada justamente pelos motivos opostos: socorrer países em crise). Quando se está numa situação desesperada, como a Argentina em 2001, é preciso mudar de rota.
Menos de vinte anos depois da “vitória definitiva contra o comunismo” e quinze após o chamado “fim da história”, o capitalismo está num impasse. Desde 2007, vive de injeções de somas astronômicas de dinheiro público e, apesar disso, gira no vazio. No máximo, reproduz-se a si próprio, destruindo todas as conquistas sociais dos dois últimos séculos. Depois da “crise das dívidas soberanas”, o capitalismo exibe um espetáculo hilariante do próprio funcionamento.
As normas econômicas de “racionalidade” que os “mercados”, as agências de risco e os especialistas impõem aos Estados para sair da crise da dívida pública são as mesmas que levaram à crise da dívida privada (que está na origem da dívida pública).
Os bancos, os fundos de pensão e os investidores institucionais exigem que os Estados ponham em ordem os orçamentos públicos, dado que os bancos ainda têm em carteira milhões de títulos podres, frutos de sua política de substituição de salários por dívidas. Depois de dar nota AAA a títulos que hoje nada valem, as agências de risco trabalham “para, contra todas as evidências, impedir a boa avaliação e as boas medidas econômicas”.
Os especialistas (professores de economia, consultores, banqueiros, servidores do Estado e outros) – nos quais a cegueira sobre os estragos que a autorregulação dos mercados e da livre concorrência só é proporcional ao próprio servilismo intelectual – foram catapultados para postos “técnicos” de governo que lembram irresistivelmente “os comitês de comércio da burguesia”. Trata-se mais de novas “técnicas autoritárias e repressivas de governo”, em ruptura com o “liberalismo” clássico, que de “governos técnicos”.
O prêmio do ridículo máximo cabe à imprensa, a chamada ‘mídia’: a “informação” distribuída por noticiários de televisão e entrevistas (talk shows) que “explica” que a crise é culpa de vocês [telespectador e leitor pagante], que se aposentam cedo demais, que consultam médicos sem necessidade, que trabalham pouco e por pouco tempo e querem trabalhar cada vez menos e por menos tempo que o necessário; vocês não são flexíveis e desgastam-se depressa demais. Vocês, afinal de contas, são culpados por consumir pouco e viver abaixo dos próprios meios.
Paradoxalmente (ou não) a publicidade – diferente dos discursos em que se culpam economistas, especialistas, jornalistas e políticos – diz exatamente o contrário ao público: Você é imaculadamente inocente. Você não tem responsabilidade alguma! Não há mácula, nem vestígio de sentimento de culpa ou de responsabilidade na sua alma pura. Você merece tudo, sem exceção, sem interrupção, tudo de todos os paraísos de nossas mercadorias. Seu dever é consumir, consumir, consumir compulsivamente.
Farejam-se de longe as “ordens”, os imperativos: ‘faça’, ‘compre’, ‘procure’, etc., e injunções dos significantes semióticos da culpa/culpabilização/culpabilidade e das semióticas icônicas e simbólicas da inocência.
Por um lado, a moral ascética do trabalho e da dívida; por outro, a moral hedonista do consumo de massa. E ambas se contradizem abertamente, uma vez que são os dois lados da mesma moeda.
Mais do que sugerir alguma saída da crise, essa agitação assemelha-se mais a um círculo vicioso no qual o capitalismo parece ter-se emparedado. Em entrevista recente, o presidente do Banco Central Europeu recomenda, com cinismo thatcheriano, receitas para reembolsar os credores (as quais, não só causaram a crise, como ainda podem agravá-la): baixar impostos para enriquecer os ricos e reduzir despesas sociais para empobrecer os pobres.
Os políticos nada são além de contadores e office-boys do capital. Sarkozy propôs que as receitas para pagar “os juros da dívida grega sejam depositadas numa conta bloqueada, que garantiria que as dívidas de nossos amigos gregos serão honradas.” Favorável a essa ideia, Angela Merkel acredita que a medida permitirá “ter certeza de que esse dinheiro permanecerá disponível por longo tempo.”
Se há uma constante no capitalismo recente é o estado de guerra ao qual o liberalismo o levou de modo quase automático. A guerra intercapitalista parece hoje menos intensa que a guerra que cada capital nacional combate contra seu ‘inimigo interno’. Sem acordo sobre como dividir o bolo da exploração global, os diferentes capitalismos convergem apenas nas formas de como intensificar a exploração no plano de cada Estado.
Fonte: blog da Professora Edilza fontes

Conferência Estadual dos Bancários!

