22 julho 2012

Caminhada da vitória na feira de Icoaraci: Edmilson prefeito e Cléber vereador!

Ocorreu ontem pela manhâ a caminhada da vitória em Icoaraci, com
a presença de Edmilson Rodrigues e do nosso candidato a vereador
Cléber Rabelo, nr. 16.123. Foi uma caminhada muito  importante
onde o Cléber dialogou com a população e com os feirantes, 
apresentando suas propostas que irá defender quando assumir o 
mandato popular de vereador. A militância do partido esteve 
presente dando força para o nosso candidato, bem como também 
conversando com o povo pedindo voto tanto para o Edmilson 
prefeito quanto para o Cléber vereador. Isso é só o começo. A 
campanha irá esquentar a partir do mês de agosto onde todos 
junto iremos mobilizar Belém e eleger com certeza um operário 
da construção civil para ser vereador de Belém, trazendo a cidade 
para os trabalhadores. Vejam as fotos da caminhada:
 Cléber com um eleitor.
 Panfletando na feira.
 Pose para a foto com o futuro vereador.
 Depois da caminhada, nada mais justo de comer um peixe na orla de Icoaraci
 Cléber e Edmilson dialogando com os feirantes de Icoaraci
 Militancia do PSTU na caminhada.
 Na hora do discurso Cléber dando seu recado ao povo.
 Marlon urbanitário e Marlon bancário: sempre na luta
Marcela arrasou na lista de apoiadores da candidatura Cléber vereador.

20 julho 2012

Nota do PSTU sobre a saída do MTST da CSP-Conlutas.

• Entre os dias 13 e 15 de julho, se realizou no Rio de Janeiro a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas em que a direção do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) anunciou a saída da central baseada em injustas acusações ao PSTU. O partido lamenta a saída do MTST da CSP-Conlutas e manifesta total desacordo com suas alegações.

Causou-nos surpresa a saída dos companheiros da CSP-Conlutas, visto que, apesar de diversas diferenças, havia pelo menos um grande acordo na necessidade da construção de uma central que fosse um instrumento que unificasse a luta do movimento sindical e popular. O anúncio do MTST não se justifica e causa estranheza por, em nome da unidade, sair da central que é a única e inédita experiência em nosso país de uma organização de massas, uma frente única, que se propõe a unir o movimento sindical e o movimento popular, além do movimento estudantil e movimentos de lutas contra as opressões.

As alegações em relação ao PSTU não procedem. Nos últimos anos, o PSTU deu uma enorme batalha no movimento na defesa da unidade e integração do movimento sindical e popular e, dessa forma, abandonou a cômoda posição defendida pela maioria da esquerda de constituir meramente uma nova central sindical. Desta forma, o PSTU se orgulha de, junto com outras organizações, apoiar a fundação da CSP-Conlutas.

Neste marco, o PSTU apoiou e estimulou os movimentos populares, em particular o MTST, com quem nossos militantes sempre mantiveram relações leais, fraternas e de absoluta colaboração tanto nas lutas como em seu desenvolvimento e estruturação em diversos estados.

Da mesma maneira que apoiamos o MTST, o PSTU apóia outros movimentos populares, tais como: MUST Pinheirinho, Quilombo Urbano, Ocupação San Remo, Luta Popular, etc. O partido entende que a CSP-Conlutas, enquanto uma entidade plural, deve estar aberta e abrigar todos os movimentos de luta dos trabalhadores e do povo.

A luta em defesa do Pinheirinho, a luta popular de maior impacto no país nos últimos anos, protagonizada pelo MUST Pinheirinho e a CSP-Conlutas, já é um resultado do avanço na integração do movimento sindical e popular, que abriu um novo momento na resistência à “contra-reforma urbana” e desencadeou um processo de reorganização do movimento popular urbano no Brasil em que a CSP-Conlutas é um ponto de referência nacional.

O processo do Pinheirinho fortaleceu e aproximou vários movimentos populares da CSP-Conlutas. Assim, além do MTST, outros movimentos de luta por moradia passaram a se alinhar com a central potencializando ainda mais seu caráter e ampliando de forma legítima a participação desses movimentos, que também são parceiros na luta contra os governos e o capital.

Reconhecer o papel e legitimidade do MTST não pode representar a exclusão de outros movimentos populares, sob o risco de cair no “hegemonismo” que o MTST tanto critica. O MTST não detém o monopólio de representação do movimento popular.

A CSP-Conlutas, enquanto uma central sindical e popular, um organismo de frente única, se construiu baseada no método da democracia operária, em que a base decide e não as tendências através de acordos de cúpula. Por isso, e por protagonizar uma série de enfrentamentos contra os ataques dos governos e dos patrões, a CSP-Conlutas se constitui na mais importante ferramenta de luta e alternativa às centrais governistas, e deve ser defendida e apoiada por todos aqueles que queiram dar um combate conseqüente por uma alternativa operária e socialista.

Diante disso, o PSTU lamenta a decisão do MTST e chama os companheiros a reverem suas posições e reafirma sua defesa da construção da CSP-Conlutas como uma entidade plural baseada na democracia operária. 

Direção Nacional do PSTU

17 julho 2012

Ocorreu no final de semana em São Paulo o
Encontro Nacional da Oposição Bancária -
MNOB. Várias lideranças sindicais estiveram
presentes como os do estado do MA, SP, RJ,
RS, RN, MG, etc.. Durante dois dias debatemos
vários temas relevantes para a campanha salarial do
bancários deste ano, como :
- estabilidade no emprego p/ todos bancários;
- indice de reajuste de 24%;
- Piso salarial do DIEESE;
- Isonomia entre os bancários de bancos públicos;
- Que o governo Dilma decrete o fim imediato das
cobranças de taxa e tarifas;
- Fortalecimento dos bancos públicos de desenvolvimento
regional, como o BASA e o BNB;
- Contra a política entreguista da CONTRAF/CUT e
- Fortalecer a CSP-Conlutas como alternativa p/
os trabalhadores, sem patrão..
Vejam as fotos do evento:


 Discursando para a plenária.
 Na abertura do encontro.
 A atenção redobrada na plenária!
 Momento de reflexão para o debate!
 Pose para a foto dos participantes do evento
No discurso de abertura!
 Na hora do almoço.
Como ninguém é de ferro, mesmo no frio desgraçado, uma gelada para relaxar.

11 julho 2012

Mensalão: então em Curitiba o PT está apoiando um suposto golpista?


