29 outubro 2008

É hora de a sociedade regulamentar o Sistema Financeiro Nacional!


A Diretoria Executiva da Contraf/CUT reuniu-se nesta segunda-feira 27, com a participação da direção técnica do Dieese, para discutir a crise financeira internacional e a Medida Provisória 443 editada pelo governo federal que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Federal comprar bancos e empresas. A discussão servirá de subsídio para um documento que a Contraf/CUT lançará ainda esta semana, a partir do qual retomará a campanha pela regulamentação do sistema financeiro nacional.

"A MP dá ao governo federal capacidade de intervenção diante da crise que com certeza chegará ao Brasil, não se sabe ainda com que dimensão e duração. Não sabemos qual o volume dos problemas das empresas em suas operações de câmbio e como isso vai rebater nas carteiras dos bancos e na oferta de crédito", explicou Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.

"A MP dá mais poder ao Estado para intervir, mas não significa estatização. É parecido com o que o Gordon Brown fez na Inglaterra. Os bancos estatais poderão comprar carteiras e ações dos bancos que eventualmente ficarem em dificuldades, mas não terão poder de gestão", acrescentou Sérgio Mendonça, coordenador de Observatórios do Dieese. Participou ainda da reunião o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira.

Mais transparência e controle da sociedade

O que ficou muito claro na discussão é que os trabalhadores e a sociedade brasileira precisarão ficar alertas e pressionar para que as intervenções, caso sejam necessárias, tenham contrapartidas e não sejam simples ajuda aos bancos com dinheiro público. "É imperativo que eventuais compras por parte dos bancos públicos tenham contrapartida social, como por exemplo garantia do emprego, proteção dos depósitos dos correntistas que não fazem especulação, transparência e prestação de contas e punição dos gestores irresponsáveis", afirma Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT.

"Nós vamos ter de fazer essa disputa no campo da economia e da política", frisa Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. "Queremos saber de onde virá o dinheiro para as operações de socorro e sobretudo como funcionará o sistema financeiro daqui pra frente. Este que está aí não serve para a sociedade brasileira."

Há duas décadas os bancários discutem a necessidade de regulamentação do SFN. O Artigo 192 da Constituição Federal aprovada em 1988, que trata do sistema financeiro, nunca foi regulamentado. Depois de uma ampla discussão com especialistas e entidades representativas da sociedade, a então Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) apresentou em 1992 ao Congresso Nacional um projeto de regulamentação do sistema, que nunca foi votado.

"A crise financeira desencadeada a partir dos Estados Unidos mostra que é urgente que haja um controle da sociedade sobre os bancos. A hora é mais que oportuna para que retomemos a campanha pela regulamentação do SFN, para definirmos o papel do crédito, a função social dos bancos, o papel do Estado, a transparência do sistema e o seu controle pela sociedade", aponta Carlos Cordeiro.


Fonte: Contraf/CUT

20 outubro 2008

Campanha salarial 2008!

Bancos enrolam e não apresentam proposta. Orientação é intensificar a greve

Numa postura de total desrespeito para com os bancários, a Fenaban só enrolou e não apresentou nenhuma proposta na rodada de negociação desta segunda-feira, em São Paulo, no 12° dia da greve nacional da categoria. E marcou nova negociação para as 18h desta terça-feira 21.

"Isso que os bancos fizeram nesta segunda-feira é muito grave num processo de negociação e é inadmissível", critica Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A nossa resposta será a intensificação da greve em todos os locais de trabalho e em todo o país. Só a pressão muito forte da categoria forçará os banqueiros a apresentarem uma proposta."

"Esperamos que o desfecho da campanha se dê no campo da negociação e que essa enrolação não seja uma tática dos bancos para buscar uma saída nos tribunais. Isso seria um grande retrocesso que não vamos aceitar", adverte Vagner Freitas

BB e Caixa

Em razão da postergação da negociação na mesa da Fenaban, ficaram também adiadas para esta terça-feira as discussões das reivindicações específicas do Banco do Brasil e da Caixa Federal.


Fonte: Contraf/CUT

23 setembro 2008

Campanha salarial 2008!!!

17/09/2008

Negociação avança só com mobilização. Proposta econômica sairá no dia 24


Após seis rodadas de negociações, nas quais rejeitaram todas as propostas sobre saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades, emprego e segurança, os bancos anunciaram nesta quarta-feira 17 que apresentarão propostas para as cláusulas econômicas da pauta de reivindicações na próxima reunião, marcada para o dia 24.

Consciente de que os banqueiros só negociarão a sério com pressão da categoria, o Comando Nacional dos Bancários aprovou um calendário de mobilização que aponta para a greve caso os bancos não atendam às reivindicações.

"Desde o início do processo negocial construímos um calendário de discussão por blocos temáticos, para que pudéssemos aprofundar o debate e avançássemos na construção de propostas que atendam as expectativas dos bancários. Mas os bancos rejeitaram nossas reivindicações bloco por bloco, deixando claro que apostam no confronto. Por isso temos que intensificar a mobilização em preparação à greve da categoria, caso as negociações não avancem", conclama Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

O calendário de mobilizações aprovado pelo Comando ao final da rodada de negociações desta quarta-feira é o seguinte:

19/9 - Negociação das questões específicas da Caixa Federal.
22 a 29/9 - Manifestações em todo o país.
23 e 24 - Negociação das reivindicações específicas do Banco do Brasil.
24 - Negociação para apresentação de propostas econômicas com a Fenaban.
25 - Dia Nacional de Luta.
26 - Negociação das questões específicas com a Caixa Federal e com o BNB.
Até 29/9 - Realização de assembléias em todos os sindicatos para avaliar as propostas que a Fenaban apresentará no dia 24.

Cláusulas econômicas

A rodada de negociação desta quarta-feira começou com os representantes dos bancos querendo condicionar a negociação das cláusulas econômicas à discussão dos três temas propostos por eles no dia anterior (redução do tempo de concessão do auxílio-creche/babá, diminuição do vale-transporte a estabilidade dos bancários em situação de pré-aposentadoria).

O Comando Nacional rejeitou a condicionante e insistiu na necessidade de os bancos apresentarem propostas concretas que atendam as expectativas dos bancários, com aumento real de salário e valorização dos pisos. "Deixamos claro para eles que o fechamento de um acordo na campanha deste ano passa pela valorização dos pisos", diz Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT e membro do Comando Nacional.

Os negociadores da Fenaban disseram que os bancos vão se reunir somente no dia 23 para discutir as reivindicações e que apresentarão no dia seguinte propostas para o índice de reajuste, para os pisos salariais e para os auxílios (creche/babá, tíquete-refeição, cesta-alimentação etc.).