Ocorreu neste sábado, no Hotel Regente, a 7ª Conferência Estadual
dos Bancários do Pará. Evento onde foram discutidas propostas para
a campanha salarial. Estavam presentes vários bancários e bancárias
de vários municípios, além da região metropolitana de Belém. Na
verdade, debate de forma mais aprofundada não houve, o que sempre
é feito pela direção burocrática do sindicato e da CONTRAF-CUT.
Além do debate que não houve, a direção do sindicato utilizou a
máquina para eleger delegados à Conferência Nacional dos bancários,
que ocorrerá em Curitiba-PR, no próximo mês. Máquina no sentido
de fazer gastos com passagens e estadias apenas para votarem
em sua chapa. E isso não aconteceu o que eles esperavam, visto que
na eleição p/ delegados, houve duas chapas inscritas: a chapa 1, da
pelegada, e a chapa 2, dos combatentes guerreiros da oposição. No
geral, a chapa burocrática obteve 77 votos e a chapa da oposição 35,
que corresponde, tendo 9 vagas de delegados, a 6 vagas e
a oposição, 3. Mesmo com com toda a máquina, fazendo
viagens(caravanas) para o interior do estado e trazendo bancários
para votarem neles, a chapa burocrática mante o mesmo quantitativo
de delegados do ano passado; enquanto a oposição cresceu em
votos, mas mantendo o números de delegados à Conferência Nacional.
Mesmo sabendo do perfil da Conferência Estadual, estivemos lá e
fizemos o debate com propostas que realmente os bancários
almejam, ou seja, que estão no dia-a-dia da categoria. Quanto
ao índice de reajuste salarial, mais uma vez foi aprovado um
indice rebaixado, de 10% de ganho real + a inflação do período,
o que deverá girar em torno de 15%; enquanto que a oposição
defendeu 25%. É isso que os banqueiros querem: uma proposta
de 15% p/ acabar em 10% ou 9%, como ocorreu no ano passado.
Mesmo assim, iremos continuar na luta contra os burocratas
de plantão!!!. Veja a foto da chapa 2, da união AEBA e AFBEPA:

27 maio 2012

Marcha das Vadias em Belém!

Ocorreu neste domingo a II Marcha das Vadias em Belém.
Vários movimento sociais estavam presente no evento, entre
eles podemos destacar as companheiras da ANEL, PSTU.
Também destacamos as presenças de Cléber Rebelo e da
Marinor Brito, companheiros de luta e que provavelmente
 estarão representando à população de Belém na Câmara
Municipal. Parabéns a toda militância do partido e sobretudo
as mulheres que estavam presentes neste evento importante
onde reivindicam o direito de serem respeitada pela sociedade
e pelo homem. Contra o machismo, viva as mulheres!!!
Vejam as fotos do evento:
 Eu e o companheiro Erinaldo.
 Bianca da ANEL e a guerreira Midian, como sempre não foge à luta!
Lugar de mulher é onde ela quer: na luta!!!
Pose para a foto.
 Educadora Elaine e sua mana, na Marcha!
 Abelha(construção civil) e o dirigente Will.
 Marinor Brito discursando na inicio da Marcha.
 Futuros vereadores de Belém!!!!
 Tais dando encaminhamento à marcha!

 Cleber fazendo discurso em apoio às mulheres na Marcha das Vadias!

 Marcela dirigente partidária..
Galeno, sempre na luta!

24 maio 2012

Amazônia Alijada!