por Avanilson Araújo[1]
Recentes matérias veiculadas na imprensa dão conta de que a CUT e o PT esboçam uma reação ao que seria uma tentativa de golpe da mídia e de setores da direita, no esquema que ficou conhecido como “Mensalão”, no momento em que o STF (Supremo Tribunal Federal) se prepara para julgar o caso.
O Mensalão foi o maior escândalo de corrupção do governo Lula. Entre aqueles que ficaram chocados e incrédulos, há os fatos. O esquema envolvia o pagamento de “mensalidades” aos deputados para votarem projetos de interesse do governo, além disto, o esquema envolvia favorecimentos ilegais de empresas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas. Esses são os crimes que o STF irá julgar no próximo período.
Mas será então que isto foi uma tentativa de golpe da mídia e da direita ou absurda adaptação do PT ao estado, aprofundando-se num antro de corrupção nunca antes visto?
Segundo o presidente da CUT, Artur Henrique, ao expor sua tese de uma possibilidade de golpe da direita: “Basta aprofundar o processo eleitoral elegendo um Congresso conservador para se utilizar da legislação para derrubar um presidente”. Em outro trecho cita que irá defender os atos de corrupção no governo Lula: “Não temos vergonha de defender o que foi feito no governo do presidente Lula”.[2]
Quer dizer que se aprofundarmos a democracia corremos o risco de um golpe?
Em 2005 e 2006 o então Deputado Federal Gustavo Fruet (PSDB) foi uma das principais vozes da oposição de direita no Brasil, ao lado de figuras como Álvaro Dias (PSDB), Demóstenes Torres (ex-DEM – do esquema de Carlinhos Cachoeira) e outras figuras da velha direita que denunciaram o mensalão, esquema parecido com o ocorrido no governo FHC, mas que agora atingia Lula, a maior liderança operária construída no país nos últimos anos.
Fruet foi uma voz estridente contra o governo Lula, o que nos faz deduzir pelo raciocínio do PT e da CUT que poderá ter sido também um dos principais articuladores de um golpe contra o governo Lula.
Mas, para a surpresa de alguns, veio o processo eleitoral de 2012 e quem o PT (a mesma tendência de Lula e de José Dirceu) impuseram como opção para a base social do PT e para seus filiados? Fruet... Isto mesmo, Gustavo Fruet. Numa aliança construída diretamente pelos senadores petistas Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann
É preciso questionar se Gustavo Fruet deixou de ser um eventual golpista ou se o PT fez uma aliança com ele, mesmo sabendo desta condição.
Nem Gustavo Fruet (agora no PDT) nem os “mensaleiros” têm qualquer base moral para falar em ética ou compromisso com os trabalhadores. Os “esquemas” da governabilidade os colocam na mesma situação, daqueles que têm rabo preso com que determinam para que eles devem governar e que, com certeza, não é para o povo trabalhador.
Cabe retomar a pergunta do título deste breve artigo: então em Curitiba o PT está apoiando um suposto golpista?


[1] Presidente estadual PSTU-PR, Advogado, candidato a prefeito de Curitiba.
[2] Jornal Gazeta do Povo, edição de 10.07.12, Pág. 16.

10 julho 2012

Voto útil é voto nas lutas dos trabalhadores


Editorial do Opinião Socialista n.445


PSTU apresenta candidaturas socialistas em todo o país

• Começou a campanha eleitoral em todo o país. A cada dois anos o povo brasileiro vota... mas não decide. Os trabalhadores e os jovens votam com a expectativa de melhorar de vida, acabar com as injustiças, expulsar os corruptos. Durante a campanha, os dois grandes blocos eleitorais (o PT de um lado, e a oposição de direita de outro) vão buscar ganhar o voto do povo com promessas de que basta votar neles para resolver todos os problemas de saúde, educação, transporte etc. Depois da votação, a vida vai continuar como sempre, ou ainda piorar porque poderá vir uma crise econômica.

Quem decide os rumos do país é uma pequena minoria, que, às vezes, nem vota. São os donos das grandes empresas, os bancos e multinacionais que financiam as campanhas do PT e da oposição de direita. Depois cobram a fatura para que os políticos eleitos apliquem as propostas defendidas por eles. Mas isso tudo não vai aparecer nas campanhas eleitorais. Tudo será escondido dos eleitores.

A maioria dos trabalhadores acredita no PT. Em muitos lugares se ouvirá de novo: “É preciso votar no PT para evitar que a direita ganhe”. Mas aqueles que apóiam as candidaturas do bloco governista devem parar para refletir sobre os gastos de campanha. Em São Paulo, por exemplo, José Serra declarou que vai gastar R$ 98 milhões, enquanto Haddad do PT declarou um gasto de R$ 90 milhões. Sabemos todos que eles gastam bem mais do que declaram. Mas já se trata de uma soma impressionante, três vezes mais do que o gasto por Kassab e Marta Suplicy na campanha passada.

Esses gastos não deveriam impressionar. São enormes porque devem ajudar a convencer os trabalhadores e o povo pobre das grandes mentiras que serão contadas. São gastos praticamente iguais porque os programas de campanha do PT e da oposição de direita são iguais.

Os problemas reais dos trabalhadores não são vividos pela burguesia. Enquanto a burguesia paulista anda de helicóptero, um terço da população vai a pé para o trabalho porque não tem dinheiro para pagar as passagens. Ou ainda, tem de passar sufoco em trens, ônibus e metrôs lotados.

A burguesia determina o que eles vão fazer no governo. E os burgueses não precisam de transporte público, nem de educação e saúde pública. Por isso, tudo que os blocos do PT e da oposição de direita vão defender nas campanhas não tem nada a ver com o que eles vão fazer de verdade. As campanhas na TV são como comerciais para vender sabonetes ou carros. O único objetivo dos marqueteiros (pagos a peso de ouro) é enganar o povo e ganhar seu voto. Nenhum dos programas dos candidatos vai ser aplicado na realidade.

O PSTU vai apresentar candidatos em todo o país. Vai buscar apresentar uma postura distinta de todas as outras. Chega de utilizar o poder e o orçamento da cidade para beneficiar os ricos! Vamos defender a eleição de candidatos que venham das lutas dos trabalhadores, para defender governos dos trabalhadores. Ou seja, que apliquem um programa a serviço dos trabalhadores e dos jovens e não da burguesia.

Vamos buscar concretizar em cada cidade um programa dos trabalhadores para a saúde, educação e transporte públicos, contra todas as formas de opressão. Se ocorrerem greves durante a campanha, utilizaremos nosso tempo de TV para apoiá-las.

Em alguns locais (como em Belém, Aracaju e Natal) participaremos de frentes eleitorais com o PSOL, sempre apresentando nosso programa de forma independente.

Não é por acaso que nosso orçamento de campanha em São Paulo (200 mil) é quinhentas vezes menor que o de Haddad e Serra. Temos orgulho de não receber dinheiro da burguesia ou da corrupção. Nossa campanha será toda sustentada por doações dos trabalhadores e jovens que nos apoiam. Temos orgulho de que nossa campanha será feita integralmente pelos militantes do PSTU e os ativistas que concordem conosco. Não pagamos cabos eleitorais.

Você, que luta conosco nas campanhas salariais dos trabalhadores e nas mobilizações da juventude, venha se integrar em nossa campanha. Voto útil é um voto nos candidatos do PSTU, o partido das lutas e do socialismo. 

08 julho 2012

Belém nas mãos certa: Edmilson prefeito e Cléber vereador!

As eleições estão se aproximando. Devemos eleger pessoas
comprometidas com os trabalhadores. Candidatos tem muito, 
mas os que são comprometidos com à população são poucos. 
Em Belém temos a candidatura a prefeito do companheiro 
Edmilson Rodrigues. Pessoa competente e honesta que vai
trazer Belém de volta para o crescimento econômico. Além
do companheiro Edmilson, devemos fazer uma bancada de 
vereadores que possam dar a tranquilidade ao prefeito governar, 
sem estar com os vícios do poder público que todos nós 
conhecemos. Dentro os candidatos a vereança, temos o 
operário da construção cível e lutador Cléber Rabelo. 
Tenho a certeza de que o Cléber irá fazer um mandato 
voltado para os anseios da população. Por isso, em Belém
votem Edmilson(50) para prefeito e Cléber(16.123) para
vereador. Belém nas mãos certa.

06 julho 2012

SINDICATO NÃO COMPARECE AO TRT E DEIXA BANCÁRIO SÓ PERANTE O JUIZ E O JURÍDICO DO BANCO.