Os bancários exigiram também resposta sobre a reivindicação para acabar com as metas abusivas. Os negociadores da Fenaban disseram que não existem metas abusivas e que a questão das metas é assunto individual de cada banco em suas estratégias de concorrência. Acrescentaram que esse não é tema econômico e que, quando houver problemas relacionados a ele, devem ser discutidos na mesa temática sobre assédio moral.

PLR

O Comando Nacional também exigiu resposta à nova formulação de participação nos lucros apresentada pelos bancários, mais simples e com aumento de valor: três salários mais R$ 3.500. Os representantes dos bancos responderam que ainda não fizeram simulação sobre a nova proposta.
Fonte: Contraf/CUT
Marlon George

17 agosto 2008

Campanha Salarial 2008/2009!

Primeira negociação com a Fenaban já está marcada
Resultados mostram que os bancos podem atender as reivindicações dos bancários na Campanha Nacional 2008
Primeiro round

São Paulo - A primeira negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) da Campanha Nacional 2008 será no dia 27 de agosto. O horário ainda não foi definido e será divulgado em breve.

A pauta de reivindicações foi entregue pelos representantes da categoria na quarta-feira, dia 13, um dia após os bancários lançarem a campanha, em São Paulo, com um ato na Praça do Patriarca, centro da capital paulista.

Na entrega das exigências, os trabalhadores propuseram a retomada das negociações em bloco, de forma a debater cada tema até que ele seja definido – como segurança, saúde e remuneração – antes de começar um novo. A idéia é aperfeiçoar os detalhes em relação ao ano passado.

"A divulgação de resultados altamente positivos do primeiro semestre mostra que os bancos estão em condições de atender as justas reivindicações", disse o presidente do Sindicato Luiz Cláudio Marcolino, que integra o comando nacional. "É importante ressaltar também que as perspectivas para o resto do ano são de ampliação ainda maior do crédito”, completa.
Marlon George
Vice-presidente do sindicato dos bancarios

27 julho 2008

Campanha Salarial 2008/2009!

Aprovado na 10ª Conferência Nacional dos bancários em São Paulo, neste domingo:
Confira as reivindicações dos bancários para a Campanha Nacional 2008:
Eixos Prioritários
Índice – reajuste de 13,23% (inflação mais 5% de aumento real)
Vale-alimentação – R$ 415 (mesmo valor do salário mínimo)
Vale-refeição – R$ 17 por dia
Participação nos Lucros e Resultados (PLR) – três salários mais valor fixo de R$ 3.500, sem teto, nem limitador
Auxílio-creche – R$ 415 (mesmo valor do salário mínimo)
Pisos salariais – aumento progressivo, em três anos, até atingir o piso do Dieese, atualmente estimado em R$ 2.074, sendo incorporado 50% da diferença entre o piso da categoria (R$ 921,49) e o piso do Dieese neste ano, 25%, em 2009, e outros, 25% em 2010. Desta forma, neste ano, o piso da categoria passaria a valer R$ 1.497,75 para escriturários, R$ 1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro comissionado, e R$ 3.369,93 para gerente
Plano de Cargos e Salários (PCS) – formulação de um PCS para todos. A proposta prevê 1% de reajuste a cada ano de trabalho. A cada cinco anos, esse reajuste será de 2%. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos. A proposta de PCS determina, ainda, que os bancos são obrigados a treinar o trabalhador para a nova função por no mínimo 60 dias. E quando houver uma nova vaga, o banco é obrigado a fazer um processo de seleção interna para preenchê-la. Para cada cargo e função, o banco deve apresentar a grade curricular necessária e oferecer o curso aos trabalhadores dentro do expediente. Em caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário integralmente
Fim da metas abusivas – Os bancários querem interferir nas metas que estão na base da gestão do sistema financeiro. As metas passarão a ser definidas com o movimento sindical, a partir do local de trabalho – agências ou departamentos – e levando em consideração a região, o porte das agências, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local. Devem ser obrigatoriamente coletivas e não individuais, considerando a região e número de clientes. Deve ocorrer a redução das metas quando houver a diminuição de trabalhadores
Contratação de remuneração total – Além do reajuste salarial, os bancários querem regrar a remuneração variável. A reivindicação é de distribuição de 5% da receita de prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência deve ser distribuída entre os trabalhadores da unidade
Novas conquistas – Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar fechado, com gestão compartilhada
Emprego - Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada de 6 horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes
Segurança - Instalação de portas de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento; pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PABs
Eixos políticos
Defesa dos bancos públicos
Ampliação do crédito produtivo para investimentos, principalmente agrícola
Redução da taxa de juros
Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema financeiro no país).
Marlon George
Vice-presidente do sindicato dos bancarios do PA/AP
91-88067124

09 julho 2008

Conferência Regional dos bancários!

Bancários do Pará e Amapá se preparam para a III Conferência Regional

A III Conferência Regional dos Bancários acontece dia 12 de julho de 2008, no auditório do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS – (Tv. Perebebuí, 2623, bairro do Marco), bloco D, da Universidade do Estado do Pará, em Belém.

Acontece no dia 12 de julho, das 8h às 18h, em Belém, a III Conferência Regional dos Bancários do Pará e Amapá. Durante o evento, os trabalhadores discutem e apresentam propostas para a Campanha Nacional dos Bancários 2008, bem como elegem delegados para a 10ª Conferência Nacional dos Bancários.

A programação inclui painéis e grupos de trabalho sobre os seguintes temas: conjuntura nacional, segurança bancária, saúde e condições de trabalho, remuneração e a Campanha Nacional.

Os participantes da Conferência Regional foram definidos nas pré-conferências de cada município pólo (Marabá, Santarém, exceto Castanhal) e a capital do Amapá, Macapá, com a escolha de cinco (05) representantes.

Para os bancários do nordeste do Pará, pólo Castanhal, devido à proximidade com o local de realização da Conferência, e para os bancários de Belém a participação no evento é aberta, sendo necessária a pré-inscrição.

A presença de todos é fundamental. “Quanto mais trabalhadores e trabalhadoras se mobilizarem para a Campanha Nacional, mais claro fica para os banqueiros a força que temos”, afirma a diretora de comunicação, Maria Gaia.

Os bancários já podem se pré-inscrever através do Portal dos Bancários ( www.bancariosap.org.br ou www.bancariospa.org.br ). Para mais informações: 3344-7751 ou 3344-7756, ou ainda no link Fale Conosco do site.

III Conferência Regional dos Bancários
Data: 12 de julho de 2008
Horário: 8h às 18h
Local: CCBS, Bloco D - UEPA (Tv. Perebebuí, 2623, bairro do Marco)

Fonte: Bancários PA/AP

A Satiagraha de Gilmar Mendes!