                                                                                                                                                           *Silvio Kanner
                A Medida Provisória 564/2012 reascendeu o debate sobre o papel do Banco da Amazônia e do Banco do Nordeste do Brasil – BNB como agentes de desenvolvimento de suas regiões. A medida altera as condições de financiamento com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE) com o objetivo de ampliar a oferta e as condições do crédito produtivo no país.
                O FDA e FNDE são fundos geridos pela SUDAM e SUDENE, respectivamente. Banco da Amazônia e Banco do Nordeste são operadores desses fundos, mas não gestores. No caso do BNB a medida retira sua exclusividade na aplicação dos recursos do FNDE, no caso do Banco da Amazônia essa exclusividade não existe mais desde 2001. Creio que o Deputado Federal Claudio Puty, em artigo publicado no dia 05.05.2012 em “O Liberal”, com todo respeito que lhe dispenso, se equivocou a esse respeito ao sugerir que a MP retiraria do Banco da Amazônia a exclusividade de operacionalização dos recursos do FDA. Na verdade o ato do poder executivo que retirou do Banco da Amazônia essa exclusividade foi a MP n. 2.157 de 2001, permanecendo, porém naquele momento a exclusividade de aplicação do FNDE pelo BNB.    
                Devemos afastar por oportuno a confusão que pode surgir em relação aos fundos constitucionais. Os Fundos Constitucionais do Norte (FNO) e do Nordeste (FNE) não são apenas operados pelos bancos regionais de desenvolvimento, mas principalmente geridos. A medida, portanto não altera as prerrogativas de Banco da Amazônia e BNB em relação aos Fundos Constitucionais de suas regiões. Mas não tenho duvidas que deveríamos estar debatendo o retorno do Banco da Amazônia como operador exclusivo do FDA e não a perda dessa prerrogativa pelo BNB.
                     O que nos preocupa é o cheiro que exala dessa medida. O Relatório Reservado n. 4.366 de 02 de maio, um boletim que circula no mercado financeiro interpretou a medida como uma “lipoaspiração no Banco da Amazônia e BNB”, segundo o mesmo boletim a intenção do Ministro Guido Mantega da Fazenda é ampliar gradativamente o volume de recursos do FDA e FNDE para a CAIXA e BB, no caso do Banco da Amazônia isso pode ser feito administrativamente, mas no caso do BNB é necessário modificações no marco legal.
                A interpretação do mercado é a de que as intenções do Ministro vão além do programa Brasil Maior e da ampliação das condições de crédito, ele estaria atuando há algum tempo para esvaziar o Banco da Amazônia e o BNB, no bojo de uma estratégia de enfraquecimento desses bancos, o Ministro nutre a idéia de encerrar as atividades dos dois Bancos Públicos federais de desenvolvimento. 
                Não se trata de uma visão liberal honesta, de por abaixo os monopólios, as exclusividades e os nichos de mercado, mas sim de construir as bases para um modelo de intervenção do estado no sistema financeiro baseado na existência de apenas um Banco publico federal, um futuro gigante. Pois se assim o fosse estaria na mesa também para o debate as exclusividades da CAIXA e do BB.
                Para os empregados do Banco da Amazônia está muito claro que o governo federal tem intenções escondidas. Nomeou para a presidência do Banco da Amazônia um empregado do Banco do Brasil, que obviamente trouxe seu “time” para a Diretoria. O mais interessante, indicado pela ex-governadora do Pará cujo chefe de gabinete à época era o Deputado Federal em relação ao qual me referi mais acima.  
                A “nova” diretoria do Banco da Amazônia, formada na cultura bancária comercial restabeleceu a estratégia, privilegiando o negócio bancário puro, face ao papel histórico do Banco da Amazônia como agende de desenvolvimento da Amazônia. Nem fez bem o negócio bancário puro nem o fomento. Os resultados estão à vista. Essa diretoria aproximou o Banco da Amazônia em termos de procedimentos e estrutura organizacional do BB, além de adotar a mesma técnica de gestão. Restringiu diretos dos empregados, instalou um clima de perseguição na empresa que se estendeu inclusive aos aposentados, além de não ter produzidos os resultados que prometeu. Tudo isso pagando a si próprios algo em torno de três milhões por ano a titulo de honorários, participação no resultados e outras benesses típicas de uma Brasil que precisamos superar. Se a estratégia da união é acabar com o Banco da Amazônia a diretoria da empresa está fazendo um excelente trabalho.  
                Por outro lado, a bancada da Amazônia. Se é que é possível adotar esse conceito não tem feito muita coisa pelo Banco, o nível de desinformação já citado é tipo do abandono por que passa a instituição, que está perto do seu 70º aniversário. Essa instituição pode cumprir um grande papel, inclusive nacionalmente, o conhecimento que temos acumulado no corpo de empregados nos permite hoje pensar no Banco da Amazônia como o promotor da mudança ambientalmente sustentável da economia Brasileira, priorizando projetos sustentáveis, promovendo tecnologias limpas, captando recursos internacionais, apostando que a Amazônia, o Brasil e o mundo precisam mudar a forma de se relacionar com a natureza.
                Mas para isso precisamos não apenas questionar um ponto exclusivo de uma Medida Provisória, por mais correto que seja o questionamento. O contexto pede uma visão mais global do problema, inclusive da inserção da Amazônia e do Pará na economia e política nacionais. A unidade da bancada e dos governadores da Amazônia é capaz de construir uma agenda de fortalecimento do nosso Banco. Hoje é o FDA, amanhã quem estará no prédio da esquina da Presidente Vargas com XXX talvez o símbolo da Amazônia alijada de soberania política.    