Deu no blog da Afbepa

Temos recebido dezenas de ligações de bancários revoltados com o Sindicato dos Bancários que não compareceu ao TRT, no dia do julgamento da ação de reintegração de um bancário, sumariamente demitido pela direção do Banpará, em março deste ano. O Sindicato ingressou com a ação, mas não apareceu para defender o bancário que, sozinho perante o Juiz e o jurídico do Banco, perdeu a ação em primeira instância*.


Trata-se de um caso emblemático porque foi a primeira demissão sumária no Banpará e a AFBEPA e as demais entidades realizaram um ato com paralisação de dia inteiro na Agência Cidade Nova (para lembrar, clique aqui). Por conta desse ato, o Banco ingressou com pedido de interdito proibitório contra a AFBEPA e o Sindicato.


Como podemos confiar em uma direção sindical que sequer comparece ao Tribunal para defender um bancário sumariamente demitido em ação judicial apresentada pelo próprio Sindicato? Falha inadmissível, configura, a nosso ver, desídia, irresponsabilidade na defesa dos direitos dos bancários e bancárias. 


Porque as diretoras sindicais que são funcionárias do Banpará não se interessaram pelo caso do colega, e não cuidaram de monitorar a situação, as datas, os prazos, se estão liberadas do trabalho do Banco exatamente para esse fim? Faltar a uma audiência patrocinada pelo próprio Sindicato quando é a vida de um bancário que está em jogo?!


Acreditamos que o bancário tem todas as chances de reverter a demissão sumária no Tribunal, se o Sindicato recorrer da decisão em primeira instância*, mas sem perder prazos e sem esquecer de defender a vida do bancário.


A AFBEPA se coloca à disposição do bancário, como já havia feito antes, e pode ser subestabelecida para tentar ajudar a resgatar o direito aviltado do trabalhador.


*Atualização às 14h55: a sentença ainda não foi proferida. Aguardemos a sentença torcendo para que o bancário ganhe. De todo modo, a falha do Sindicato, ao não comparecer à audiência, configurou desídia no trato com os direitos dos trabalhadores,infelizmente.


*Atualização às 15h08: não temos um julgamento de valor quanto à questão técnica do jurídico do Sindicato, mas em um caso de tamanha repercussão e importância para a categoria, ressaltamos a falha da direção sindical. Por isso retiramos do texto quaisquer referências à técnica da defesa. 

05 julho 2012

Deputado federal do PT de Pernambuco deixa o partido e renuncia ao mandato

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O PT sofreu uma baixa como efeito da imposição, por Lula, da candidatura do senador Humberto Costa (PT) para disputar a prefeitura de Recife, em detrimento da reeleição do atual prefeito João Costa (PT), que disputava com o deputado federal Maurício Rands (PT), a indicação da convenção.
O deputado Rands, em uma inesperada atitude, anunciou ontem (4) a sua desfiliação do PT e a renúncia ao mandato de deputado federal: "Vou sair da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania", escreveu Rands em uma "Carta ao povo de Pernambuco".
> Posições autoritárias e burocráticas
Na carta Rands critica que "na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária.".
A tática cometida em Recife foi um golpe similar ao que Lula praticou em São Paulo, impondo o nome de Fernando Haddah em detrimento da senadora Marta Suplicy, que seria, naturalmente, a vencedora, caso houvesse uma convenção petista na capital paulista.
> Lula, o último caudilho nacional?
Shot011
A autoconfiança de Lula no manejo do PT e na neurologia das massas eleitorais acabaram por torná-lo o mais novo, e um dos últimos, caudilhos nacionais, e o PT cada vez mais fica parecido com o velho PTB de Vargas.
Uma coisa é certa, e a história tem demonstrado isso: a democracia fenece quando o poder se concentra em uma só pessoa por um longo período.
fonte: blog do Parsifal

03 julho 2012

Porque estamos em uma frente com o PSOL e o PCdoB em Belém !



Nota pública do PSTU sobre a frente eleitoral na capital paraense
DIREÇÃO NACIONAL DO PSTU
Convenção do PSOL define Edmilson candidato à prefeitura de Belém
• No último dia 29 foi anunciado nas redes sociais e em toda a imprensa o fechamento em Belém de uma coligação eleitoral composta pelo PSTU, PSOL e PCdoB. A frente trará Edmilson Rodrigues (PSOL) como candidato a prefeito e Jorge Panzera (PCdoB) como vice. Na proporcional, fecharam acordo apenas PSTU e PSOL, tendo Cleber Rabelo (PSTU) e Marinor Brito (ex-senadora pelo PSOL) como candidaturas prioritárias.

A candidatura de Edmilson Rodrigues canaliza hoje um sentimento de oposição de esquerda ao governo federal e também de experiência com a prefeitura do PSDB, que levou a cidade à beira da destruição. Edmilson, que já foi prefeito de Belém por dois mandatos, está hoje em primeiro lugar nas pesquisas e conta ainda com ampla vantagem em relação ao segundo colocado. Algumas pesquisas apontam 37%. Na classe operária, que tem grande simpatia por Edmilson, esse percentual é ainda maior. Apoiados nessa coligação e na projeção que tem Edmilson, queremos potencializar ainda mais a agitação de um programa revolucionário na cidade, o que se expressa hoje em nosso slogan “Belém para os Trabalhadores”. A coligação também aumenta as chances de eleger um operário socialista e revolucionário para a Câmara de Vereadores: Cleber Rabelo, trabalhador da construção civil e dirigente do PSTU no estado. Queremos aproveitar a campanha ainda para fortalecer nosso partido, filiando muitos novos operários e trazendo-os para militar conosco. Ou seja, nossos objetivos nessa coligação são os objetivos tradicionais dos revolucionários, quando estes participam do processo eleitoral. Os operários da construção civil, colegas de Cleber, entenderam o recado e já estão se organizando para fazer uma forte campanha.

Ainda assim, logo que a coligação foi anunciada, começaram a surgir inúmeros comentários nas redes sociais sobre tal aliança. Desconfiados do vale-tudo eleitoral que se vê por aí, ativistas honestos e militantes de várias organizações se surpreenderam com o fato de o PSTU compor aliança justamente com o PCdoB, um partido da base de apoio do governo Dilma, que administra cidades, inclusive capitais como Aracaju, e que ajudou a aprovar o famigerado Código Florestal. Também é o partido que controla com mão de ferro a UNE, entidade ex-estudantil, hoje governista, que nada faz para apoiar a incrível greve de professores e estudantes das universidades federais que está acontecendo no país.

A pergunta precisa ser colocada de maneira categórica e sem rodeios: teria o PSTU entrado na mesma lógica dos partidos que tanto critica? Seria essa uma aliança sem princípios, como tantas que existem por aí? Tentaremos esclarecer essas questões.

Os fatos: como surgiu a aliança em Belém
Como é público e notório, o PSTU vinha defendendo, desde o final do ano passado, uma Frente de Esquerda restrita apenas aos partidos que são oposição de esquerda ao governo Dilma. Essa era, em nossa opinião, a política mais correta, a que melhor expressava o caráter de oposição de esquerda ao governo que queríamos dar à coligação. Em nenhum momento o PSTU defendeu ou construiu qualquer frente eleitoral que saísse desses marcos. Nossa proposta de Frente de Esquerda era clara: PSTU, PSOL e PCB.

Mas esse era, justamente, um ponto de polêmica com o PSOL de Belém. Querendo construir um “amplo leque de alianças” que agradasse a gregos e troianos, o PSOL passou a articular uma frente não apenas entre PSOL e PSTU, mas que incluía também PCdoB, PV, PTdoB, PTN e PSC. Ou seja, 1 partido da base governista e 4 partidos burgueses.