Tratando da indignação filosófica em Platão, o professor Jean Lauand, em artigo publicado no Jornal da Tarde (15 de agosto de 1981), afirmava que o filósofo não quer saber se “um rei que tem muito ouro é feliz ou não, mas o que é, em si, o poder, a felicidade e a miséria. Em si e em suas últimas razões"

Ao criticar, por sua suposta espetacularidade, a operação da Polícia Federal que resultou na prisão de vários notáveis, entre eles, Daniel Dantas, Naji Najas e Celso Pitta, o presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF), ministro Gilmar Mendes evidenciou duas coisas que um magistrado deve evitar:indignação seletiva e nostalgia de tempos recentes. Não sei se o mais recomendável é a leitura de “A República" ou uma imersão politico-jurídica no Brasil dos últimos cinco anos.

O que disse Mendes sobre espetacularização quando, no final de 2006, um delegado da Polícia Federal obteve e repassou à imprensa as fotos do dinheiro apreendidos com duas pessoas ligadas ao PT num hotel de São Paulo? Como se pronunciou na folhetinização do caso da menina Isabela Nardoini, promovida pela mídia com apoio prestimoso da polícia e do Ministério Público Paulista? A resposta para as duas perguntas é um nada retumbante.

No primeiro caso, o procedimento do delegado foi compatível com o Estado de direito? Prisões em plena vigência do período eleitoral, que só autoriza prender em flagrante delito, foram manifestações de apreço pela ordem democrática ou uma ação que ignorou a lei em nome da conveniência de interesses partidários e de corporações de mídia? Será que só há espetáculo quando concordamos com a escolha de quem deve desempenhar os papéis dos vilões?

É bom lembrar que ação da Polícia Federal só foi possível a partir da abertura de um inquérito determinado pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. Esse fato, aparentemente prosaico, guarda uma distância enorme da prática vigente quando o atual ministro era Advogado-Geral da União (AGU), no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Naquela época, no tempo do “estamos no limite da irresponsabilidade”, qualquer tentativa de investigação criminal contra ministros e presidente da República terminava com pareceres contrários do então procurador Geraldo Brindeiro, o que lhe valeu o apelido de” engavetador-geral da República."

Anos antes, a febre privatista do tucanato sucateava o patrimônio público. Como destacou o saudoso Aloysio Biondi, em um livrinho capital para entender o processo (O Brasil Privatizado- um balanço do Desmonte do Estado),"o governo Fernando Henrique Cardoso implantou as privatizações a preços baixos, financiou " os compradores", sempre alegando não haver outros caminhos possíveis".

Era o plano perfeito. A lógica autoritária do vender ou vender. Esquema absolutamente lógico, não havia outra saída. Bancos do governo e os fundos de pensão das estatais injetavam nas teles muito mais recursos do que se imaginava, embora a lei não permitisse que os fundos emprestassem dinheiro para empresas privadas. É nesse contexto, de "plena vigência do Estado de direito" que pontificaram Dantas, Cacciola e tantos outros. E o que disse Gilmar Mendes?

A imprensa foi elemento central para legitimar a privataria. Editoriais e artigos afiançavam que, para o governo, não poderia haver negócio melhor, pois se livraria da responsabilidade de gerenciar um negócio em que seu desempenho era um fiasco para assumir a nobre atividade da fiscalização. Aos consumidores, o paraíso. Melhora na qualidade dos serviços, redução de tarifas e fácil acesso a um aparelho.

"Vamos promover uma mudança gigantesca neste país com a privatização da Telebrás", prometia o então ministro Luiz Carlos Mendonça, o mesmo que protagonizaria um dos diálogos mais republicanos de que se tem notícia.

Em conversa grampeada, Mendonça e Ricardo Sérgio (ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil) mostram os bastidores do governo que não chocou o presidente do STF.

Mendonça de Barros - Está tudo acertado. Mas o Opportunity está com um problema de fiança. Não dá para o Banco do Brasil dar?

Ricardo Sérgio - Acabei de dar.

Mendonça de Barros - Não é para a Embratel, é para a Telemar [nome de fantasia da Tele Norte Leste].

Ricardo Sérgio- Dei para a Embratel, e 874 milhões para a Telemar. Nós estamos no limite da irresponsabilidade.

Mendonça de Barros - É isso aí, estamos juntos.

Ricardo Sérgio - Na hora que der merda, estamos juntos desde o início.

Não deu. E os motivos vão da sólida base parlamentar de FHC a um procurador que não indiciava. Uma operação da Polícia Federal que trouxesse resultados práticos era impossível. Faltava-lhe autonomia e uma dimensão republicana que só obteria em outro governo.

Ao dizer que a Operação Satiagraha configura um “Estado Policial” certamente o ministro não age de má-fé. É apenas um homem sem coordenadas precisas de tempo histórico e espaço político.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

30 maio 2008

Em busca de fundamentos!



* Por Humberto Cunha

O trabalhador bancário cuida, protege e gerencia o núcleo central do sistema econômico vigente: o capital. Não que o dinheiro que circula em cifras astronômicas pelas mãos do bancário, mas não lhe pertence, seja, em si, capital. O capital é a relação social básica que convenciona tratar como mercadoria todos os bens tangíveis e intangíveis da sociedade. O dinheiro representa essa relação, fisicamente e, cada vez mais, apenas como escrituração, representação contábil, virtual. Ao lidar com todo o dinheiro que circula na sociedade, o bancário, quer o perceba quer não, lida com o capital dessa sociedade.

Se tudo tem o potencial de transformar-se em mercadoria, este princípio se constitui em indutor de mercados onde estas mercadorias possam trocar-se passivamente pela equivalência de seus valores. Situações de escassez e de abundância podem desequilibrar o balanço das trocas, mas a tendência é o re-equilíbrio a médio prazo. Esta situação produziria logicamente um jogo de soma zero, um mercado de valor constante, mas outra constatação contraria tal dedução lógica: ao longo das décadas e séculos, a massa de valores no mercado se amplia.

De onde nasce esta ampliação dos mercados?

Ocorre que há no mercado uma mercadoria ativa, algo que escapa da troca passiva de equivalentes: a força de trabalho humana desequilibra positivamente a troca de equivalentes e propicia a acumulação. A soma de valores necessários para a reprodução do corpo humano é menor do que aquele valor que as capacidades física e mental do trabalhador têm capacidade de produzir. Essa diferença entre o valor consumido pelo trabalhador na reprodução da força de trabalho e o valor produzido ao aplicar esta mesma força é o que a economia clássica chama de sobre-valor, mais-valor ou mais-valia. Karl Marx, no século XIX, estudou-a e registrou-a na sua obra mais conhecida, O Capital.

Quase duzentos anos após os estudos de Marx, é forçoso reconhecer que o anseio de igualdade, que vem acompanhando a história humana, está longe de concretizar-se, embora a ciência e a técnica tenham multiplicado a capacidade de agregação de valor, produção de sobre-valor e acumulação de bens.