*Engenheiro Agrônomo – Msc. Desenvolvimento Rural Sustentável
Atualmente é presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia – AEBA
e-mail silviokanner@gmail.com

21 maio 2012

PCdoB: a falsificação da história dos comunistas brasileiros!


Anita Leocadia Prestes*

O movimento revolucionário mundial socialista e comunista conviveu, desde o século XIX, com correntes reformistas de diferentes tipos. Os pais fundadores do marxismo – Marx, Engels, Lenin –, assim como teóricos do comunismo e dirigentes revolucionários da estatura de A. Gramsci e R. Luxemburgo, tiveram que levar adiante uma luta sem tréguas contra os reformistas do seu tempo.
Os reformistas precisaram justificar sempre a adoção de políticas de conciliação de classes, ou seja, de políticas baseadas em concessões às classes dominantes e no abandono dos objetivos revolucionários do proletariado e dos seus aliados; políticas de caráter evolucionista, marcadas pela negação do momento revolucionário, indispensável, segundo os marxistas, para a conquista do poder político pelos trabalhadores, única maneira efetiva de realizar as transformações revolucionárias necessárias para a construção de uma nova sociedade, livre da exploração do homem pelo homem.
Nesse esforço de justificação, os reformistas precisaram e ainda precisam recorrer à falsificação da História, inclusive da História do movimento operário e revolucionário, em busca de argumentos que contribuam para a aceitação de suas posições por amplos setores sociais, argumentos de prestígio, que sirvam de aval para sua atuação política.
A postura atual do PCdoB constitui exemplo edificante de semelhante tentativa de avalizar sua política atual recorrendo à falsificação da História dos comunistas brasileiros. Na medida em que o PCdoB passou a trilhar o caminho reformista da chegada ao poder sem revolução, tornou-se natural sua adesão às escolhas feitas por Lula e a direção do PT, na virada do século XX para o XXI, e agora mantidas por Dilma.
Foram escolhas reveladoras da capitulação de Lula e da direção do PT diante dos interesses do grande capital internacionalizado, em especial, do capital financeiro, ou seja, dos banqueiros internacionais. Tal capitulação ocorreu após três tentativas frustradas de alcançar o poder, nas eleições presidenciais de 1989, 1993 e 1998. Para conquistar a presidência, em 2002, foi escolhido o caminho mais seguro:
O governo do PT, sem coragem de afrontar os interesses constituídos, sem nenhuma disposição para arriscar uma mudança na postura do Estado que o tornasse capaz de enfrentar os problemas experimentados pelo país, escolheu a reafirmação da lógica perversa que já estava em curso e a entrega total do Brasil às exigências da acumulação privada. [1]
Da mesma maneira que nos governos de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, nos Governos Lula e Dilma o capital financeiro permanece hegemônico, embora esteja em curso uma reforma do neoliberalismo, voltada para a construção de uma "nova versão do modelo capitalista neoliberal"[2].
A adesão por parte do PCdoB a semelhante política de reforma do capitalismo o conduziu à tentativa de buscar no passado heróico dos comunistas brasileiros – embora eivado de erros provocados pela presença de falsas concepções - o aval para seu comportamento político atual. Tirando proveito do jubileu de 90 anos da fundação do Partido Comunista no Brasil, os atuais dirigentes do PCdoB divulgam uma versão falsificada da História desse partido. Distorcendo a realidade, apresentam a História do PC como uma sucessão retilínea de êxitos, cujo apogeu seria a política atual do PCdoB. Ao mesmo tempo, silenciam sobre as teses oriundas de uma falsa concepção nacional-libertadora da revolução brasileira, responsável pelas ilusões nas possibilidades de um "capitalismo autônomo", cujo corolário foi o abandono, na prática, da luta pela revolução socialista no Brasil, concepção que esteve presente tanto na história do antigo PCB quanto na de quase todos os seus "filhotes", inclusive o PCdoB.
São distorcidos os fatos relacionados com a cisão de 1962, quando um grupo de dirigentes do antigo PCB, discordando das posições políticas aprovadas no seu V Congresso (1960), usou o pretexto da mudança do nome do partido com vistas ao seu registro eleitoral, para criar outro partido – o PCdoB. Partido este que, durante várias décadas, combateu com violência o PCB e o seu ex-secretário-geral Luiz Carlos Prestes. Partido este que, durante toda a década de 1980, foi insistentemente criticado por Prestes pela postura oportunista de entendimentos espúrios com os governantes para alcançar o registro eleitoral e de apoio à candidatura de Tancredo Neves nas eleições indiretas de 1985 e, em seguida, de apoio ao governo de José Sarney. Segundo Prestes, tratava-se do abandono de todo compromisso com os interesses dos trabalhadores e com os ideais de verdadeiras transformações socialistas em nosso país.
É este partido, o PCdoB, que trata hoje de apropriar-se indevidamente do legado de Prestes para, tirando proveito do prestígio do Cavaleiro da Esperança, justificar-se perante amplos setores populares. Tal falsificação deve ser denunciada, pois a permanência de uma versão distorcida da trajetória dos comunistas brasileiros, difundida por um partido que se apresenta como comunista e fala em nome do socialismo, serve aos desígnios dos inimigos da emancipação social dos trabalhadores brasileiros, contribui para a manutenção da exploração capitalista em nossa terra, dificultando o caminho efetivo da construção de uma sociedade socialista no Brasil.
Notas:
[1] PAULANI, Leda Maria. Quando o medo vence a esperança (um balanço da política econômica do primeiro ano do governo Lula). Crítica Marxista, n. 19, outubro de 2004, p. 23.
[2] BOITO, Armando. O Governo Lula e a reforma do neoliberalismo. Revista da Adusp, maio de 2005. (www.cecac.org.br)