Desde o primeiro minuto que soubemos dessa possibilidade, lutamos contra ela com todas as nossas forças. Para nós a frente deveria ter um perfil claro: da classe trabalhadora e contra o governo! Para tanto, nem os partidos burgueses, nem o PCdoB deveriam participar dela. Vejamos o que dizia o PSTU do Pará em um Manifesto público, amplamente divulgado ainda em maio deste ano:

“Também não podemos nos iludir com os partidos que fingem ser de esquerda como o PT e os demais partidos de sua base de sustentação como o PCdoB, que quando chegam ao poder implementam políticas de ataques aos trabalhadores e ao meio ambiente, e também praticam a mesma corrupção. Exemplos recentes são os casos da aprovação da lei geral da Copa, que é um ataque à nossa soberania, o estabelecimento de previdência complementar para os servidores federais e o novo código florestal, que anistia desmatadores e legaliza a grilagem de terra. Por isso, construir uma alternativa de esquerda e socialista nas eleições municipais que unifique de forma democrática o PSOL, PSTU, PCB, os movimentos sociais, intelectuais, sindicatos, associações, entidades estudantis e centros comunitários, com Edmilson Rodrigues encabeçando a chapa majoritária, sem partidos burgueses, sem corruptos, sem financiamento patronal de campanha, com a construção de um programa de forma democrática com todos que estiverem nessa frente, assim como a construção democrática de uma chapa forte para a câmara de vereadores, são a melhor alternativa para os trabalhadores.”

Essa foi nossa política. Não apenas dissemos abertamente que não queríamos ter nenhuma relação com o PCdoB, como citamos os motivos: Lei da Copa e Código Florestal, dois dos maiores desserviços já prestados ao povo trabalhador por um partido dito de esquerda.

No entanto, mais recentemente, todos os partidos diretamente burgueses com os quais o PSOL queria fazer aliança desistiram da coligação um após o outro. Só sobrava mesmo o PCdoB, que não é um partido burguês, mas é um partido da base do governo Dilma, governo este que governa para a burguesia... A partir daí, diante do fato consumado de que o PSOL fecharia com o PCdoB, deveríamos definir se permaneceríamos na frente ou se nos retiraríamos dela devido à presença do PCdoB. Definimos que era correto permanecer e assim o fizemos. Mas por que definimos assim?

Os acordos e compromissos na tradição revolucionária:
a flexibilidade da tática
A pergunta que todos devemos responder é: será admissível para um partido revolucionário apoiar ou participar de frentes eleitorais onde estejam também partidos burgueses ou governistas? Na famosa fórmula de Lênin “máxima flexibilidade na tática, absoluta rigidez nos princípios”, até onde exatamente vai essa flexibilidade? E quais são exatamente os princípios que exigem rigidez?

Em primeiro lugar, é preciso dizer que os acordos, compromissos e concessões sempre fizeram parte da tradição revolucionária. Esse é um fato que não se pode negar. Um dos acordos mais estranhos e famosos feito pelos revolucionários ao longo da história é o episódio em que Lênin, para chegar à Rússia em março de 1917, depois da Revolução de Fevereiro, fez um acordo com o Império Alemão de atravessar a Alemanha em um trem lacrado sem ser parado por nenhuma autoridade alemã. Lênin queria chegar à Rússia. A Alemanha também queria que Lênin chegasse, pois acreditava que a agitação bolchevique contra a guerra ajudaria o Exército alemão. Fizeram um acordo, e Lênin atravessou o território alemão escoltado pelas tropas do Kaiser.

Também às vésperas da revolução de 1917, o mesmo Lênin propôs uma mudança nada menos que no programa do Partido Bolchevique, para atrair os camponeses para a luta revolucionária. Os bolcheviques abandonaram a palavra de ordem de “nacionalização das terras”, tradicional para o marxismo da época, e adotaram a consigna de “divisão das terras aos camponeses individuais”. Com esta concessão, os bolcheviques provocaram uma ruptura no partido camponês, os Socialistas-Revolucionários, que se juntaram aos bolcheviques na luta pelo poder dos soviets.

Poderíamos citar ainda dezenas de acordos feitos por distintos partidos revolucionários em distintas ocasiões. Os acordos são um fato da tradição revolucionária. Não há como negá-los. Para os marxistas, os acordos em si não são nem bons, nem ruins. Depende da situação concreta que se apresenta em cada caso e, mais do que tudo, da política adotada e dos objetivos que o partido revolucionário persegue ao fechar esses acordos. Concluímos, portanto que a tática revolucionária não é apenas flexível: é extremamente flexível. Admite uma infinidade de combinações, acordos, compromissos, concessões, desvios, recuos, manobras etc. Toda a história prova-o.

A rigidez dos princípios
Isso significa então que todos os acordos são permitidos? Que “os fins justificam os meios”, como diz o senso comum? Não, não significa. Dizemos isso na condição daqueles que, remando contra a maré, lutaram contra o governo Lula durante os dois mandatos, quando a maioria absoluta da esquerda capitulava ao seu governo e evitava ao máximo fazer-lhe qualquer tipo de crítica ou oposição.

Então qual é o limite da flexibilidade? Como saber se um determinado acordo é admissível ou não? Quais são os princípios que precisam ser observados?

Recorremos mais uma vez a Lênin. Em um texto chamado “Sobre os compromissos”, de 1920, o máximo dirigente da Revolução Russa dizia: “Não se pode renunciar à ideia dos compromissos. A questão está em saber conservar, fortalecer, forjar e desenvolver a tática e a organização revolucionária, a consciência revolucionária, a decisão e a preparação da classe operária e de sua vanguarda organizada, o partido comunista”.

Trotsky, mais tarde, em um texto de polêmica contra a falta de princípios dos stalinistas ao fazer acordos, estabelecia os critérios a serem observados em caso de compromisso com forças políticas estranhas ou hostis: “A regra mais importante, melhor estabelecida e mais inalterável a ser aplicada em qualquer manobra diz: você nunca deve se atrever a fundir, misturar ou combinar sua própria organização partidária com uma estranha, mesmo que esta pareça muito 'simpática' hoje. Não assumir tais passos que levem direta ou indiretamente, aberta ou mascaradamente, seu partido à subordinação a outros partidos ou organizações de outras classes, ou que restrinjam sua liberdade de ação, ou que o torne responsável, mesmo que em parte, pela linha política de outros partidos. Você nunca deve misturar as bandeiras, não deve ajoelhar-se perante outra bandeira”.

Ou seja, para Trotsky e para Lênin o decisivo não é se o partido faz ou não faz acordos, e com quem são esses acordos, mas sim se o partido mantém ou não sua independência política, sua liberdade de ação, se mostra seu próprio programa ou não, se levanta suas próprias consignas ou não, se tem seus próprios materiais ou não. Respeitando-se esses critérios, pode-se fazer acordos com o diabo e sua avó. Trotsky é enfático: “Nenhuma plataforma comum com a social-democracia ou com os chefes dos sindicatos alemães, nenhuma edição, nenhuma bandeira, nenhum cartaz comum: marchar separadamente, lutar juntos. Acordo apenas nisto: como combater, quem combater e quando combater? Nisto pode-se entrar em acordo com o próprio diabo e sua avó. (...) Com uma condição: conservar as mãos livres”.