Conquistas da ciência e da tecnologia fazem crescer a composição orgânica do capital e pressionam para baixo a taxa média de lucro do sistema. Ao mesmo tempo, exigem dos trabalhadores maior escolaridade e outros estudos. O mesmo avanço científico-tecnológico forma dois pólos da contradição. De um lado, os empresários querem manter lucros elevados e combinam tecnologia de ponta com tecnologia obsoleta e formas de gestão participativa com formas herdadas do fordismo, de caráter autoritário, e até mesmo com relações pré-capitalistas, como é o caso do trabalho escravo ou a ele assemelhado. De outro lado, os trabalhadores, ao assumirem novo paradigma cultural e dominarem novas tecnologias, querem melhor remuneração, mais tempo livre, mais lazer, novas oportunidades culturais e educacionais.

O conflito capital-trabalho emerge e transparece nos diversos planos da existência. Pode-se destacar as revoluções do século XX, as transformações nas relações de trabalho do Ocidente, as diversas mudanças legais conquistadas pela participação popular em inúmeros países. Uma forma atual de recondução do modo de vida e do modo de produção é o Fórum Social Mundial. Embora recente, o FSM representa uma mobilização com capilaridade em todo o Planeta. Seu lema, “Um outro mundo é possível”, demonstra a disposição de trabalhadores, líderes religiosos, intelectuais, organizações civis, empresários e autoridades em buscar uma convivência humana apoiada em mais igualdade, mais fraternidade, construindo novos espaços de liberdade.

Isto, para muitos, pode parecer um sonho impossível, mas já se notam prenúncios de que se trata de um anseio com viabilidade histórica. Na Noruega, por exemplo, sem que exista lei dizendo quanto o empresário pode ganhar a mais do que o operário, a sociedade conseguiu construir padrões éticos que tornam mal-visto aquele que estabeleça para si retiradas maiores do que o triplo do menor salário pago aos trabalhadores. Reflitamos sobre a nossa situação. Qual o maior salário ou retirada no Brasil? Qual o salário mínimo?

Dentro de poucos meses, Belém sediará uma nova edição do Fórum Social Mundial. Que debates ocorrerão? Como eles incidirão nas mudanças em curso no mundo? O que mudará no Brasil? No Pará? Em Belém? Que debates o FSM suscitará entre os bancários? Que novas reivindicações e propostas farão nascer?

Enfrentar esse quadro sempre mais complexo exige dos trabalhadores um avanço cultural cada dia maior. Os bancários, que cuidam do capital para os capitalistas, têm a possibilidade de apropriar-se de teorias que apontam novos rumos para a economia, como as de Amartya Sen e Domenico de Masi. Podem buscar o conhecimento das novas abordagens acerca de ciência e tecnologia em Boaventura de Sousa Santos, Seymour Papert e Pierre Lévy ou das novas formas de conceber e viver o espaço, trazidas por Milton Santos e Henri Lefebvre. Podem buscar abordagens sobre filosofia, educação e ética em André Comte-Sponville, Paulo Freire, Frei Betto e Bernardo Kliksberg, entre outros.

Esta página, de iniciativa do Sindicato dos Bancários, é uma contribuição nesta busca.

* Humberto Cunha é Doutor em Educação Popular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

12 maio 2008

BASA lança PAQ!

Banco da Amazônia lança PAQ para enxugar pessoal de agências fora da Amazônia

O Banco da Amazônia lançou nesta semana o Programa de Adequação dos Quadros de Pessoal (PAQ) destinado a todos os empregados da Agência Rio de Janeiro. Também é extensivo aos funcionários das Agências Porto Alegre, Brasília e São Paulo que, segundo o banco, "deixarem de fazer parte do novo quadro de pessoal dessas unidades, em face do redimensionamento de suas estruturas". Neste caso, "o número de adesões ao PAQ fica limitado à redução quantitativa verificada no quadro de cada uma".

A iniciativa do banco retoma o processo de fechamento da Agência Rio e o o enxugamento das demais unidades fora da Amazônia, o que desde janeiro vem preocupando os funcionários. Inicialmente, a empresa não oferecia incentivos e agora apresentou um pacote com algumas vantagens.

O Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul já encaminhou o programa para a apreciação do Departamento Jurídico e entrou em contato com a Contraf-CUT e a Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba) para discutir a questão e buscar soluções conjuntas para as agências envolvidas.

"Defendemos os direitos e conquistas dos empregados, a manutenção das unidades e o fortalecimento do banco público que fomenta o desenvolvimento da Amazônia e do Brasil", ressaltou o diretor Ademir Wiederkehr do Seeb - RS.

Confira os principais itens do programa apresentado pelo banco:

PRAZOS DE ADESÃO

A adesão do empregado ao PAQ deverá ser formalizada mediante requerimento, com base em modelo disponível na intranet e recebida até 15 dias antes da data do efetivo encerramento da unidade do Rio ou até o dia 31de maio para a adequação do quadro de pessoal das unidades de São Paulo, Porto Alegre e Brasília.

1. DESLIGAMENTOS

VANTAGENS LEGAIS

Para empregados que venham a optar pelo desligamento, o banco assegura todas as parcelas legais e regulamentares devidas em decorrência de dispensa SEM justa causa, incluída a multa de 40% do FGTS sobre todos os depósitos efetuados pelo Banco.

GARANTIAS ADICIONAIS

O banco também oferece aos empregados que venham a optar pelo desligamento da empresa:

# licença prêmio proporcional;

# abono assiduidade proporcional;

# acréscimo de férias proporcional (não optantes pelo PCS/94);

# pagamento adicional de 1(um) mês de remuneração a cada 5(cinco) anos de serviço efetivo prestado ao Banco e fração pro-rata de anos completos;

# manutenção (com custeio integral pelo Banco) por 12 meses, do PlanCASF (reembolso Banco + participação do empregado) do empregado e dependentes nele registrados até a data da decisão que determinou o encerramento ou reestruturação da unidade;

# custeio integral pelo Banco, por 12(doze) meses, das contribuições devidas à CAPAF, tendo como base a remuneração do mês de desligamento do empregado e desde que este mantenha sua condição de participante daquela
entidade, na forma de seu estatuto.

2. TRANSFERÊNCIAS

Para empregados que venham a optar pela transferência:

# pagamento, em dobro, da ajuda de custo prevista no MN-Pessoal 2.2.2.c.I ou II;

# assegurar por 180(cento e oitenta) dias a percepção do adicional de função e seus efeitos, aos empregados que na data da decisão que determinou o encerramento ou reestruturação da unidade sejam titulares de função comissionada ou estejam interinos há mais de 6(seis) meses, mantida a jornada de trabalho de cada um, cessando esta garantia tão logo o empregado assuma nova função, em caráter titular, independentemente do valor do adicional.