*Anita Leocadia Prestes é historiadora, professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes (www.ilcp.org.br).

20 maio 2012

PREVIAS DO PT ANANINDEUA!

LUIS FREITAS GANHA AS PREVIAS DO PT ANANINDEUA!


Segundo informaçoes extra-oficial, o candidato Luis Freitas, 
membro da Articulaçao, ganhou as previas do PT Ananindeua 
ocorrida hoje, na Escola Agostinho Monteiro, na Cidade Nova I. 
Luis concorreu com 4 candidatos, sendo o mais votados pela 
militancia (65,03% dos votos) para ser o candidato a Prefeito de 
Ananindeua. Vejam os numeros:
- Luis Freitas: 372, Favacho: 98, Socorro: 73, Maria Aranha; 27 e Raoni: 2.


Luís Freitas: militante desde a década de 1980; filiado ao PT a 15.05.1987; formado em jornalismo pela UFPA; assessor sindical da AEBA; professor da rede municipal (Ananindeua); foi vereador de 1996 a 2000; presidente do PT Ananindeua de 2001 a 2005; candidato a prefeito em 2004; chefe de gabinete do então vereador e hoje pré-candidato a prefeito de Belém, Alfredo Costa, de 2001 a 2004; secretário municipal de cultura de 2005 a 2006; secretário de segurança e defesa social de Ananindeua de 2006 a 2012.

Em defesa do BASA: contra a MP 564!

A Medida Provisória 564, o chamado pacote de estímulo à indústria, do  deputado federal Danilo Forte (PMDB-CE), que originalmente foi editada para instrumentalizar o Plano Brasil Maior para enfrentar a crise financeira internacional, aumentando a competitividade da indústria brasileira. Entre outros dispositivos, a MP injeta R$ 45 bilhões da União no BNDES e acaba com a exclusividade do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia nas operações do FDNE (Fundo Nacional de Desenvolvimento Econômico) e do FDA(Fundo do Desenvolvimento da Amazônia).  Será o começo da asfixia do BASA como agente de desenvolvimento da Região Amazônica?

Relator da MP 546 retira exclusividade do BNB.


CategoriasCeará

Relator da MP 546, o deputado Danilo forte participou de debate na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro – Firjan. Editado em 03 de abril, a MP 564 instrumentaliza o Plano Brasil Maior para enfrentar a crise financeira internacional, aumentando a competitividade da indústria brasileira. Entre outros dispositivos, a MP injeta R$ 45 bilhões da União no BNDES ampliando a capacidade do banco no fornecimento de crédito de longo prazo, para incluir novos setores no programa Revitalizar do BNDES; cria a Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias; acaba com a exclusividade do Banco do Nordeste nas operações do FDNE.
Para construir seu relatório, o deputado Danilo Forte tem debatidos com vários setores. Além da FIRJAN e FIESP, o deputado reúne-se amanhã (4), em Fortaleza, com a presidência do Banco do Nordeste para discutir o aporte de capital, sendo este o terceiro encontro com representantes do Banco.
Na opinião de Danilo Forte “o Plano Brasil maior precisa dialogar com o Plano Brasil Sem Miséria, compromisso maior da presidente Dilma. Assim, não podemos fragilizar as regiões menos desenvolvidas e suas instituições”

Por que construímos a Marcha da Maconha?




JUVENTUDE DO PSTU
 


 
 
  Marcha ocorre em várias partes do país

• Neste mês de maio, a polêmica sobre a descriminalização e legalização das drogas ganhou visibilidade na sociedade, por causa da convocação das já tradicionais Marchas da Maconha em várias cidades do país. A querela sobre a aprovação do uso e da comercialização legal das substâncias psicoativas consideradas ilícitas é parte fundamental de outras discussões que preocupam o conjunto da população brasileira. O assunto polariza especialistas em saúde, segurança pública, intelectuais e até setores da burguesia, além de organizações de esquerda.

Para nós da juventude do PSTU, esse tema, longe de ser um debate apenas a respeito das liberdades individuais dos usuários de drogas, é parte fundamental das respostas aos problemas da violência urbana, do crime organizado e, centralmente, da criminalização da pobreza. Problemas que atingem principalmente a classe trabalhadora e a juventude negra e pobre, que vivem nas periferias das grandes regiões metropolitanas.

Drogas no capitalismo: uma mercadoria muito lucrativa
O consumo de drogas é, sem dúvida, uma prática de massas na sociedade contemporânea. O tráfico de drogas é um dos mercados mais rentáveis da atualidade, abastecendo aproximadamente 200 milhões de pessoas em todo mundo e movimentando quase 500 bilhões de dólares por ano.

Somente 10% das receitas do tráfico de drogas ficam com os produtores, os traficantes e “aviões” do tráfico, jovens que prestam serviços ao crime organizado. Os outros 90% são lavados no sistema financeiro internacional, que, respaldado no sigilo bancário garantido pelos “paraísos fiscais”, absorve todo esse dinheiro sem perguntar a origem. Todo esse montante de dinheiro amplia a liquidez do mercado financeiro e, consequentemente, aumenta a rentabilidade e a acumulação de capital dos monopólios imperialistas.

A política proibicionista da maioria dos governos só alavanca os lucros dos grandes empresários do tráfico. A ilegalidade desse mercado desonera produtores, comerciantes e consumidores do pagamento de quaisquer impostos ou taxas sobre a produção e transação da mercadoria droga. O custo da produção também é muito abaixo do preço final da mercadoria, pois não há nenhum controle de qualidade, nem fiscalização durante o processo produtivo. Tampouco os patrões pagam os direitos trabalhistas dos funcionários superexplorados envolvidos na cadeia do mercado - a qual vai do plantio e da colheita, passando pelo refino e transporte, e terminando na comercialização.

Combate às drogas ou guerra aos pobres?
O combate às drogas, compreendido essencialmente pela perseguição aos usuários e pela batalha contra o narcotráfico, é o alicerce da política proibicionista do Estado brasileiro. Essa política é um mecanismo de controle social e racial da população pobre, legitimando as “batidas” em casas e as abordagens contra indivíduos que a Polícia realiza, atacando a privacidade da população, principalmente a negra, sob o pretexto do combate às drogas.

Os grandes empresários do tráfico continuam lavando os lucros do comércio ilegal das drogas no sistema financeiro internacional, aumentando a liquidez dos bancos imperialistas, enquanto o pequeno traficante, o pólo varejista, é brutalmente reprimido. Essa realidade se desenvolve numa crescente militarização das periferias das grandes cidades, como podemos ver nos casos das UPPs nos morros cariocas. A classe trabalhadora é o alvo mais atingido por esta guerra, pois fica refém da luta entre as facções do tráfico, milícias e Polícia.