Por que fechamos então um acordo que inclui o PCdoB em Belém? Por uma razão muito simples: porque este acordo não amarra em nada nossas mãos, não diminui em nada a crítica que faremos ao governo Dilma, não nos obriga a baixar nem um pouco o tom crítico ao próprio PSOL ou Edmilson, sempre que considerarmos que sua política está errada. Isto para nós é o decisivo. Lutamos desde o início contra a presença do PCdoB na frente, exigimos todo o tempo de Edmilson e do PSOL uma postura clara em relação ao financiamento de campanha e – o mais importante – em relação à pergunta chave: para quem Edmilson quer governar? Para “todos” ou para os trabalhadores? E seguiremos com a mesma postura. Faremos uma campanha incansável por uma Belém para os trabalhadores. Agitaremos nos canteiros de obras, nos quais Edmilson tem muita simpatia e apoio, que seu plano de governar para todos é inviável – ou se governa para os trabalhadores, ou se governa para a burguesia.

Liberdade de agitação, ação e organização: tal é a “rigidez nos princípios” que corresponde verdadeiramente à tradição revolucionária.

Os acordos revolucionários nos processos eleitorais
Mas até agora justificamos teórica e historicamente apenas os acordos em geral, mas não os acordos eleitorais. Assim, qualquer pessoa poderia questionar: “Mas os acordos eleitorais são diferentes. Não são para defender os trabalhadores de ataques da burguesia ou para fazer uma revolução. São para eleger. O PSTU poderia ter saído sozinho e pronto”. Vejamos:

Os ativistas mais novos não sabem e alguns mais antigos já esqueceram, mas não é a primeira vez que participamos ou apoiamos uma frente eleitoral com a qual não temos nenhum acordo. Em 1989 ainda éramos parte do PT. Lula foi candidato a presidente, tendo como vice... José Paulo Bisol, do PSB, um partido burguês. Qual foi a atitude da antiga Convergência Socialista, antecessora do PSTU, diante desse fato?

Combateu com todas as forças até o fim da campanha essa aliança, denunciando-a fortemente junto aos trabalhadores. Quem se der ao trabalho de pesquisar nossos jornais da época verá manchetes como “Lula! Com Bisol não dá!” e coisas do tipo. Era isso que agitávamos nas fábricas. Mas nós não rompemos com o PT em 1989. Isso só veio a acontecer em 1991. Por quê? Por que em 1989 tivemos completa liberdade de agitar o que queríamos agitar, de fazer a nossa política, não a política que a direção do PT queria nos impor. Usamos os 37% de apoio a Lula como uma forma de chegar até os trabalhadores, de fazer com que os trabalhadores nos escutassem.

Em 1994 Lula foi novamente candidato. Bisol mais uma vez foi cotado para ser vice mas, suspeito de irregularidades, foi substituído na última hora por Mercadante. E qual foi a posição do recém-fundado PSTU? Aliança com o PT, exatamente com o mesmo critério que utilizamos cinco anos antes, em 1989. Foi a primeira aparição pública eleitoral do PSTU e que nos deu enorme projeção, com um perfil radical, de oposição intransigente ao Plano Real (que o PT não tinha coragem de criticar). Foi uma campanha principista, radical, que gerou grandes enfrentamentos com a direção do PT na época, que queria nos disciplinar.

Em 2002 tivemos candidatura própria a presidente no 1 turno, mas no 2 turno, diante da polarização política em toda a sociedade, acompanhamos a experiência dos trabalhadores com Lula e chamamos a votar nele no 2 turno, sendo que seu vice era José Alencar, empresário e líder do PL, Partido Liberal, cujo nome já diz tudo.Solicitações
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Obviamente, esse tipo de aliança com o PT se tornou na prática impossível desde que Lula venceu as eleições de 2002. O PT se tornou o maior partido do país, e passou a dirigir o Estado burguês no Brasil. Por isso, não há uma única frase ou palavra que eles digam hoje que possamos concordar. Não é esse nem de longe o caso do PCdoB em Belém, que cumpre um papel secundário na coligação e se adaptou ao programa comum da Frente para poder participar dela.Solicitações
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O fato, portanto, é que muitas vezes nós acabamos compondo alianças contra as quais havíamos lutado antes. Em outros casos, ao contrário, rompemos as alianças e saímos sozinhos. Como saber então qual é a política correta? O que está dentro dos princípios e o que foge dos princípios?Solicitações
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Aqui, recorremos a Nahuel Moreno, trotskista argentino e fundador de nossa corrente internacional, a Liga Internacional dos Trabalhadores. Em seu livro O partido e a revolução, Moreno estabelece o que é de princípio e o que é tático nos processos eleitorais em que está colocada a possibilidade de uma aliança ou apoio a partidos governistas ou frente-populistas. Diz: “O que sim é uma traição é apoiar eleitoralmente uma frente popular ou um movimento nacionalista burguês sem denunciar que sua existência é uma traição ao movimento operário. Ou seja, o voto em si é para nós um problema tático e não principista; o que é principista é a política, e esta deve ser de denúncia implacável de qualquer frente popular ou nacionalista onde a classe operária esteja, como uma traição dos partidos operários reformistas que a promovem” Solicitações
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Ou seja, consideramos a política implementada pelo PSOL um erro completo? Sim, consideramos. Por quê? Porque os sentimentos dos trabalhadores que acreditam em Edmilson serão frustrados se Edmilson tentar governar para todos. Devemos então combater essa política? Sim, devemos. Como? Em nossa opiniao, exatamente como estamos fazendo: alertando os trabalhadores desde já; combatendo a ideia de um governo “para todos”. A melhor localização para fazer esse combate hoje, nas condições concretas de uma cidade concreta chamada Belém, é dentro da Frente de Esquerda, porque desde essa localização nossa audiência junto aos trabalhadores se multiplica. Pode não ser assim em outras cidades. Mas é assim em Belém.Solicitações
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Participar ou não participar? Essa não é a questão!Solicitações
Como dissemos no início, muitos ativistas honestos, preocupados com o vale-tudo eleitoreiro, nos criticarão por compor uma frente com um partido da base governista. Respeitamos esse sentimento, mas não concordamos. Não construímos essa frente. Apenas participamos dela no formato em que ela foi construída pelo PSOL. Do ponto de vista do programa, trata-se de uma frente identificada claramente com as lutas contra a superexploração e a corrupção das obras da Copa e de Belo Monte, em defensa do meio ambiente e contra o Código Florestal, uma frente que recebeu o apoio do Movimento Xingu Vivo etc.Solicitações
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Por isso dizemos: participar ou não desse tipo de frente ou organismo é tático. O decisivo é a política que se leva lá dentro. Ou os revolucionários não participam dos parlamentos burgueses? Sim, participam. E o que são esses parlamentos, se não um covil de bandidos e ladrões? Então o que fazem os revolucionários lá quando se elegem? Lutam contra os bandidos e ladrões, transformam a vida deles num inferno. Ou os sindicalistas revolucionários não sentam com a patronal numa mesa para negociar a PLR e o salário? E qual é o objetivo da patronal em uma negociação salarial, se não enganar os trabalhadores? Devemos então abandonar o mecanismo da negociação salarial? Parece óbvio que não. Solicitações
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Ou seja, os revolucionários nem sempre escolhem o campo de batalha, e muito menos as condições da luta. Travam a luta tal como ela se apresenta, no momento em que ela se apresenta, com as armas disponíveis no momento. Solicitações
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Por outro lado, a não-participação em frentes eleitorais também não é garantia de uma política revolucionária. Suponhamos que em São Paulo um partido revolucionário saia sozinho nas eleições. Isso parece muito “principista”. Porém, se este partido só denunciar o prefeito Gilberto Kassab, e “esquecer” de combater Fernando Haddad e seu projeto, estará capitulando. Não estará aplicando uma política revolucionária. Estará cumprindo o papel de uma candidatura auxiliar de Fernando Haddad.Solicitações
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Assim, voltamos ao início, sobretudo ao que diz Moreno: votar ou não, participar ou não de uma frente que combatemos – isso é tático. O princípio é a política, a denúncia, a verdade dita em alto e bom som. É aí que mora o perigo, mas também o mérito e a correção da tática revolucionária. Dizer toda a verdade aos trabalhadores em alto e bom som, convocá-los à luta, inspirar-lhes confiança em suas próprias forças, disseminar entre eles o ódio de classe: é isso que sempre fizemos e continuaremos a fazer, desta vez em Belém com muito mais força.Solicitações
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Direção Nacional do PSTUSolicitações
São Paulo, 02 de julho de 2012Solicitações
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24 junho 2012

Maluf e o PT provam que pior do que está pode ficar sim !