3. RESSALVAS

# o Banco se reserva o direito de acatar ou não o pedido de adesão ao PAQ, de acordo com seu juízo;

# o pedido de adesão ao PAQ e seus efeitos são de inteira responsabilidade do empregado, não cabendo, a qualquer título e a qualquer tempo, reclamação administrativa ou judicial.

Fonte: SindBancários, com informações do Banco da Amazônia

27 abril 2008

Basa: Acordo Coletivo 2007/2008 foi assinado!


Foi assinado nesta sexta-feira, 25, o Acordo Coletivo de Trabalho 2007/2008 do Banco da Amazônia (Basa).
A assinatura finaliza um longo processo de negociação entre as entidades sindicais e o banco, que se arrasta desde o ano passado. Apesar dessa demora, as cláusulas econômicas já vinham sendo cumpridas por conta de acordo preliminar, realizado no dia 18 de outubro, que garantiu o reajuste de 6% nos salários, pagamento da 1ª parcela da PLR no valor de R$ 800,00 e da 13ª cesta-alimentação no valor de R$ 252,36. A segunda parcela da PLR será paga no dia 2 de maio.
Na avaliação de Marlon George, vice-presidente do sindicato dos bancário e funcionário do Banco da Amazônia, a Campanha Salarial foi positiva e conquistou avanços significativos para os empregados. No entanto, ele lembrou que novas negociações de pontos que já foram debatidos ainda precisam ser feitas. "Não podemos deixar de lamentar a demora para a finalização do processo, mas tivemos um resultado final positivo. Tivemos avanços históricos e é muito importante a continuidade dessas negociações em mesa permanente, que precisam acontecer em breve, já que uma nova campanha já está sendo inicializada".
O Acordo Coletivo 2007/2008 contempla questões específicas dos empregados do Banco da Amazônia. Confira, a seguir, os principais destaques:
1. O Banco passa a ser signatário da Convenção Coletiva Nacional dos Bancários;
2. Redução do desconto do vale-transporte de 6% para 4%;
3. Décima terceira cesta-alimentação;
4. Reposição do adiantamento de férias em 10 meses;
5. Integralização dos salários para empregado aposentado pelo INSS e que continua trabalhando no Banco.
6. Distribuição da PLR nos moldes do acordado com a FENABAN, com uma parte fixa (R$ 878) e outra variável (80% da remuneração), descontados os R$ 800 adiantados no ano passado.

PLR - A segunda parcela da PLR deverá ser creditada no dia 2 de maio. A PLR consiste na distribuição linear de uma parcela fixa de R$ 878 e mais uma variável de 80% da remuneração, para cada bancário. Será descontado do valor creditado no dia 2 de maio o adiantamento de R$ 800, realizado no mês de outubro de 2007.
Fonte: Seeb PA/AP

01 abril 2008

Banco oficializa proposta da PLR

Em reunião realizada às 10:00h de hoje, entre o Sindicato e os negociadores do banco, foi apresentado o documento oficial que o banco seguirá a FENABAN em relação à PLR, ou seja, 80% da remuneração + uma parcela fixa de R$878,00 , e que a incorporação dos R$33,00 para todo os empregados do banco, ficará para mesa permanente, pois existe uma decisão do TST, de 2004, que limita para quem ganha até R$1.500,00. Em relação ao parcelamento do empréstimo de férias em 10 vezes, o banco irá cumprir, pois há um parecer jurídico do banco favorável a esta cláusula.
Para o vice-presidente do Sindicato e funcionário do banco, Marlon Palheta, " reconhecemos o avanço na PLR, que irá beneficiar os que ganham menos dentro do banco; igualou-se a Caixa em relação o empréstimo de férias em 10 vezes; mas temos que perseguir a incorporação dos R$33,00 para todos" finaliza. Mesmo com esta proposta do banco, haverá uma assembléia nos próximos dia, para que os(as) bancários(as) avaliem o ACT e a proposta da PLR.
Marlon Palheta
Vice-pres. do sindicato dos bancários91-88067124

23 março 2008

O desespero da oposição pautada!