O combate às drogas é, na verdade, uma guerra aos pobres, uma ferramenta dos governos para criminalizar a pobreza e a população negra. A legislação brasileira, alterada no governo do PT, ao deixar a diferenciação entre tráfico e consumo ao arbítrio da justiça e do aparelho repressivo do Estado burguês, aprofunda essa realidade. Nas interpretações mais comuns das autoridades, jovens de classe média com cem gramas de maconha são consumidores, enquanto jovens pobres e negros com a mesma quantidade de drogas são traficantes, portanto, criminosos. Cerca de metade da população carcerária brasileira é prisioneira da guerra às drogas, em sua maioria de jovens negros e pobres, pequenos traficantes, funcionários do crime organizado em busca de melhores condições de vida.

Para por fim ao tráfico e à guerra aos pobres, legalizar todas as drogas já!
É preciso mudar imediatamente a política proibicionista do Estado brasileiro. Uma parcela da burguesia, encabeçada no Brasil pelo ex-presidente FHC, passou a defender a descriminalização das drogas ao perceber que a proibição está trazendo problemas ao funcionamento do capitalismo. Esse setor burguês quer fazer do comércio de drogas um mercado como qualquer outro, deixando de remunerar uma burguesia gângster para arrecadar impostos para os governos e receitas para grandes empresas.

Nosso programa, pelo contrário, é uma política antiproibicionista do ponto de vista dos trabalhadores e da juventude pobre. Defendemos, além de descriminalizar o uso e o comércio das drogas ilícitas, legalizar todas as drogas, colocando a grande produção e a comercialização sob o controle do Estado. É fundamental também estender este regime de produção e distribuição às demais drogas hoje legalizadas, como os fármacos, o tabaco e o álcool, impedindo os instrumentos de incitação ao consumo, principalmente os publicitários. Assim, os lucros derivados da venda das substâncias psicoativas estariam voltados aos interesses da população, como investimentos em Saúde Pública, programas de tratamento de dependentes e campanhas contra o consumo compulsivo.

Essa política desarticularia o crime organizado e colocaria grandes barreiras ao comércio ilegal de drogas, além dos governos deixarem de investir milhões de reais em armamento e aparelhos repressivos. A luta contra o narcotráfico precisa, igualmente, ser acompanhada da punição exemplar dos grandes empresários do tráfico e por uma luta contra a lavagem de dinheiro, através da nacionalização e do controle estatal do mercado financeiro.

Vamos às ruas, marchar pela legalização já!
Na metade do ano passado, o Supremo Tribunal Federal aprovou por unanimidade a liberação das famosas Marchas da Maconha, anteriormente classificadas como atos de apologia ao crime. Essa decisão foi uma importante vitória do movimento antiproibicionista, fruto da experiência negativa de amplos setores de massas com a política de guerra às drogas aplicada pela burguesia brasileira. No entanto, nós da juventude do PSTU sabemos que está posição do STF não garante que as passeatas não sejam violentamente reprimidas, como foram nos anos passados. Por isso, mais uma vez, nos colocamos em marcha pela liberdade de expressão e manifestação política e pelas seguintes propostas:

  • Fim da guerra às drogas e da criminalização da pobreza!
  • Legalização de todas as drogas já!
  • Estatização da produção e distribuição de todas as substâncias psicoativas!
  • O uso terapêutico e recreativo deve ser um direito de todos!
  • 15 maio 2012

    SINDICATO BURLA À DEMOCRACIA!