 Foto de Maluf com Haddad e Lula causaram indignação até mesmo em quem já está acostumado com as alianças do PT


 
 
  Foto de Lula, Haddad e Maluf estampou os jornais

• Quando ninguém mais acreditava que pudesse se surpreender com o jogo das alianças espúrias na política, eis que algo novo sempre aparece para desafiar esse limite. Nesse dia 18 de junho, a foto do ex-presidente Lula e seu candidato Fernando Haddad, empurrado goela abaixo da militância petista, com ninguém menos que Paulo Maluf, foi um desses momentos de consternação.

A aliança do PT com o PP de Maluf foi selada oficialmente na própria casa do ex-prefeito de São Paulo. As conversas e articulações, porém, já estavam adiantadas. Em troca do apoio de Maluf e do 1min35 de tempo de TV de seu partido, o PT ofereceu uma secretaria do Ministério das Cidades a um de seus apadrinhados. Mas, num tempo em que a imagem predomina, Maluf não se fez de rogado e exigiu que Lula fosse pessoalmente à sua casa, para registrar o momento histórico em uma foto. E assim foi.

A imagem do candidato do PT com uma das figuras símbolo da corrupção no país, dono de bordões como "estupra, mas não mata" e presente na lista de procurados da Interpol causou indignação até mesmo entre os petistas já acostumados à política de alianças "pragmáticas" de seu partido. A foto com Maluf deu a impressão até mesmo a esse setor de que, desta vez, o partido "passou do limite". O apoio de Maluf a Marta em 2004, por exemplo, reduzira-se a uma declaração de voto e não a poses para retratos.

O acordo com Maluf pegou até mesmo Luiza Erundina (PSB) de surpresa. Balançada, a pré-candidata a vice de Haddad criticou a aliança, ainda que, ao contrário do que chegou a noticiar alguns veículos, aceite permanecer na chapa do PT.

O coro dos hipócritas
Mas não foi só parte da militância petista que comentou a foto de Lula com Maluf. Os maiores veículos da imprensa paulista, como a Veja, Estadão e Folha de S. Paulo, estamparam com destaque a imagem, como forma de desgastar a imagem de Haddad em prol da candidatura Serra.

Menor destaque dão, porém, ao recente apoio prestado por Valdemar da Costa Neto ao candidato tucano. Valdemar, presidente do PR (então PL), foi um dos protagonistas do escândalo do mensalão. Na época, em 2005, o então deputado renunciou para não ser cassado. O apoio a Serra em São Paulo seria uma forma de vingança pelo PR ter sido preterido pelo Governo Federal na distribuição de cargos e ministérios.

O PSDB, também de olho no tempo de TV do PR, prefere esquecer por hora o mensalão, cujo julgamento no STF está marcado para agosto. Questionado sobre a "incoerência", Serra deu sua contribuição ao rol de frases esdrúxulas afirmando que faz aliança "com partidos, não com pessoas".

Diga-me com quem andas...
A foto de Maluf e Lula de fato choca. Porém não chega a ser exatamente uma novidade, já que o PP sempre esteve na base aliada do governo Lula, e agora no de Dilma. A coerência e o discurso da “ética na política” já foi há muito abandonado a favor da chamada “real politik”, que já produziu imagens como a do hoje senador Lindbergh Farias (PT) apertando as mãos do colega Fernando Collor de Melo, vinte anos após as mobilizações dirigidas pelo então presidente da UNE.

Há tempos o PT se lançou de corpo e alma ao mais puro fisiologismo. Com as fronteiras de classe dissolvidas, vale tudo, e qualquer preço nunca é caro o bastante para chegar e se manter no poder. De ruralistas a mais conservadora bancada evangélica. Os poucos militantes petistas que ainda se vêem obrigados a justificar tais alianças, costumam apontar o dedo para o PSTU “que não se alia com ninguém, mas também não elege”. Nessa lógica, faria sentido abrir mão de alguns princípios para chegar ao poder. Mas seria mesmo assim?

Passada uma década de governo petista, nenhuma mudança estrutural foi realizada. Velhas oligarquias regionais, como a família Sarney, assim como políticos como Sérgio Cabral no Rio, são eternizados pelo próprio PT. Medidas como a reforma do Código Florestal, há anos parada no Congresso, são retomadas. Até mesmo medidas aparentemente tão simples e básica, como uma cartilha anti-homofobia nas escolas para combater a violência contra homossexuais, são vetadas em nome das alianças conservadoras.

Na política, ou você luta contra a direita, os ricos e poderosos, ou se alia a eles. O PT, há muito, já escolheu o seu lado. Ingenuidade é achar que, abraçado a Paulo Maluf, é possível mudar alguma coisa.

Nota: No final desse dia 19, o PSB finalmente anunciou a desistência de Luiza Erundina de ser vice da chapa de Haddad



Fonte: www.pstu.org.br 

19 junho 2012

Convenção lança alternativa socialista à prefeitura de São Paulo Ana Luíza, servidora pública federal, será uma alternativa à falsa polarização entre PT e PSDB



 
 
  Ana Luíza será alternativa socialista nessas eleições em São Paulo
• No dia 16 de junho, sábado, o PSTU anunciou oficialmente a candidatura da servidora Ana Luíza Figueiredo à prefeitura de São Paulo. A convenção reuniu cerca de 120 pessoas na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, entre professores, servidores públicos, estudantes, ativistas de movimentos populares, bancários e operários.

Durante a convenção, Valério Arcary, em nome da direção nacional do PSTU, resgatou o histórico de lutas de Ana Luíza, que já militou em diversas categorias como bancários, e foi uma das fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal de São Paulo (Sintrajud), tornando-se uma das principais dirigentes do funcionalismo público atualmente. “Há 30 anos, esta mulher dedica sua energia à luta dos trabalhadores. E é com este passado e presente que a nossa candidata apresentará nestas eleições um programa socialista e revolucionário para a cidade de São Paulo, contra a falsa polarização do PT e PSDB”, anunciou Arcary.

Também foram apresentados os nomes do partido para a Câmara Municipal. Entrarão na disputa a dirigente metroviária Marisa Santos, a professora municipal Lourdes Quadros e o professor da rede estadual João Zafalão.

São Paulo para os trabalhadores
Com o lema “São Paulo para os Trabalhadores”, a candidatura de Ana Luíza será uma alternativa aos candidatos do PT e PSDB. Mais que em qualquer outro lugar, as eleições em São Paulo refletem a disputa nacional entre essas duas forças políticas que, diluídas qualquer diferença ideológica ou política, hoje se reduz à mera disputa do aparato de Estado.