Será que a estratégia de obstruir as votações de Medidas Provisórias no Plenário e paralisar as reuniões de comissões temáticas é apenas uma reação à MP que criou a nova TV pública do país ou inconformismo tem motivações inconfessáveis? O desespero que leva parlamentares de oposição a renunciarem ao exercício legislativo que lhes foi delegado pelo voto popular deve ser visto como algo pontual, motivado pelo requerimento do líder do governo, senador Romero Jucá (RR ), pedindo o fim de manobras protelatórias em votações de interesses relevantes, ou aponta para algo mais profundo?
O crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB), provocado pelo aumento do consumo interno e de investimentos não terá acendido o sinal vermelho nos gabinetes de lideranças demotucanas e nas grandes oficinas de consenso? O que temos não são apenas números favoráveis à política econômica do governo Lula, mas uma inédita mudança de eixo da economia brasileira. Mercado interno aquecido, investimento crescente em bens de capital e inflação controlada significam que, pela primeira vez na história, o país logrou encontrar o caminho do crescimento sustentável. Ruíram como castelos de areia o mito do PIB potencial e os sofismas da cartilha neoliberal. Aqueles que pregavam uma “inadiável” reforma da Previdência e a supressão imediata de direitos trabalhistas como requisitos para o desenvolvimento.
A uma oposição sem bandeira para as eleições de 2010, só resta atribuir ao governo o que tem sido sua prática desde a derrota de 2002: violentar a nação e o regime democrático.
Por tudo isso são emblemáticas as palavras do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio: “Se der para aprovar, deu, se não deu, dane-se?” Nada mais ilustrativo de como se comporta um dos cardeais do tucanato quando defrontado com o vazio de sua própria existência política.É um desses momentos raros, que põe a nu a farsa de republicanismos de fachada. É didático ao expor, sem meias palavras. o que o jornalismo de campanha tenta ocultar.
O que lemos sobre o Congresso limita-se ao que acontece no Plenário ou a informações de cocheira de lideranças conhecidas. As redações ignoram as comissões temáticas e os projetos apresentados por parlamentares menos cotados na bolsa de apostas dos jornalões. Não seria a hora de o jornalismo repensar a sua própria prática perpassada pela lei do menor esforço e dos falsos dualismos? Ou isso implicaria ingratidão com quem lhes deu projeção e colunas cativas?
Nos últimos anos, lemos vários editoriais “indignados” com o que chamavam de emergência do fisiologismo. Conhecidos profissionais passam a discorrer sobre o retrocesso que isso significava. Mais uma vez, prestavam favores a fontes caras . Distorceram a realidade e se tornam reféns de suas próprias idealizações. Se quisessem um jornalismo-cidadão, seria preciso acertar as contas com a própria história. O exílio no reducionismo e nas taxonomias de ocasião nada acrescenta à formação de um espaço público ideal.
É preciso deixar claro que na vida político-partidária do campo conservador, a emergência, sob aplausos dos notáveis, de um Severino Cavalcanti, não foi a exceção, mas a confirmação perversa da regra.
Expressão acabada de um fazer político que ignora a distinção entre público e privado, corporificação em estado bruto do patrimonialismo que, desde sempre, posterga uma República proclamada por insatisfação oligárquica, o deputado do PP foi o filho sem lustro do conluio entre o latifúndio e os bacharéis. Sua maldição explica o nosso ordenamento jurídico-político como nenhuma Teoria da Dependência conseguiu. Ao adotar a sabotagem como ação política, em que Virgilio lhe é superior? Que tipo de avanço representa?
Quando a imprensa transformou o ex-deputado pernambucano em ícone de uma direita atrasada que se abrigaria no baixo-clero, o discurso jornalístico correu o risco de se enredar numa trama perigosa, por suscitar duas questões significativas: o que caracterizaria a direita moderna? E quais seriam seus representantes, os condestáveis senhores do alto-clero? Aos órfãos do tucanato, cabe perguntar se estavam falando daqueles que, em oito anos, atualizaram o mandonismo, se refestelaram no cartorialismo e não hesitaram em usar todos os expedientes fisiológicos para assegurar mais um mandato presidencial.
A "modernidade" desejada é aquela que produziu endividamento recorde do setor público, financeirizou a economia e, como em nenhum momento da história recente, precarizou as relações de trabalho? Tudo sob os aplausos da banca e as bênçãos do pensamento único que tomou conta das editorias de economia.
Estranho que os defensores do mercado como oráculo não tenham registrado o saldo final. Como destacou Emir Sader (Vingança da História, Boitempo Editorial), "em 2003 e 2004, o Brasil precisaria de US$ 1 bi por semana para financiar as amortizações da dívida externa de US$ 30 bi e o déficit em conta-corrente, de US$ 20 bi. Pode-se calcular as dificuldades se considerarmos que nos últimos anos o Brasil contou com o ingresso de US$ 20 bi, em média". São números que, pela magnitude, não deviam ser olvidados por quem pretendia fingir que fazia um jornalismo sério.
Ou será que o conservadorismo moderno é propriedade dos cardeais do DEM? O que diferenciava qualitativamente José Agripino Maia e Demóstenes Torres, entre outros, de Severino Cavalcanti? A maior capilaridade do clientelismo? A capacidade de loteamento eleitoral nos seus estados de origem? O poder coronelístico que mostra sua carranca a qualquer dissidência regional? Ou, como resultante de tudo isso, um esquema de troca de favores com a grande imprensa? A famosa fonte que pauta. A notinha plantada em troca de confidências exclusivas. O que seriam as distinções clericais senão uma criação das relações entre o campo político e jornalístico?
Se lermos atentamente a mídia impressa, veremos que da coluna social à política, pagando pedágio na economia, o jornalismo brasileiro, com raríssimas exceções, se pauta pelo relacionamento personalista, pelo horror à distância e pela aversão à impessoalidade democrática e igualitária.
É para ela que os reclamos de Virgílio se dirigem desesperadamente. Se der para distorcer a nova realidade, distorça. Se não der, nos danamos todos.

Gilson Caroni Filho, agência carta maior

19 março 2008

Sindicato não aceita proposta de ACT do Banco da Amazônia!



Em ofício enviado ao presidente do Banco da Amazônia, o Sindicato dos Bancários PA/AP exige a incorporação da parcela fixa de R$ 33 e o adiantamento de férias para reposição em dez meses. A assinatura do ACT agora depende da inclusão dessas cláusulas.
O Sindicato dos Bancários do PA/AP enviou ofício hoje (11/03) ao presidente do Banco da Amazônia, Abidias Júnior, onde afirma que está impossibilitado de assinar o Acordo Coletivo de Trabalho. A decisão é compartilhada pelos demais sindicatos filiados à Contraf-CUT.

Para o presidente do Sindicato, Alberto Cunha, a proposta apresentada pelo banco não respeita os interesses dos trabalhadores, pois não incorpora a parcela fixa de R$ 33,00 (trinta e três reais), extensiva a todos os funcionários, com o devido impacto na curva salarial do PCS, nem do adiantamento de férias para reposição em dez meses.

A assinatura do acordo agora depende da incorporação das referidas cláusulas, visto que faziam parte da proposta aprovada pelos trabalhadores do Banco em assembléia. A Contraf-CUT, na qualidade de coordenadora da Comissão de Empregados do Banco da Amazônia, já foi informada da deliberação.

Na oportunidade, o Sindicato também informou que aguarda a avaliação por parte do departamento jurídico dessa empresa a respeito da Cláusula 22a. - Adiantamento de Férias, para melhor juízo das entidades representativas dos empregados.

Fonte: Seeb PA/AP

24 fevereiro 2008

Assédio moral no trabalho

A prática do assédio moral vem se intensificando nas relações de trabalho no cotidiano das empresas. Na verdade, esta prática sempre existia e tem como novidade na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho.

Nas relações de trabalho, o assédio moral consiste na exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado.

O ato de desqualificar reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a auto-estima ou a imagem do empregado poderá tornar-se crime. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que tipifica o chamado assédio moral - prática que há alguns anos vem sendo combatida na Justiça do Trabalho. De autoria do então deputado Marcos de Jesus (PL-PE), a proposição 4.742, de 2001, acrescenta ao Código Penal brasileiro o artigo 146 - A. Pelo dispositivo, a pena para quem assediar trabalhador em posição hierárquica inferior poderá ir do pagamento de multa à detenção, de três meses a um ano.

Assim, as empresas precisam estar atentas a que os seus RH saibam visualizar e lidar com essas situações. É preciso que se estabeleça um procedimento próprio para quando o empregado denunciar que é vitima de assédio moral. A apuração desses casos deve sempre ocorrer em sigilo. Além disso, as empresas devem avaliar quem são os chefes. Às vezes, eles têm ótimo currículo, mas não têm postura. E, se for o caso, a empresa deve, sim, demiti-lo por justa causa, e com isso coibir o assediador a continuar praticando o assédio moral dentro do local de trabalho.

Marlon George C. Palheta

Economista

*artigo publicado em O Liberal, 11/02/08.


28 janeiro 2008

Democratas e tucanos saem em defesa dos lucros dos bancos!