    Chegaram até nós, dirigentes da categoria bancária no Banco da Amazônia, denúncias graves de fonte segura que comprometem por completo a atual diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará! Vamos aos fatos: 
     SINDICATO PAGA SALÁRIO PRA UM DIRETOR DEMITIDO POR DUPLO VÍNCULO, SEM AUTORIZAÇÃO DA CATEGORIA
    Segundo informações de fontes seguras, soubemos que, sem aprovação em assembléia, a diretoria do Sindicato está pagando o salário de um bancário, diretor do Sindicato, que foi demitido do Banco do Brasil, em Marabá, por ter duplo vínculo. Detalhe: ele teria sido comunicado pelo Banco de que tinha um prazo para escolher entre o emprego de bancário e o emprego de professor no estado. Findou o prazo, ele não fez a escolha e foi demitido pelo Banco. Não é mais bancário e diz para todos os bancários da região que prefere mesmo é ser professor. Porque continua sendo pago pelo nosso Sindicato, com o nosso dinheiro?
    Como lembrança, na década de 90 o Sindicato pagou salários a dois bancários que estavam sofrendo perseguições em seus Bancos, por serem lideranças sindicais que lutavam pela categoria nas greves. Mas, para isso, a diretoria do Sindicato, naquela época, propôs tudo em assembléia da categoria, que aprovou. E agora, porque isso não veio também para a assembléia? Porque ele é um diretor do Sindicato? Só que, como ele, há dezenas de bancários demitidos na categoria e que não estão recebendo salário do Sindicato, pago com nosso dinheiro.
     MAIS UMA OBRA. QUEM DECIDIU? QUANTO CUSTARÁ? HOUVE LICITAÇÃO PRA ESCOLHER A EMPRESA?
    Agora estão começando mais uma obra na sede do Sindicato. Quanto custará? Para que servirá essa obra? Qual empresa está construindo? O dinheiro do Sindicato é nosso, é dos bancários. A categoria autorizou mais essa obra em alguma assembléia? Houve transparência na contratação do projeto e da empresa que está fazendo a obra? O orçamento prevê adição de valores, de quanto? Quanto vamos pagar por mais uma obra que não decidimos? Lembramos que, para a construção da atual sede do Sindicato, houve assembléia de aprovação e licitação para contratação da empresa. E agora, porque tudo é decidido a portas fechadas?O que será que está acontecendo? Estão escondendo alguma coisa?
     CADÊ A TRANSPARÊNCIA? CADÊ A DEMOCRACIA? O DINHEIRO É NOSSO!
    Sem transparência não temos uma verdadeira democracia, mas um discurso de conveniências que engana, ilude e falseia. Isso em nome de quê? Para beneficiar a quem? Estamos às vésperas da Campanha Salarial e a prioridade é a nossa luta e as nossas conquistas. Todo ano a diretoria do Sindicato reclama pra pagar um carro-som pra mobilizar a categoria. As associações dos Bancos, como a AEBA e a AFBEPA, têm arcado com a maior parte dos custos das campanhas salariais no Banco da Amazônia e no Banpará,  e até deslocado apoio pra outros Bancos.
     O SINDICATO NÃO É UMA EMPRESA PRIVADA. QUEM MANDA NO SINDICATO SÃO OS BANCÁRIOS!
    Estamos bastante preocupados com essa falta de transparência e com a utilização oportunista do nosso dinheiro suado, conquistado com tanto esforço! O Sindicato não é uma empresa privada onde uma diretoria tem carta branca para gastar milhões com o quê nem sabemos. Transparência com o dinheiro da categoria é fundamental para que a democracia não seja apenas um discurso conveniente, mas uma prática real e cidadã. Somos bancários e bancárias, temos direitos, o dinheiro é nosso! Que a diretoria do Sindicato mostre e comprove a verdade! Mas queremos a verdade e não mais mentiras para proteger os interesses e conveniências desse grupo político, que é maioria na direção do Sindicato, que perdeu o governo do estado por arrogância e autoritarismo e continua conduzindo nosso sindicato do nada pra lugar nenhum, sem a legitimidade da categoria.
     Prestação de contas nebulosa. COMO FORAM GASTOS R$2,7 MILHÕES DOS NOSSOS BOLSOS?
    Primeiro houve uma assembléia de prestação de contas que não foi bem divulgada e nem mobilizada. Não teve destaque no site do Sindicato, nem mensagens nos celulares e nem convites por e-mail. A maioria da categoria nem ficou sabendo da assembléia tanto que, nas fotos, quem aparece aprovando as contas da diretoria do Sindicato é a própria diretoria do Sindicato que não soube explicar com o quê foram gastos R$2,7 milhões de reais. R$2,7 milhões de reais dos nossos bolsos, retirados dos nossos suados salários.
    Porque estão pagando salário de ex-bancário do BB que foi demitido por duplo vínculo?  Porque não aprovaram em Assembléia os altos custos com mais obras e porque não abriram licitação para contratação do projeto e da empresa, sabendo que na categoria bancária há tantos arquitetos e engenheiros? Porque não mobilizaram os bancários pra assembléia de prestação de contas e aprovaram, praticamente sozinhos, uma tabelinha numa folha A4 que não explica o gasto de R$2,7 milhões que são nossos, dos bancários? Não adianta cobrar transparência de outras entidades sendo que no próprio Sindicato isso não acontece.

    E AGORA DIRETORIA DO SEEB, CRITICASTES AS CONTAS DA AEBA, O QUE TENS A DIZER?