De um lado, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) que, através da política do Reuni, intensificou o sucateamento das Instituições Federais de Ensino, o que levou professores e estudantes a realizarem uma das maiores greves do setor há anos. Para piorar nesse dia 18 o PT anunciou a aliança com Paulo Maluf, um dos símbolos da corrupção no país cujo nome consta na lista de procurados da Interpol. Do outro lado, José Serra, do PSDB, partido diretamente responsável pelas privatizações no Governo Federal nos anos 1990 e, mais recentemente em São Paulo, pela brutal repressão às famílias do Pinheirinho. Em contraponto à frente popular e à direita tradicional, Ana Luíza apresentará um programa para os trabalhadores da cidade de São Paulo.

“Nestas eleições, apresentaremos um programa para os trabalhadores, mostrando que é possível enfrentar os gravíssimos problemas sociais da nossa cidade ao rompermos com o domínio das grandes empresas. Seremos financiados pelos trabalhadores e a nossa candidatura estará a serviço das suas lutas”, declarou a candidata Ana Luíza.

Um programa dos trabalhadores 
Durante todo o dia de sábado, os militantes, simpatizantes e convidados discutiram um programa socialista para a cidade. O renomado sociólogo Chico de Oliveira saudou o seminário e as candidaturas do PSTU, apontando a importância de partidos de esquerda que não se venderam e não mudaram de lado. O seminário de programa eleitoral discutiu temas como Saúde, Transporte, Reforma Urbana, Educação, Opressões (machismo, racismo e homofobia), e as lutas sociais que ocorrem no país e no mundo atualmente.

Além de debater os principais problemas da cidade sob um ponto de vista de classe, os participantes fizeram questão de apontar medidas concretas para resolver cada questão, atacando os privilégios dos ricos para construir uma São Paulo para os trabalhadores.

11 junho 2012

Economia da Espanha afunda, responsáveis recebem indenizações milionárias!

A economia de Espanha afunda-se com uma taxa de desemprego superior a 25% e com o número de desempregados a superar os 5 milhões de pessoas. O austeritarismo imposto pela UE e pelo FMI não resolve e aprofunda a crise bancária, provocada pelo estouro da bolha da especulação imobiliária. A dívida de Espanha atinge uma situação próxima da que levou aos pedidos de resgate de Grécia, Irlanda e Portugal. Porém, o país é muito grande para ser resgatado.

Na quarta feira, a bolsa de Madrid continuou a afundar caindo 2,58%, enquanto a taxa de juro dos títulos da dívida soberana chegou aos 6,703%, muito próxima dos valores que levaram aos pedidos de resgate da Grécia, da Irlanda e de Portugal. A taxa de risco de Espanha, diferencial entre a taxa da dívida de Espanha e a da Alemanha, chegou a 540 pontos, o mais elevado da história.

Na terça feira, o governador do Banco de Espanha Miguel Ángel Fernández Ordóñez (MAFO), destacado quadro do PSOE, pediu a antecipação do fim do seu mandato de 12 de julho para 10 de junho, depois do PP se ter oposto à sua ida ao Congresso de Madrid, que tinha sido proposta por ele, para dar explicações sobre o Bankia e a crise bancária.

Também na terça feira, foi noticiado pelo Financial Times que o Banco Central Europeu (BCE) recusara o plano do governo PP para o Bankia, de injeção de 19 bilhões de euros para salvar a entidade, através de novos títulos de dívida pública, que podiam ser usados como garantia em operações interbancárias ou no BCE.

De acordo com o Financial Times, o BCE teria respondido ao governo de Rajoy que é necessária uma injeção de capital adicional no Bankia, mas que o seu plano está próximo da violação da norma da UE sobre o financiamento monetário dos Estados. O jornal conclui que “a recusa do BCE torna as coisas difíceis à insistência de Madrid de que a única solução para esta crise que está a fazer aumentar os seus custos de financiamento é que o BCE se converta num prestamista de último recurso para os Governos”.

Na quarta feira, o governo de Espanha disse que não apresentou nenhum plano e o BCE declarou que não analisou nenhum plano e não tem posição sobre o plano do governo de Espanha para recapitalizar um grande banco. De acordo com o site do jornal “El Pais” desta quarta feira, “a comissão europeia defende uma união bancária e o uso direto do fundo de resgate para salvar a banca” e “dará mais um ano a Espanha para cumprir o déficit previsto em troca de mais sacrifícios”.

Entretanto, o governo e o PP opõem-se tenazmente e tentam tudo por tudo para impedir o debate do caso Bankia no Congresso de Madrid, perante o silêncio do PSOE e do seu secretário-geral Alfredo Rubalcaba. A Izquierda Unida propôs a criação de uma comissão de inquérito ao escândalo Bankia, mas o PP opõe-se. Os maiores responsáveis do caso são destacados quadros do partido governamental.

Enquanto governo e UE parecem preparar novas medidas de austeridade, são conhecidos vários casos de indenizações milionárias a diretores de entidades resgatadas pelo governo e, portanto, com dinheiros públicos. Segundo o El Pais, “são responsáveis diretos, com a conivência das camarilhas políticas regionais, das maiores falências da história do sistema financeiro espanhol. Financiaram projetos urbanísticos especulativos, obras públicas ruinosas como aeroportos vazios, alimentaram esquemas de corrupção e até chegaram a falsear as contas”.

O jornal cita diversos casos, entre os quais: Aurélio Izquierda, diretor-geral do Banco de Valência, filial da Bancaja, que recebeu 14 milhões de euros em pensões e indenização de pré-aposentadoria. Miguel Blesa, ex-presidente da Caja Madrid, que recebeu uma indenização de 2,8 milhões de euros, Rodrigo Rato 1,2 milhões de euros, José Luis Pego, diretor da Novacaixagalicia durante nove meses, 18,5 milhões.

A economia de Espanha afunda-se com uma taxa de desemprego superior a 25% e com o número de desempregados a superar os 5 milhões de pessoas. O austeritarismo imposto pela UE e pelo FMI não resolve e aprofunda a crise bancária, provocada pelo estouro da bolha da especulação imobiliária. A dívida de Espanha atinge uma situação próxima da que levou aos pedidos de resgate de Grécia, Irlanda e Portugal. Porém, o país é muito grande para ser resgatado.

03 junho 2012

Dívida e austeridade: a geopolítica da crise permanente.