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(São Paulo) - O aumento de 9% para 15% na alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras já começou a ser combatido pelos políticos tradicionalmente ligados aos banqueiros. Nesta segunda-feira, dia 7, o DEM, antigo PFL, anunciou que ingressará com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o aumento na CSLL. A elevação no tributo foi anunciada pelo governo na última quarta-feira, dia 2, para compensar parte da receita perdida com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"Os bancos aumentam a cada ano os seus lucros e pouco se importam com o crescimento e o desenvolvimento do Brasil. Nas propagandas, falam que têm responsabilidade social, mas na prática nada fazem para contribuir com o país. A medida do governo de aumentar a CSLL é uma forma de reverter para os brasileiros uma pequena parcela dos lucros do sistema financeiro nacional", comenta Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
O aumento do tributo também foi comentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje, no seu programa semanal de rádio 'Café com o Presidente'. "Os banqueiros não reclamaram. Não reclamaram por quê? Porque os bancos tiveram muito lucro nesses últimos anos. Agora, os bancos estão ganhando, eles vão poder pagar um pouco mais", defendeu o presidente.
Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, destacou em entrevista ao programa 'Notícias da Manhã', da Rádio Nacional, que o reajuste é necessário para recompor a arrecadação do governo após o fim da CPMF. "Num momento de aperto orçamentário como este, atravessamos uma verdadeira emergência e precisamos recuperar receitas. Acho que é razoável que essas instituições dêem a sua contribuição. Optamos por medidas que estavam dentro do razoável. Os bancos são um segmento que há anos tem as maiores taxas de rentabilidade da economia. Mesmo nos anos em que a economia foi mal, os bancos conseguiram excelente lucratividade", afirmou Paulo Bernardo.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ironizou a cartada do DEM e afirmou que é "legítimo" a oposição defender o lucro do sistema financeiro. "O governo atuou onde não teria impacto sobre o sistema produtivo. É legítimo que a oposição queira defender o lucro dos bancos", provocou Jucá.
Com o reajuste da CSLL para as instituições financeiras, a União espera arrecadar mais R$ 2 bilhões neste ano. Segundo o governo, mais R$ 8 bilhões devem ser arrecadados com o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Fonte: Contraf-CUT

Bancários de Belém mostraram o poder de mobilização rumo ao FSM 2009 !

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(Belém) - O Cortejo Político-cultural que encerrou a Semana de Mobilização e Ação Global, do Fórum Social Mundial, foi o retrato da diversidade dos povos da Amazônia. No sábado, 26/01, uma profusão de cores, sons e crenças tomou conta das ruas do centro de Belém, numa caminhada onde seis mil pessoas tinham o mesmo objetivo: afirmar que, todos juntos, respeitando as diferenças e delas se alimentando, podemos construir um outro mundo, com mais justiça, igualdade e paz.
O Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá estava presente no Cortejo, ratificando, junto com outras entidades sindicais, a força da Central Única dos Trabalhadores - CUT na mobilização social. Os cutistas participaram do quinto ato do Cortejo, "Colonialismo Ontem e Hoje", realizado na frente do HSBC da Presidente Vargas, sob a coordenação do Sindicato dos Bancários.
O Cortejo teve início por volta das 9h30, com a chegada dos afro-religiosos pelas águas da baía do Guajará à rampa do anfiteatro da Casa das Onze Janelas, no Complexo Feliz Lusitânia, onde milhares de pessoas se reuniam desde às 8h. Representantes dos movimentos de negros, mulheres, índios, homossexuais, trabalhadores, sem terras, enfim, dos diversos segmentos sociais do Estado participaram com entusiasmo da manifestação. Destaque para o setor cultural que levou para o evento suas cores e ritmos, a exemplo da exuberância do Boi de Máscaras de São Caetano de Odivelas e o bloco Crias do Curro Velho.
Em seis atos, os movimentos sociais denunciaram a exploração econômica, a globalização, as guerras, o racismo, o machismo e a devastação da natureza. O primeiro foi no Feliz Lusitânia com o tema "Globalização Neoliberal x Globalização das Lutas"; logo em seguida, na parada da Praça do Relógio foi realizado o ato "Guerra e Paz", com a queimada do boneco do presidente dos Estados Unidos, George Bush; o movimento feminista protestou contra o machismo no ato "Patriarcado e a Luta das Mulheres", realizado no Solar da Beira; no quarto ato, realizado na Praça Bento Teixeira, o movimento negro mostrou o "Racismo, um dos pilares da exclusão".
Numa encenação que teve a participação dos diretores do Sindicato dos Bancários, Everton Silva e Márcio Saldanha, o ato "Colonialismo Ontem e Hoje", mostrou a apropriação do açaí, retirado das mãos de uma família ribeirinha e transformado em royalties do capital dominante. O último ato mostrou os prejuízos à humanidade causados pela destruição da natureza. "Desastres Ambientais", foi o ato realizado em frente ao Teatro da Paz.
A governadora Ana Júlia Carepa se juntou ao Cortejo no início da avenida Presidente Vargas, demonstrando todo apoio do Estado para a realização do Fórum Social Mundial 2009, quando Belém será o centro das discussões sobre os problemas sociais dos povos do planeta e da necessidade urgente de inclusão de todos num mundo melhor e mais humano. A grande participação no Cortejo ratifica o engajamento dos movimentos sociais do Pará na construção do evento que vai atrair milhares de pessoas de todo o mundo.
A Semana de Mobilização e Ação Global teve início no dia 22/01 e durante cinco dias várias palestras, debates, oficinas, encontros, workshops e painéis foram realizados em diversos locais de Belém, Santarém, Altamira e Itaituba. O evento foi realizado em vários lugares do mundo, com cerca de 770 ações em 89 países. No Brasil, foram 156 atividades em 19 Estados, sendo que o Pará realizou a maior programação durante a Semana. "Essa grande participação, com alegria e disposição, demonstra que o Pará abraçou o FSM 2009 e já começamos a construir esse evento que na verdade é um grito de todas as nações, de todas as culturas, todos os povos, por um mundo mais justo e fraterno. Esse mundo é possível. Nós acreditamos e lutamos por ele", afirma Alberto Cunha (Betinho), presidente do Sindicato, que acompanhou todo o Cortejo.

Fonte: Seeb PA/AP, com informações da Agência Pará

Sindicato solicita reunião com o Banco da Amazônia!


O Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, diante da notícia de que a agência do Banco da Amazônia no Rio de Janeiro seria fechada, através de ofício encaminhado à presidência da instituição, solicitou reunião para tratar da reestruturação do Banco e demais assuntos de interesse dos trabalhadores. O documento foi enviado na última sexta-feira (25/01) sugerindo como possível data para o encontro o dia 31/01.

Junto com as demais entidades de defesa dos direitos dos trabalhadores, o Sindicato do Pará e Amapá está preocupado com o programa de reestruturação do Banco. “Apesar de não ser da nossa base, o fechamento da agência no Rio de Janeiro, que ainda não foi confirmado pela diretoria do Banco, nos preocupa, pois diz respeito aos direitos dos trabalhadores”, enfatiza Cristiano Moreno, diretor do Sindicato e empregado do Banco da Amazônia. Outros assuntos que serão tratados na reunião são: a ssinatura do Acordo Coletivo 2007/2008, Participação nos Lucros e Resultados e repasse à CASF.

Fonte: SEEB Pa/Ap

20 janeiro 2008

Tarifa bancária sobe até 70% mais que inflação!

A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) prevê que o valor das tarifas bancárias continuará subindo em 2008 na média de 70% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve ficar em 4,26% este ano.
Segundo Miguel de Oliveira, vice-presidente da entidade, o pacote anunciado pelo governo no final do ano passado que padroniza e estabelece prazo mínimo de seis meses para reajustes é bem-vindo, mas não impedirá que as instituições realizem ajustes até abril, mês em que deverão passar a adotar as novas regras. "Além disso, é muito provável que os bancos repassem ao consumidor os impactos da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), o que poderá representar mais aumento de tarifas", avalia.
Levantamento feito pelo DCI com base nos dados do Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da Febraban (Star) mostram que as cobranças variam bastante de banco para banco, dependendo do produto ofertado. "As tarifas não apenas subiram em valor no ano passado como também em quantidade", diz Oliveira. Por isso, ele avalia que a decisão do governo de permitir a cobrança de apenas 20 tarifas de serviços essenciais a partir de abril vem em boa hora. "Mas falta regulamentar também o prazo da cobrança. Alguns cobram em 30 dias, outros em 90, sucessivamente".
Segundo a última pesquisa realizada pela Anefac, as tarifas bancárias aumentaram 21,65% de agosto a novembro do ano passado. O levantamento - que abordou 12 instituições financeiras - mostrou que das 21 principais tarifas analisadas, 16 tiveram reajuste no período, três mantiveram preços e duas tiveram queda.

Fonte: Feeb RS

15 dezembro 2007

Sindicato reúne com Abidias Júnior!



Na oportunidade, o sindicato cobrou do banco o cumprimento da cláusula que determina o valor máximo de 4% para quem recebe vale-transporte. O banco se comprometeu a implantar a medida imediatamente.

Em reunião realizada nesta sexta-feira (14) entre o Sindicato dos Bancários PA/AP e o presidente do Banco da Amazônia, Abidias Júnior, foi entregue um oficio solicitando uma reunião para o dia 19/12, para tratar da seguinte pauta: Acordo coletivo de trabalho 2007/2008; CASF; e PLR.

Na oportunidade, o sindicato cobrou do banco o cumprimento da cláusula que determina o valor máximo de 4% para quem recebe vale-transporte.

O banco se comprometeu a implantar a medida imediatamente; inclusive com o pagamento retroativo a setembro, ficando isso na dependência do sistema tecnológico do banco.

Além disso, o banco anunciou que cada agência ou gerência receberá R$10,00 mensal por funcionário para livre utilização em suas dependências.

Participaram da reunião o presidente do sindicato Alberto Cunha, o vice-presidente e funcionário do Banco da Amazônia Marlon George, além do diretor administrativo do sindicato Everton Silva.
Fonte: Seeb PA/AP

12 dezembro 2007

O que é isso, Abidias Júnior?

MEDIDAS DO BANCO DA AMAZÔNIA AGRIDEM DIREITOS DOS CLIENTES E DOS EMPREGADOS E COMPROMETE A IMAGEM DA INSTITUIÇÃO

A propósito da recente instrução interna da GERAG (CI n° 2007/152) às demais unidades do Banco, sobre otimização de processo e rotinas, a AEBA tem o seguinte posicionamento:
As medidas implementadas pelo Banco da Amazônia não se restringem ao poder gerencial de uma empresa. Atingem direitos de terceiros e ferem direitos de seus empregados.
A AEBA ao tomar conhecimento dessas medidas não poderia ficar calada diante do que consideramos um desrespeito aos empregados e aos clientes. E à imagem do próprio Banco da Amazônia.
No caso dos clientes, ao determinar que sejam retiradas todas as cadeiras de clientes das agências a fim de que as pessoas procurem mais o auto-atendimento, a empresa não reconhece o direito do consumidor, notadamente dos idosos, os quais gozam de proteção legal (Lei 10.741/03 - Estatuto do Idoso). Nessa lei está determinado que o idosos tem direito a atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestador de serviços à população. O Banco da Amazônia, principalmente por ser um banco público, cumpre esse papel.
No caso de atingir à imagem do Banco da Amazônia, a AEBA entende que retirar cadeiras da área de atendimento dará a impressão que o banco não quer mais lidar com sua clientela do FNO, da agricultura familiar, com aposentados, professores. Poderá passar a impressão que o Banco da Amazônia não quer proporcionar o mínimo de conforto a seus clientes. Ou seja, dano na imagem e aparência de falta de habilidade e trato com o usuário e com cliente.
E como fica cada gerente, cada colega que atende aos clientes nos mais distantes pontos da Amazônia? Pessoas que chegam de bicicletas, de barcos, cansadas, muitos quilômetros rodados e até muitos dias de barco e andando até chegar na agência do Banco. Ali, encontrará um vazio, nenhuma cadeira.
A AEBA considera que na medida faltou diálogo e habilidade, além de mais reconhecimento e respeito para com a clientela e os colegas que estão na ponta, no atendimento.
Mesmo os não idosos, não se pode perder de vista que estamos na Amazônia, região com distâncias enormes, imensas e onde o cliente se desloca até dias pra receber aposentadoria ou algum auxílio. O cliente precisa ter um lugar pra ficar enquanto espera o atendimento. E ficar em pé é terrível.
Lembremos ainda que as agências - em especial as da Amazônia - têm poucos empregados. Então, o diferencial é o atendimento e um bom atendimento, já que a tecnologia é escassa e são poucos para atender a tantos.
Com relação aos colegas, as medidas contrariam o que se espera de uma boa política "motivacional", para atingir resultados, pois de forma abrupta, e na época de final de ano, expõe os empregados ao desgaste na relação com a população.
Com certeza haverá casos em que os trabalhadores, quando não atingirem as metas determinadas, serão submetidos as mais diversas situações negativas à saúde, com conseqüente abalo ao ambiente de trabalho, surgimento de doenças e outras mazelas que tal procedimento impõe aos trabalhadores.
O que causa surpresa é constatar que este tipo de prática está acontecendo em uma empresa que tem, em seu slogan, uma preocupação social.
Registramos, enquanto dirigentes da AEBA, nossa preocupação com os efeitos dessas medidas. Estamos nos municiando de informações, e não hesitaremos em denunciar e solicitar providências junto aos canais competentes, caso essas medidas possam vingar no Banco. Aguardamos que o bom senso prevaleça e isso possa ser revogado.

Fonte: AEBA