Um artigo repassado pelo coletivo Vila Vudu, condensando o ensaio “La fabrique de l’ homme endetté, essai sur la condition néolibérale”, de  Maurizio Lazzarato, traz mais luzes sobre as trevas do modelo neoliberal implantando em todo o planeta, especificamente na UE, ora atravessada por uma crise sem precedentes.
Abordando particularmente o binômio “Dívida e Austeridade” (o modelo alemão do emprego precário), ele abre com nada menos que uma citação de Marx: “O endividamento do Estado é, bem ao contrário, de interesse direto da fração da burguesia que governa e legisla nos Parlamentos. O déficit do Estado era, precisamente, o objetivo ao qual visavam às especulações e principal base do enriquecimento daquela fração. Ao final de cada ano, um novo déficit . Ao cabo de quatro ou cinco anos, novo empréstimo. Ora, cada novo empréstimo dava à aristocracia nova ocasião para cobrar resgate para ‘salvar’ o Estado, o qual, mantido artificialmente à beira da bancarrota, era forçado a negociar com os banqueiros sob condições as mais desfavoráveis. Cada novo empréstimo era nova ocasião para roubar o público que aplica seus capitais em papéis do Estado…” ( Les luttes de classes en France [jan.-nov./1850).
A sensação de “déja vu” é tão forte que é como se Marx estivesse falando do estado da geopolítica atual.
O autor considera que as saídas da crise estão fora dos caminhos traçados pelo FMI. Essa instituição propõe sempre o mesmo tipo de contrato de ajuste fiscal, que consiste em diminuir o dinheiro entregue às pessoas – salários, aposentadorias, pensões, auxílios públicos, mas também às grandes obras públicas que geram empregos –, para pagar aos credores todo o dinheiro economizado. É absurdo. Depois de anos de crise, não se pode continuar entregando o dinheiro sempre aos mesmos.
Ora, é exatamente o que, hoje, querem impor à Grécia! Diminuir tudo, para entregar aos bancos. O FMI transformou-se numa instituição encarregada de proteger, exclusivamente, os próprios interesses financeiros (conquanto tenha sido criada justamente pelos motivos opostos: socorrer países em crise). Quando se está numa situação desesperada, como a Argentina em 2001, é preciso mudar de rota.
Menos de vinte anos depois da “vitória definitiva contra o comunismo” e quinze após o chamado “fim da história”, o capitalismo está num impasse. Desde 2007, vive de injeções de somas astronômicas de dinheiro público e, apesar disso, gira no vazio. No máximo, reproduz-se a si próprio, destruindo todas as conquistas sociais dos dois últimos séculos. Depois da “crise das dívidas soberanas”, o capitalismo exibe um espetáculo hilariante do próprio funcionamento.
As normas econômicas de “racionalidade” que os “mercados”, as agências de risco e os especialistas impõem aos Estados para sair da crise da dívida pública são as mesmas que levaram à crise da dívida privada (que está na origem da dívida pública).
Os bancos, os fundos de pensão e os investidores institucionais exigem que os Estados ponham em ordem os orçamentos públicos, dado que os bancos ainda têm em carteira milhões de títulos podres, frutos de sua política de substituição de salários por dívidas. Depois de dar nota AAA a títulos que hoje nada valem, as agências de risco trabalham “para, contra todas as evidências, impedir a boa avaliação e as boas medidas econômicas”.
Os especialistas (professores de economia, consultores, banqueiros, servidores do Estado e outros) – nos quais a cegueira sobre os estragos que a autorregulação dos mercados e da livre concorrência só é proporcional ao próprio servilismo intelectual – foram catapultados para postos “técnicos” de governo que lembram irresistivelmente “os comitês de comércio da burguesia”. Trata-se mais de novas “técnicas autoritárias e repressivas de governo”, em ruptura com o “liberalismo” clássico, que de “governos técnicos”.
O prêmio do ridículo máximo cabe à imprensa, a chamada ‘mídia’: a “informação” distribuída por noticiários de televisão e entrevistas (talk shows) que “explica” que a crise é culpa de vocês [telespectador e leitor pagante], que se aposentam cedo demais, que consultam médicos sem necessidade, que trabalham pouco e por pouco tempo e querem trabalhar cada vez menos e por menos tempo que o necessário; vocês não são flexíveis e desgastam-se depressa demais. Vocês, afinal de contas, são culpados por consumir pouco e viver abaixo dos próprios meios.
Paradoxalmente (ou não) a publicidade – diferente dos discursos em que se culpam economistas, especialistas, jornalistas e políticos – diz exatamente o contrário ao público: Você é imaculadamente inocente. Você não tem responsabilidade alguma! Não há mácula, nem vestígio de sentimento de culpa ou de responsabilidade na sua alma pura. Você merece tudo, sem exceção, sem interrupção, tudo de todos os paraísos de nossas mercadorias. Seu dever é consumir, consumir, consumir compulsivamente.
Farejam-se de longe as “ordens”, os imperativos: ‘faça’, ‘compre’, ‘procure’, etc., e injunções dos significantes semióticos da culpa/culpabilização/culpabilidade e das semióticas icônicas e simbólicas da inocência.
Por um lado, a moral ascética do trabalho e da dívida; por outro, a moral hedonista do consumo de massa. E ambas se contradizem abertamente, uma vez que são os dois lados da mesma moeda.
Mais do que sugerir alguma saída da crise, essa agitação assemelha-se mais a um círculo vicioso no qual o capitalismo parece ter-se emparedado. Em entrevista recente, o presidente do Banco Central Europeu recomenda, com cinismo thatcheriano, receitas para reembolsar os credores (as quais, não só causaram a crise, como ainda podem agravá-la): baixar impostos para enriquecer os ricos e reduzir despesas sociais para empobrecer os pobres.
Os políticos nada são além de contadores e office-boys do capital. Sarkozy propôs que as receitas para pagar “os juros da dívida grega sejam depositadas numa conta bloqueada, que garantiria que as dívidas de nossos amigos gregos serão honradas.” Favorável a essa ideia, Angela Merkel acredita que a medida permitirá “ter certeza de que esse dinheiro permanecerá disponível por longo tempo.”
Se há uma constante no capitalismo recente é o estado de guerra ao qual o liberalismo o levou de modo quase automático. A guerra intercapitalista parece hoje menos intensa que a guerra que cada capital nacional combate contra seu ‘inimigo interno’. Sem acordo sobre como dividir o bolo da exploração global, os diferentes capitalismos convergem apenas nas formas de como intensificar a exploração no plano de cada Estado.
Fonte: blog da Professora Edilza fontes

Conferência Estadual dos Bancários!

Ocorreu neste sábado, no Hotel Regente, a 7ª Conferência Estadual
dos Bancários do Pará. Evento onde foram discutidas propostas para
a campanha salarial. Estavam presentes vários bancários e bancárias
de vários municípios, além da região metropolitana de Belém. Na
verdade, debate de forma mais aprofundada não houve, o que sempre
é feito pela direção burocrática do sindicato e da CONTRAF-CUT.
Além do debate que não houve, a direção do sindicato utilizou a
máquina para eleger delegados à Conferência Nacional dos bancários,
que ocorrerá em Curitiba-PR, no próximo mês. Máquina no sentido
de fazer gastos com passagens e estadias apenas para votarem
em sua chapa. E isso não aconteceu o que eles esperavam, visto que
na eleição p/ delegados, houve duas chapas inscritas: a chapa 1, da
pelegada, e a chapa 2, dos combatentes guerreiros da oposição. No
geral, a chapa burocrática obteve 77 votos e a chapa da oposição 35,
que corresponde, tendo 9 vagas de delegados, a 6 vagas e
a oposição, 3. Mesmo com com toda a máquina, fazendo
viagens(caravanas) para o interior do estado e trazendo bancários
para votarem neles, a chapa burocrática mante o mesmo quantitativo
de delegados do ano passado; enquanto a oposição cresceu em
votos, mas mantendo o números de delegados à Conferência Nacional.
Mesmo sabendo do perfil da Conferência Estadual, estivemos lá e
fizemos o debate com propostas que realmente os bancários
almejam, ou seja, que estão no dia-a-dia da categoria. Quanto
ao índice de reajuste salarial, mais uma vez foi aprovado um
indice rebaixado, de 10% de ganho real + a inflação do período,
o que deverá girar em torno de 15%; enquanto que a oposição
defendeu 25%. É isso que os banqueiros querem: uma proposta
de 15% p/ acabar em 10% ou 9%, como ocorreu no ano passado.
Mesmo assim, iremos continuar na luta contra os burocratas
de plantão!!!. Veja a foto da chapa 2, da união AEBA e AFBEPA: