• A Folha de São Paulo estampou em sua primeira página, dias atrás, a foto de uma menina, Júlia Rafaela, de apenas 7 anos. A foto ilustrava a reportagem que tratava do despejo efetuado pela Polícia Militar, a pedido da prefeitura, que desalojara a família da pequena Júlia, e dezenas de outras, de um hotel abandonado que tinham ocupado. Júlia não estava conseguindo ir à escola pela situação em que ficara sua família e as demais, dormindo em barracas numa calçada do centro da cidade, exposta ao frio do inverno paulistano. O hotel? Ora, continua abandonado, mas para a prefeitura e para a especulação imobiliária é melhor assim, vazio, do que abrigando famílias que não têm onde morar.
Cenas como essas deveriam fazer a todos nós, seres humanos, refletirmos acerca da natureza da sociedade em que vivemos. Trata-se de uma injustiça tão flagrante que é difícil crer que seja vista e tida como situação normal, e ainda por cima, protegida por lei. Qual o crime que a família de Júlia Rafaela e as demais cometeram para serem tratadas com tamanha brutalidade pelo Estado? Estavam lutando pelo direito a moradia. Mas isto não é direito de todos garantido na Constituição Federal? Porque então a polícia não interpela as autoridades que deveriam assegurar a estas famílias o direito a moradia, ao invés de despejá-las na rua, ao relento?
Se olharmos em volta, vamos ver que este caso não é isolado. Pelo contrário, trata-se cada vez mais de uma rotina dura e cruel, de criminalização da pobreza em nosso país. E isso não se dá apenas através dos despejos que, atendendo aos interesses da especulação imobiliária ou dos grandes eventos (Copa, Olimpíadas, etc), são cada vez mais comuns e violentos. Para não me alongar cito apenas dois outros exemplos.
Alguns meses atrás os noticiários da grande mídia foram tomados pela revolta dos operários da construção pesada que trabalham nas obras das usinas de Jirau e Santo Antonio, em Rondônia. Foram semanas inteiras de paralisação das obras, e de intensa mobilização dos operários. Os barracões onde estes trabalhadores eram amontoados como bichos pelas empresas, a título de alojamento, foram incendiados. A despeito de o Ministério Público do Trabalho e de Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho terem constatado no local um ambiente de total desrespeito aos direitos mais básicos dos trabalhadores por parte das empresas, quem foi chamado para resolver o problema foi a polícia.
Operários que se revoltaram entre outras coisas porque eram agredidos fisicamente pela segurança das empresas, foram então espancados pela polícia. Muitos trabalhadores estão desaparecidos até hoje, vários presos, pelo menos 12 deles processados criminalmente, e há dois operários presos até hoje no presídio de Urso Branco em Rondônia. O crime que cometeram? Lutar para serem tratados como seres humanos, trabalhadores, e não como escravos.
O descumprimento dos direitos trabalhistas e humanos dos trabalhadores que vinha sendo praticado pelas empresas, por outro lado, segue livre leve e solto. E por incrível que possa parecer, depois de tudo que ocorreu, as autoridades estaduais e federais não tomaram a decisão de instalar na região, ou dentro da obra mesmo, uma delegacia do Ministério do Trabalho para fiscalizar e garantir o cumprimento por parte das empresas de suas obrigações para com os operários. Foi instalada, e está em pleno funcionamento, uma delegacia de polícia para vigiar e reprimir os trabalhadores. Não, não estamos falando de algo ocorrido no início do século passado, antes ainda da vigência da CLT. Estamos falando de algo que está acontecendo em 2012, sob governo do PT.
Deixemos a região norte, e vamos ao centro sul, mais precisamente no Rio de Janeiro, onde está o outro exemplo que ilustra bem o assunto em pauta. No Rio, mais precisamente dentro da UFRJ, maior universidade federal do país, está instalado o CENPES – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras, lugar de excelência científica, digno do chamado primeiro mundo. Pois bem, dentro deste Centro de pesquisa há um restaurante que, por sua vez conta com trabalhadores terceirizados que são encarregados da limpeza do mesmo. Dias atrás o chefe encarregado do local resolveu submeter os trabalhadores da limpeza a uma revista no momento em que deixavam o local de trabalho, no termino de sua jornada. Encontrou-se restos de comida nas mochilas de três trabalhadores. Restos de comida que seriam jogadas fora, pois eram sobra do almoço servido mais cedo.
A polícia foi chamada e os três foram presos. Acusação? Roubo. Corre-corre, desespero das famílias, consegue-se pagar a fiança e os três são libertados. Passados alguns dias, como os três trabalhadores - por falta de condições e de esclarecimento - não cumpriram os procedimentos legais previstos em lei para a situação em que se encontravam, nova ordem de prisão. Dois conseguem refugiar-se, mas um deles é novamente preso. Está neste momento na penitenciária de Bangu. Seu crime? Pegar alguns pedaços de galinha, que seriam atirados no lixo, para levar para casa, para alimentar sua família. Este cidadão está na cadeia, na cidade maravilhosa, enquanto o ex-senador Demostenes Torres exerce garbosamente seu cargo de “promotor de justiça”, em Goiás.
A este ponto chegamos. Até onde mais?
*José Maria de Almeida é metalúrgico, participa da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas e é presidente nacional do PSTU. Artigo originalmente publicado no site Congresso em Foco.
06 setembro 2012
03 setembro 2012
UFPA desponta como a 20º instituição pública para o mercado.
| Quais são as instituições de ensino mais eficientes? Depende a quem se pergunta.
Para o mercado de trabalho, pode ser uma escola privada. A Unip, por exemplo.
Para o universo acadêmico, o melhor ensino está basicamente nas públicas. Na Unicamp, por exemplo. A discrepância ficou evidente nos indicadores do RUF que analisaram os dois grupos, a partir de levantamento feito pelo Datafolha. Os profissionais de Recursos Humanos foram entrevistados para que apontassem as universidades, faculdades e centros universitários cujos formados têm preferência nos seus processos seletivos.
| ||
28 agosto 2012
Campanha Salarial do bancário: FENABAN oferece 6% de reajuste salarial para as cláusulas econômica.
Em reunião realizada agora pouco(ainda esta em andamento)
a FENABAN ofereceu 6% de reajuste salarial para a categoria
bancária, reajustando também neste patamar as outras cláusulas
econômicas, como o ticket alimentação, cesta alimentação, auxílio
creche entre outras. Vale lembrar que a oposição nacional entregou
a minuta para os banqueiros reinvindicando 23% de reajuste salarial.
Isso mostra como os banqueiro e o governo Dilma
trata os trabalhadores, uma vez que os bancos públicos federais
poderiam negociar com os representantes dos trabalhadores sem
se esconder atrás da FENABAN, que é o sindicato dos banqueiros.
Neste índice pífio, que apenas cobre a inflação do período,
provavelmente haverá uma greve da categoria para avançarmos em
nossas demandas. Vale lembrar que a pelegada da CONTRAF-CUT
propos o mísero 10,25%. Vejam as proposta abaixo:
a FENABAN ofereceu 6% de reajuste salarial para a categoria
bancária, reajustando também neste patamar as outras cláusulas
econômicas, como o ticket alimentação, cesta alimentação, auxílio
creche entre outras. Vale lembrar que a oposição nacional entregou
a minuta para os banqueiros reinvindicando 23% de reajuste salarial.
Isso mostra como os banqueiro e o governo Dilma
trata os trabalhadores, uma vez que os bancos públicos federais
poderiam negociar com os representantes dos trabalhadores sem
se esconder atrás da FENABAN, que é o sindicato dos banqueiros.
Neste índice pífio, que apenas cobre a inflação do período,
provavelmente haverá uma greve da categoria para avançarmos em
nossas demandas. Vale lembrar que a pelegada da CONTRAF-CUT
propos o mísero 10,25%. Vejam as proposta abaixo:
27 agosto 2012
Eleições 2012: Financiamento de Campanha!
A empreiteira OAS é uma das principais financiadores das campanhas do PT
A primeira parcial da prestação de contas dessas eleições mal saiu, mas já indica o caráter de cada candidatura. Disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os dados foram entregues pelos partidos no dia 2 de agosto e, pela primeira vez, o órgão divulga os doadores antes do fim das eleições. Em São Paulo, as doações das principais candidaturas já atingem a casa dos milhões, grande parte vinda de bancos e empreiteiras envolvidas em obras e licitações dos governos.
A candidatura de José Serra (PSDB) já arrecadou R$ 1.058.182. Na prestação de contas não aparecem os nomes dos doadores, apenas repasses do comitê municipal do partido. Já Fernando Haddad (PT) supera o adversário tucano, arrecadando nada menos que R$ 1.469.566,17 em um mês de campanha. Um dos principais financiadores da candidatura de Haddad é a construtora OAS, que repassou R$ 750.000 à campanha do petista.
A empreiteira, uma das maiores do país, também aparece repassando R$ 500.000 à direção estadual do PT. Curiosamente, a construtora parece ter predileção pelas candidaturas petistas, contribuindo também com R$ 500.000 ao candidato do partido em Recife, Humberto Costa, e o mesmo valor para o candidato em Salvador, Nelson Pellegrino.
Outra grande doadora de Haddad é a Carioca Engenharia, empresa que atua em obras de urbanização como pavimentação de ruas e estradas, doando R$ 200.000 à campanha do PT. Mesmo valor que repassam o Banco Safra e o Safra Leasing, cada um, ao diretório municipal do partido, totalizando R$ 500.000.
Outros doadores que aparecem doando grandes somas ao PT são: Emparsanco (que se define como uma “construtora especializada na realização de obras municipais, estaduais e federais de grande porte”) com R$ 400.000, Galvão Engenharia (envolvida recentemente em denúncias de superfaturamento nas obras do aeroporto de Congonhas, junto com outras empreiteiras), que doou R$ 300.000 e a Enfil Controle Ambiental, com R$ 66 mil.
PSTU não aceita dinheiro de empresas
Não é à toa que as grandes empreiteiras figuram entre as maiores doadoras das campanhas eleitorais. Mais do que uma ajuda a determinado candidato por afinidades ideológicas, as doações são verdadeiros investimentos que, uma vez terminada as eleições, devem garantir retorno financeiro às empresas. E isso se dá através de licitações e contratos públicos milionários, além de ser fonte de corrupção. Como diz o ditado, quem paga a banda escolhe a música. Os candidatos eleitos com financiamento das empresas, vai governar de acordo com seus interesses.
Não é à toa que as grandes empreiteiras figuram entre as maiores doadoras das campanhas eleitorais. Mais do que uma ajuda a determinado candidato por afinidades ideológicas, as doações são verdadeiros investimentos que, uma vez terminada as eleições, devem garantir retorno financeiro às empresas. E isso se dá através de licitações e contratos públicos milionários, além de ser fonte de corrupção. Como diz o ditado, quem paga a banda escolhe a música. Os candidatos eleitos com financiamento das empresas, vai governar de acordo com seus interesses.
O PSTU não aceita recursos de bancos e empresas. A modesta campanha do partido é garantida integralmente com doações dos ativistas, trabalhadores e estudantes que apoiam as candidaturas socialistas. “É isso que nos garante total independência para defender propostas como a estatização do transporte público, o fim das privatizações e terceirizações, uma saúde e educação públicas de qualidade, enfrentando o lucro das grandes empresas para construir uma São Paulo dos trabalhadores”, afirma Ana Luiza, candidatura do PSTU à prefeitura de São Paulo
Fonte: www.pstu.org.br.
Declaração do PSTU acerca do apoio de Marina Silva à Candidatura de Edmilson Rodrigues .
Hoje, dia 27/08, a ex-ministra do meio-ambiente e ex-candidata à presidência da república pelo PV, Marina Silva, estará em Belém para participar de um congresso e possivelmente declarará apoio à candidatura de Edmilson Rodrigues (PSOL), que concorre à prefeitura de Belém, na frente “Belém nas mãos do povo” composta pelo PSTU, PSOL e PCdoB.
Marina é vista como uma defensora do meio ambiente por sua história junto aos movimentos populares, mas hoje não expressa mais os interesses da classe a qual pertenceu. Quando era ministra do governo federal se consumaram alguns dos maiores ataques da história brasileira ao meio ambiente. Enquanto os movimentos sociais apoiavam o D. Luiz Cappio, durante sua greve de fome contra as obras de transposição do rio S. Francisco, Marina Silva apoiou a transposição, dizendo que era "uma decisão absolutamente técnica". Também foi no seu mandato que se deu a liberação dos transgênicos e a licença para a construção da Usina de Belo Monte.
Concordamos com o companheiro Osmarino Amâncio, líder histórico dos seringueiros da Amazônia, quando ele fala: "A ministra Marina Silva garantiu a parte jurídica para a destruição da Amazônia. Ela aceitou o transgênico, que é totalmente inaceitável na Europa. Ela ajudou a implantação do Projeto Gestão de Florestas Públicas (dispõe sobre a concessão e gestão de florestas públicas para produção sustentável) que, na verdade, trata-se da mercantilização da Amazônia. Ela dá por 40 anos, prorrogáveis por mais 30, portanto, um total de 70 anos, de concessão às multinacionais e ao agronegócio para que explorem a Amazônia. A ex-ministra Marina Silva privatizou 5% de rios, lagos e mares para o agronegócio. Ela criou o selo FSC (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal – a certificação é um processo voluntário em que é realizada uma avaliação de um empreendimento florestal, por uma organização independente, a certificadora, e verificado os cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais), atendendo a interesses de várias organizações não-governamentais (ong’s), mas tudo isso não passa de “lavagem” (tornar legal) de madeira retirada ilegalmente. Ela nunca discutiu nada disso com os povos da Amazônia. A Marina Silva tem uma história muito bonita como seringueira, como militante social e como senadora, mas como ministra foi uma verdadeira decepção. Ela diz que a história irá mostrar… a história não irá mostrar: já está mostrando!"(entrevista de Osmarino no Jornal do Sindicato dos Químicos Unificado de SP)
Quando foi candidata à presidente da república, em 2010, seu vice foi o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, aliado muito diferente daqueles de outros momentos, tais como Chico Mendes e o inúmeros trabalhadores rurais que se enfrentaram com o poder dos grandes capitalistas extrativistas. Infelizmente, Marina tem demonstrado mais compromisso com os grandes empresários do que com o meio-ambiente
É preciso que o espaço e a confiança que a classe deposita na frente “Belém nas mãos do povo” seja concretizada em um programa que defenda o meio-ambiente, que se posicione contra o código florestal, aprovado recentemente pelo governo Dilma e, principalmente, que rompa com a burguesia e seus interesses.
É por isso que nós do PSTU, como parte da coligação, não apoiamos Marina e não aceitamos incorporá-la na frente eleitoral de Belém. Defendemos que a aliança seja com a classe trabalhadora e com o povo pobre de nossa cidade, sem a influência da burguesia e de sua “sombra”
Estamos ao lado dos trabalhadores rurais, dos movimentos que resistem à implantação de Belo Monte, entre eles, o movimento Xingú Vivo, somos contrários à criminalização dos que lutam pela terra e pelo meio-ambiente. O apoio desses lutadores, comprometidos com a classe, é muito mais importante e valioso que o apoio de Marina Silva. É o apoio deles que a frente deve buscar, é para eles que a frente deve governar!
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Belém, 27 de agosto de 2012.
CASO CAPAF: SINDICATO QUER DAR TIRO NO ESCURO!
Mais uma vez o sindicato dos bancários do Pará reconhece, em nota
publicada em seu sitio, que no caso CAPAF, não estar totalmente esclarecido
sobre o projeto da reestruturação da CAPAF, feita pela direção do Banco e que
estar tentando empurrar pela goela abaixo aos participantes, no caso os do BD.
Vejam a contradição da direção do SEEB-PA.
l) Em seu sitio no dia 23/08, o SEEB-PA publicou a seguinte nota:
Sindicato orienta adesão aos novos planos da CAPAF
“Para o Sindicato o mais importante nesse momento é garantir o saldamento da CAPAF, para que esta permaneça viva e seja uma alternativa de previdência complementar para os antigos, para os atuais e para os novos e futuros empregados do Banco da Amazônia. No processo de pré-adesão foram 62% dos participantes da CAPAF que optaram pelos novos planos de benefícios, e estamos orientando pelas adesões por entender que esta é a melhor solução possível para a manutenção da CAPAF”, afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.
Após alguns dias, 27/08, na mesa de negociação
entre as entidades com a direção do Banco, sai a seguinte nota:
Entidades entregam minuta ao Banco da Amazônia
Seg, 27 de Agosto de
2012 16:53
CAPAF
Outro questionamento feito foi sobre a situação da CAPAF. As entidades querem que o banco esclareça todo o processo em andamento e sobre as principais dúvidas suscitadas pelos participantes em relação aos novos planos da CAPAF para que todos possam fazer suas adesões de forma consciente.
Outro questionamento feito foi sobre a situação da CAPAF. As entidades querem que o banco esclareça todo o processo em andamento e sobre as principais dúvidas suscitadas pelos participantes em relação aos novos planos da CAPAF para que todos possam fazer suas adesões de forma consciente.
Na verdade, o que o
SEEB-PA reafirma com esta contradição é que a sua diretoria, além de
desconhecer o teor do projeto, não está
ao lado do trabalhador, pois o papel de cada entidade sindical, antes de tomar
qualquer posição para a classe trabalhadora, deverá ter a clareza do que está
orientando à aprovação. O que não parece no caso da CAPAF, ou seja, está dando
um tiro no escuro a favor da direção do Banco da Amazônia.
Nota sobre a Refundação Comunista sobre as eleições em Ananindeua.
Nas eleições em Ananindeua, apoio
as candidaturas de Luta!
A profunda e prolongada crise mundial
do capitalismo, combinada à recuperação do ciclo conjuntural recessivo aqui
aberto em setembro de 2008, conformam, em última instância, o pano de fundo da situação
política nacional e as movimentações das classes sociais e dos partidos nas
eleições municipais de 2012.
.Nessa disputa, especialmente quando o movimento de
massas está retomando as mobilizações sociais contra o governo social-liberal
de Dilma, a exemplo da bem sucedida greve dos servidores públicos federais ora
em curso, os governos sociais-liberais do PT jogam papel chave, pois desde seu
início, em 2003, quando reuniam as melhores condições para inaugurar um
processo de mudanças profundas em benefício do povo, preferiram adaptar-se a
interesses do capital financeiro internalizado, dos monopólios locais e do
latifúndio capitalizado, aos quais vem garantindo fabulosos lucros e acenando
com espaço vital na arena internacional. Basta ver o processo crescente de
entrega ao grande Capital da infraestrutura de transportes do Pais, incluindo
os Aeroportos, Rodovias, Ferrovias e Portos, bem como o religioso pagamento da
dívida interna aos banqueiros internacionais, com a manutenção do superávit
primário.
Em Ananindeua, as forças
populares ainda não conseguiram a necessária unidade de ação e de propósitos
que fizessem com que o patamar das lutas contra os sucessivos governos que por
aqui passaram desde 1997, com suas políticas e práticas contrárias aos interesses
e anseios populares, pudessem dar um salto de qualidade e contribuíssem para um
real crescimento do protagonismo democrático-popular no terceiro colégio
eleitoral da Amazônia.
No campo
da disputa municipal, o setor oposicionista de esquerda não conseguiu a
organização de uma aliança popular, queincluísse os setores inconformados com
os rumos da política nacional, abarcando desde agrupamentos e partidos de
vários matizes, a indivíduos e organizações revolucionários. Mesmo assim,
entendemos que a candidatura de EDIVALDO
ANDRADE – PSOL50,
colocada para a disputa da Prefeitura Municipalé a que melhor representa os
anseios democráticos-populares e rompe com a fragmentação política e orgânica
que caracterizaram disputas anteriores,tornando-se uma candidatura que pode
abarcar amplos segmentos sociais eampliar sua densidade eleitoral.
Nesse
quadro, a Refundação Comunista aponta para:
1)
Centrar o ataque e vencer, ao mesmo tempo, a oposição de direita ao atual
Prefeito ( representada pela candidatura do PSDB), e a candidatura do PMDB, que se saírem
vitoriosos pode significar retrocesso grave as lutas sociais
e os interesses do povo ananin;
2)
Apresentar elementos básicos para um programa de governo democrático-popular,
que sintetize os principais anseios dos trabalhadores e das classes popularesem
Ananindeua, e que possam servir como fator de unidade acima dos caminhos e
opções imediatos;
3) Buscar
a eleição de parlamentares comprometidos com idéias socialistas, com o combate
à reação política, com as lutas do proletariado, com a independência em relação
a quaisquer governos e com a construção de instrumentos políticos e
institucionais para fortalecer a unidade popular em todos os níveis e momentos.
Considerando
os vários postulantes de esquerda e, nesse conjunto, o candidato cujo perfil e
inserção reúne as melhores condições para combater os inimigos principais e
favorecer a orientação acima delineada, a Refundação Comunista no Pará apóia o
nome do companheiroBETO
ANDRADE – PSOL 50123 para a
disputa da Câmara Municipal de Ananindeua em 2012.
Entendemos
que a candidatura de Beto Andradeestá colocadaà esquerda no espectro político
ananin, comprometida com as lutas populares e abertas ao diálogo com amplos
setores sociais. Candidatura comprometida com a construção do socialismo, mas
sem caráter meramente propagandista ou estreiteza política.
Por essas
razões, a Refundação Comunista orienta seus militantes a batalharem pela
eleição de EDIVALDO
ANDRADE – PSOL 50,
Prefeito e BETO
ANDRADE PSOL -50123,
Vereador, em Ananindeua. Convida seus amigos e simpatizantes a cerrarem
fileiras em torno dessas candidaturas e iniciar o processo de discussão sobre a
constituição de uma frente política de caráter permanente e conteúdo
anti-imperialista, anti-monopolista e anti-latifundiário, capaz de aglutinar
amplos setores da esquerda e reencantar as multidões, hoje desiludidas com o
processo político no país.
Ananindeua,
10 de agosto de 2012.
O Comitê Estadual da Refundação Comunista- Pará.
acabado em Mahagonny. Não,
responderam os homens de
Mahagonny!"
(MahagonnySongspiel, de Brecht e Weil)
Eleições 2012: Doações chegam a R$ 466 milhões!
Sem vínculo A eleição de 2012 arrecadou até agora em todo o país R$ 466 milhões. Do total doado, R$ 53 milhões foram para as direções nacionais, estaduais e municipais dos partidos. São as chamadas doações ocultas, em que a verba é destinada à sigla, que transfere o dinheiro aos candidatos.
No topo O grosso do dinheiro destinado às cúpulas nacionais dos partidos partiu das empreiteiras. De R$ 6,5 milhões recebidos pelo PMDB, R$ 4,5 milhões vieram das construtoras. Dos R$ 3,2 milhões obtidos pelo PT nacional, R$ 2 milhões vieram das empresas do setor.
Investimento Uma das maiores doações individuais até agora no país foi a do candidato Ivan Rodrigues. Ele doou R$ 500 mil para a própria campanha a prefeito pelo PSD em São José dos Pinhais, no Paraná.
Opinião do administrador do blog:
"Na minha opinião, a defesa do financiamento público de campanha é a forma mais plausível no contexto
de uma estrutura democrática. Não podemos aceitar que o grande capital esteja comandando todas as
campanhas eleitorais, como essa, onde milhões de reais são de empreiteiras, com o intuito de no futuro
cobrar a fatura de seus eleitos. Vide os banqueiros, que na campanha de Lula e Dilma jogou milhões e
durante esse período ganharam bilhões de reais as custas do povo".
25 agosto 2012
Eleições em Belém: Edmilson lidera em duas pesquisa para prefeito.
Edmilson Rodrigues lidera com 30% das intenções de votos
Na primeira rodada de pesquisa encomendada pelo Jornal O Liberal ao instituto Vox Populi, o candidato Edmilson Rodrigues lidera a corrida pela Prefeitura de Belém, seguido pelo candidato tucano, Zenaldo Coutinho.
Na pesquisa espontânea - quando não são apresentados os nomes dos candidatos -, os entrevistados responderam a seguinte pergunta: ‘Se a eleição para prefeito de Belém fosse hoje, em quem você votaria?’. O candidato do PSOL Edmilson Rodrigues recebeu 30% das intenções de voto. Zenaldo Coutinho aparece com 10% das menções dos eleitores de Belém. Em seguida vêm José Priante (7%), Arnaldo Jordy (4%), Anivaldo Vale (2%), Jefferson Lima (2%) e Alfredo (1%). Os outros candidatos não somaram 1% das menções.
Votos brancos/nulos somaram 7% das intenções e 37% dos entrevistados não sabem ou não responderam à pergunta.
Estimulada - Na pesquisa de intenções de voto estimulada, os pesquisadores apresentaram os nomes dos candidatos à Prefeitura de Belém e fizeram a seguinte pergunta: ‘Se a eleição para prefeito de Belém fosse hoje, em qual destes candidatos você votaria?’
Edmilson Rodrigues mantém a liderança, com 37% das menções. Zenaldo Coutinho (PSDB) aparece com 15%; José Priante (PMDB) soma 11% das intenções; Arnaldo Jordy (PPS) tem 5% das menções; Jefferson Lima (PP) aparece com 4%; seguido de Anivaldo Vale (PR) com 2%; e Alfredo (PT), também com 2%. Leny Campelo (PPL) não somou 1% das menções dos eleitores. Marcos Rego (PRTB) e Sérgio Pimentel (PSL) não foram citados pelos entrevistados.
Votos brancos/nulos somam 7% das respostas e 17% dos entrevistados afirmaram que não sabem ou não responderam à pesquisa.
Outros dados da pesquisa você confere na edição deste domingo (26) de ‘O Liberal’.
Amostra - O instituto Vox Populi entrevistou 800 eleitores em Belém, entre os dias 22 e 23 de agosto de 2012. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PA-00046/2012.
PESQUISA BILHETIM, do Edir Veiga
Na pesquisa espontânea - quando não são apresentados os nomes dos candidatos -, os entrevistados responderam a seguinte pergunta: ‘Se a eleição para prefeito de Belém fosse hoje, em quem você votaria?’. O candidato do PSOL Edmilson Rodrigues recebeu 30% das intenções de voto. Zenaldo Coutinho aparece com 10% das menções dos eleitores de Belém. Em seguida vêm José Priante (7%), Arnaldo Jordy (4%), Anivaldo Vale (2%), Jefferson Lima (2%) e Alfredo (1%). Os outros candidatos não somaram 1% das menções.
Votos brancos/nulos somaram 7% das intenções e 37% dos entrevistados não sabem ou não responderam à pergunta.
Estimulada - Na pesquisa de intenções de voto estimulada, os pesquisadores apresentaram os nomes dos candidatos à Prefeitura de Belém e fizeram a seguinte pergunta: ‘Se a eleição para prefeito de Belém fosse hoje, em qual destes candidatos você votaria?’
Edmilson Rodrigues mantém a liderança, com 37% das menções. Zenaldo Coutinho (PSDB) aparece com 15%; José Priante (PMDB) soma 11% das intenções; Arnaldo Jordy (PPS) tem 5% das menções; Jefferson Lima (PP) aparece com 4%; seguido de Anivaldo Vale (PR) com 2%; e Alfredo (PT), também com 2%. Leny Campelo (PPL) não somou 1% das menções dos eleitores. Marcos Rego (PRTB) e Sérgio Pimentel (PSL) não foram citados pelos entrevistados.
Votos brancos/nulos somam 7% das respostas e 17% dos entrevistados afirmaram que não sabem ou não responderam à pesquisa.
Outros dados da pesquisa você confere na edição deste domingo (26) de ‘O Liberal’.
Amostra - O instituto Vox Populi entrevistou 800 eleitores em Belém, entre os dias 22 e 23 de agosto de 2012. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PA-00046/2012.
PESQUISA BILHETIM, do Edir Veiga
4-Se as eleições para prefeito de Belém fossem hoje, em quem você votaria? Espontâneo
A.Jordy (PPS): 7.8%
Alfredo (PT): 1.3%
Anivaldo Vale (PR): 1.3%
Edmilson(PSOL): 31.3%
Jefferson Lima (PP): 1.8%
Priante (PMDB): 9.7%
Sérgio Pimentel (PSL): 0.2%
Zenaldo (PSDB): 8.0%
Branco/Nulo: 3.7%
Não sabe/Não opinou: 34.8%
5-Se as eleições para prefeito de Belém fossem hoje, em quem você votaria? Estimulado.
A.Jordy (PPS): 11.0%
Alfredo (PT): 2.2%
Anivaldo Vale (PR): 1.8%
Edmilson(PSOL): 33.5%
Jefferson Lima (PP): 7.0%
Leny Campelo (PPL): 0.2%
Marcos Rego (PRTB): 0.2%
Priante (PMDB): 18.3%
Sérgio Pimentel (PSL): 0.2%
Zenaldo (PSDB): 11.3%
Branco/Nulo: 4.0%
Não sabe/Não opinou: 10.3%
23 agosto 2012
BASA: Caso CAPAF vai ser levado ao Congresso Nacional.
O relançamento dos planos saldados, como salvação da Capaf,
mais uma vez está provocando polêmica e indignação.
A coisa funciona mais ou menos assim: o Banco da Amazônia
A coisa funciona mais ou menos assim: o Banco da Amazônia
não deseja debate e sim aprovação daopção oferecida em forma
de prato feito e acena com uma pérola do "despotismo iluminado":
ou o prato feito ou a liquidação da Capaf, na base do "Aprés moi,
le deluge" (depois de mim, o dilúvio).A Associação dos Empregados
do Banco da Amazônia (Aeba) a Associação dos Aposentados do
Banco da Amazônia (Aaba) estão denunciando ao Ministério Público
a prática de assédio moral de parte do Basa e da Capaf e vão levar
essa denúncia ao Congresso Nacional, através dos senadores
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e José Pimentel (PT-CE), este, por sinal,
ex-ministro da Previdência Social, ao qual se subordina a
Superintendência da Previdencia Complementyar (Previc).
le deluge" (depois de mim, o dilúvio).A Associação dos Empregados
do Banco da Amazônia (Aeba) a Associação dos Aposentados do
Banco da Amazônia (Aaba) estão denunciando ao Ministério Público
a prática de assédio moral de parte do Basa e da Capaf e vão levar
essa denúncia ao Congresso Nacional, através dos senadores
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e José Pimentel (PT-CE), este, por sinal,
ex-ministro da Previdência Social, ao qual se subordina a
Superintendência da Previdencia Complementyar (Previc).
Dilma lança megapacote de privatizações.
PSDB parabeniza o governo, enquanto Eike Batista comemora o "kit felicidade”
• Reunidos com empresários e políticos, a presidente Dilma Rousseff anunciou, no último dia 15, um plano de privatizações no qual repassará ao setor privado concessões para a exploração de rodovias e ferrovias. Com o chamado Programa de Investimento em Logística, o governo espera viabilizar investimentos de R$ 133 bilhões ao longo dos próximos 30 anos.
Entre os objetivos dos programas anunciados se incluem a construção de 7.500 quilômetros de rodovias e 10 mil de ferrovias. Elas seriam construídas por meio das Parcerias Público-Privadas (PPP’s) e administradas pelo capital privado. Para quem não se lembra, as PPP’s são uma modalidade na qual os investidores entram com parte do capital para a expansão dos projetos, tem a administração dos mesmos cobrando tarifas (pedágios, taxas etc.), e ainda a salvaguarda do Estado para eventuais perdas e prejuízos. A modalidade virou coqueluche do governo Lula e até do PSDB em São Paulo, como é o caso da linha amarela do metrô.
No caso das rodovias, as empresas privadas só poderão cobrar pedágio após a construção de pelo menos 10% de cada trecho contratado, ou seja, o pedágio será cobrado mesmo que ainda falte 90% das obras. Segundo o governo, o monopólio sobre os 10 mil de quilômetros de ferrovias ficaria aberto a todos os interessados no transporte de cargas. Apenas 28 mil quilômetros de ferrovias restaram após a “privataria tucana”. Em todas elas vigora o monopólio das empresas concessionárias.
O governo diz que deseja mudar essa situação, porém, não explicou como irá mudar as antigas regras de concessões. Por outro lado, já existe uma gritaria por parte dos empresários, preocupados com a “instabilidade” gerada pelas “quebras de contrato”. O fato é que há todo um setor da burguesia interessado em mudar as regras, pois a exclusividade do uso das ferrovias por um punhado de empresas privadas se tornou um obstáculo para os lucros do agronegócio e do setor minerário, os maiores beneficiados pelo pacote de Dilma, além do setor da construção civil.
Também há dúvidas sobre a existência de capital disponível no país e no exterior para bancar as PPP’s, sobretudo, devido ao cenário de crise mundial. Segundo o jornal Valor Econômico, que comparou o pacote de Dilma a outros projetos de privatização, a taxa de lucro no investimento proporcionada pelo pacote é a menor da história, na casa de 6%. O governo, por sua vez, responde que não faltará dinheiro ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e que não descarta aportes do Tesouro Nacional.
O modo petista de privatizar
Logo após o anúncio, muitos empresários comemoraram a decisão do governo. “É um kit felicidade pro Brasil”, exaltou um efusivo Eike Batista. Até a oposição comemorou: “Lamentamos o atraso dessas iniciativas (...) Porém, reconhecemos que esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país", parabenizou em nota o PSDB. Já a grande imprensa e os jornalões destacavam com alegria “as privatizações de Dilma”.
Durante o lançamento, porém, Dilma tentou explicar que as medidas não poderiam ser comparadas a privatização. "Não estamos nos desfazendo de patrimônio público para acumular caixa. Estamos fazendo parceria com o setor privado para beneficiar a população, para saldar uma dívida de décadas e um atraso nos investimentos ", disse.
Naturalmente, seria ingenuidade esperar que o governo petista reconhecesse o caráter privatista das medidas anunciadas nesta quarta-feira. Afinal, as duas últimas eleições presidências foram ganhas pelo PT a partir da denúncia das privatizações realizadas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). A campanha de Dilma foi emblemática deste discurso.
Dizer que foram “concessões” ao capital privado não passa de uma ladainha para tentar aclamar os ânimos da base petistas. Na prática, Dilma utiliza os mesmos argumentos desfilados pelo governo FHC para privatizar as estatais. Ou seja, de que o setor público seria sinônimo de ineficiência e incompetência, ao contrário da iniciativa privada. Mais ainda: realiza as PPP’s para sim fazer caixa, retirando uma boa parte do dinheiro público do orçamento destinados aos investimentos de infraestrutura para o pagamento dos juros da dívida pública. De acordo com as contas da Auditoria Cidadã da Dívida, em 2012, até o dia 2 de agosto, a dívida consumiu R$ 566 bilhões, ou seja, 52% do gasto federal.
E foi para pagar a dívida que o governo quase não investiu em rodovias. Dos R$ 13,661 bilhões autorizados para investimento em rodovias, em 2012, apenas R$ 2,543 bilhões (18,6%) foram gastos até maio. A situação é ainda mais crítica quando se verifica que apenas 7% desse desembolso (R$ 197,4 milhões) diz respeito a despesas do orçamento deste ano. No setor ferroviário a mesma coisa. Dos R$ 2,77 bilhões para injetar na infraestrutura dos trilhos, apenas 8% (R$ 239,7 milhões) do valor foi usado.
Assim como no caso da privatização dos aeroportos brasileiros, não restam dúvidas de que a as “concessões” de Dilma não passam da velha e conhecida “privataria”.
• Reunidos com empresários e políticos, a presidente Dilma Rousseff anunciou, no último dia 15, um plano de privatizações no qual repassará ao setor privado concessões para a exploração de rodovias e ferrovias. Com o chamado Programa de Investimento em Logística, o governo espera viabilizar investimentos de R$ 133 bilhões ao longo dos próximos 30 anos.
Entre os objetivos dos programas anunciados se incluem a construção de 7.500 quilômetros de rodovias e 10 mil de ferrovias. Elas seriam construídas por meio das Parcerias Público-Privadas (PPP’s) e administradas pelo capital privado. Para quem não se lembra, as PPP’s são uma modalidade na qual os investidores entram com parte do capital para a expansão dos projetos, tem a administração dos mesmos cobrando tarifas (pedágios, taxas etc.), e ainda a salvaguarda do Estado para eventuais perdas e prejuízos. A modalidade virou coqueluche do governo Lula e até do PSDB em São Paulo, como é o caso da linha amarela do metrô.
No caso das rodovias, as empresas privadas só poderão cobrar pedágio após a construção de pelo menos 10% de cada trecho contratado, ou seja, o pedágio será cobrado mesmo que ainda falte 90% das obras. Segundo o governo, o monopólio sobre os 10 mil de quilômetros de ferrovias ficaria aberto a todos os interessados no transporte de cargas. Apenas 28 mil quilômetros de ferrovias restaram após a “privataria tucana”. Em todas elas vigora o monopólio das empresas concessionárias.
O governo diz que deseja mudar essa situação, porém, não explicou como irá mudar as antigas regras de concessões. Por outro lado, já existe uma gritaria por parte dos empresários, preocupados com a “instabilidade” gerada pelas “quebras de contrato”. O fato é que há todo um setor da burguesia interessado em mudar as regras, pois a exclusividade do uso das ferrovias por um punhado de empresas privadas se tornou um obstáculo para os lucros do agronegócio e do setor minerário, os maiores beneficiados pelo pacote de Dilma, além do setor da construção civil.
Também há dúvidas sobre a existência de capital disponível no país e no exterior para bancar as PPP’s, sobretudo, devido ao cenário de crise mundial. Segundo o jornal Valor Econômico, que comparou o pacote de Dilma a outros projetos de privatização, a taxa de lucro no investimento proporcionada pelo pacote é a menor da história, na casa de 6%. O governo, por sua vez, responde que não faltará dinheiro ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e que não descarta aportes do Tesouro Nacional.
O modo petista de privatizar
Logo após o anúncio, muitos empresários comemoraram a decisão do governo. “É um kit felicidade pro Brasil”, exaltou um efusivo Eike Batista. Até a oposição comemorou: “Lamentamos o atraso dessas iniciativas (...) Porém, reconhecemos que esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país", parabenizou em nota o PSDB. Já a grande imprensa e os jornalões destacavam com alegria “as privatizações de Dilma”.
Durante o lançamento, porém, Dilma tentou explicar que as medidas não poderiam ser comparadas a privatização. "Não estamos nos desfazendo de patrimônio público para acumular caixa. Estamos fazendo parceria com o setor privado para beneficiar a população, para saldar uma dívida de décadas e um atraso nos investimentos ", disse.
Naturalmente, seria ingenuidade esperar que o governo petista reconhecesse o caráter privatista das medidas anunciadas nesta quarta-feira. Afinal, as duas últimas eleições presidências foram ganhas pelo PT a partir da denúncia das privatizações realizadas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). A campanha de Dilma foi emblemática deste discurso.
Dizer que foram “concessões” ao capital privado não passa de uma ladainha para tentar aclamar os ânimos da base petistas. Na prática, Dilma utiliza os mesmos argumentos desfilados pelo governo FHC para privatizar as estatais. Ou seja, de que o setor público seria sinônimo de ineficiência e incompetência, ao contrário da iniciativa privada. Mais ainda: realiza as PPP’s para sim fazer caixa, retirando uma boa parte do dinheiro público do orçamento destinados aos investimentos de infraestrutura para o pagamento dos juros da dívida pública. De acordo com as contas da Auditoria Cidadã da Dívida, em 2012, até o dia 2 de agosto, a dívida consumiu R$ 566 bilhões, ou seja, 52% do gasto federal.
E foi para pagar a dívida que o governo quase não investiu em rodovias. Dos R$ 13,661 bilhões autorizados para investimento em rodovias, em 2012, apenas R$ 2,543 bilhões (18,6%) foram gastos até maio. A situação é ainda mais crítica quando se verifica que apenas 7% desse desembolso (R$ 197,4 milhões) diz respeito a despesas do orçamento deste ano. No setor ferroviário a mesma coisa. Dos R$ 2,77 bilhões para injetar na infraestrutura dos trilhos, apenas 8% (R$ 239,7 milhões) do valor foi usado.
Assim como no caso da privatização dos aeroportos brasileiros, não restam dúvidas de que a as “concessões” de Dilma não passam da velha e conhecida “privataria”.
21 agosto 2012
ASSEMBLEIA DOS TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS ACATA PROPOSTA DO GOVERNO E DECIDE PELA SAÍDA UNIFICADA DA GREVE!
A assembleia geral dos ténicos-administrativos
Trabalhadores técnicos-administrativos decidem pela saída unificada da greve
Entendemos que a proposta, de 15,8% parcelados em três anos, não atende aos anseios da categoria e não cobre plenamente todas as perdas salariais dos trabalhadores. Na verdade não temos o que comemorar em relação à proposta porque sabemos que o Governo poderia conceder mais, se valorizasse a educação do povo.
Entretanto conquistamos o direito ao percentual de incentivo à qualificação até o doutorado, para todas as classes. Além de agora podermos acumular cursos de carga horária mínima de 20 horas que, somados, poderão atingir a carga horária para progressão entre os níveis de capacitação.
Há seis anos que não havia avanço no ponto do step e este ano conseguimos avançar dois pontos, em três anos. Após a implementação do Plano de Carreiras e Cargos dos Técnicos-Administrativos da Educação (PCCTAE), historicamente nunca conseguimos um acordo para nossa categoria que contemple efetivamente todas as classes. Quem acompanhou a história da implementação do PCCTAE consegue compreender que o aumento do step e a valorização por aperfeiçoamento e cursos de capacitação tem significado importante para a categoria, representando, de alguma forma, uma vitória, e a convicção de que saímos fortalecidos da greve.
Derrota do Governo Dilma - A greve 2012 dos técnicos-administrativos impôs uma derrota política ao governo Dilma. Derrotamos a MP 568 preservando os percentuais de insalubridade e periculosidade vigentes. Construímos ações unificadas com os docentes, estudantes e trabalhadores de outras categorias do funcionalismo público. Radicalizamos quando necessário, fechamos a rodovia BR-316, bloqueamos reitorias, institutos e portões de acesso, paralisamos setores do hospital universitário Barros Barreto, e bloqueamos por um dia a entrada do MPOG, em Brasília, o que representa um marco no movimento dos trabalhadores.
A greve foi deflagrada com o governo dizendo que não negociava com grevistas. Em seguida, vieram ameaças de substituição de servidores federais por estaduais e municipais e o corte do ponto, com o objetivo de enfraquecer o movimento. Contudo, a força da nossa greve e das ações radicalizadas nas bases, que também conseguiram reunir parlamentares, 37 deputados e deputadas, de duas importantes comissões do congresso nacional, Educação e Trabalho, para pressionar o governo, em defesa dos técnicos administrativos da IFES, impôs ao governo a abertura de negociação. O Governo se viu obrigado a recuar, receber os trabalhadores e oferecer uma contraproposta, que está longe de nossas necessidades e não repõe o que perdemos com a velocidade dos índices inflacionários.
Os trabalhadores chegaram ao limite da greve, optando por melhor aceitar a proposta do Governo com pouca certeza, do que muitas dúvidas, caso rejeitassem o que o Governo ofereceu. Acatar a proposta do Governo, no entanto, não nos imobiliza. A luta continua pelas reivindicações que o Governo Dilma ficou devendo aos trabalhadores, como o reajuste do auxílio-alimentação, racionalização dos cargos e reposição dos aposentados.
19 agosto 2012
Sexta Socialista, na Taberna do PSTU, discute o caos da Saúde Pública no Brasil.
Fonte: blog do Cléber
“A
Saúde Pública no Brasil apresenta um dos principais desafios
enfrentados pela população em seu contidiano. Atuamente são investidos
apenas 3,4% do PIB nacioal em saúde para todo Brasil. A OMS prevê que um
investimento mínimo para atender a população em condições minimas
também, deveria ser de no mínimo 6% da arrecadação nacional. Enquanto
isso 50% do orçamento vai para o pagamento da divida externa e interna
do Brasil, e enriquece os cofres de banqueiros e empresários”
Na noite da ultima sexta-feira (17/08), o Partido Socialista dos
Trabalhadores Unificado realizou a 2ª Sexta Socialista da Taberna do
PSTU. A atividade deu continuidade a proposta apresentada na 1ª edição,
de construir um programa que o partido irá defender nestas eleições de
2012.
A sede do partido ficou pequena para os mais de 160 apoiadores da
campanha de Cleber Rabelo, candidato a vereador pelo PSTU. O tema
debatido nesta semana foi: “Saúde Pública no Belém está um caos! Que
fazer?” e foi apresentado pelo militante do PSTU, Raimundo Pinheiro. O
companheiro Rai, como é conhecido no movimento, é tecnico em radiologia,
servidor do HUJBB e coordenador geral do SINDITIFES e representou na
atividade, o candidato Cleber Rabelo, que precisou está ausente por
conta da reunião da coordenação nacional de campanha do PSTU.
Raimundo iniciou falando da luta histórica do movimento, que resultou na
criação do maior e mais completo sistema de saúde pública do mundo,
criado na década de 90. Contudo, apesar de todos os avanços ocorridos na
lei de criação desde sua publicação, o SUS ainda não consegiu ser na
prática um sistema de saúde eficaz, capaz de atender o princípio da
universalidade, da integralidada e da equidade como prevê.
“A
Saúde Pública no Brasil apresenta um dos principais desafios
enfrentados pela população em seu contidiano. Atuamente são investidos
apenas 3,4% do PIB nacioal em saúde para todo Brasil. A OMS prevê que um
investimento mínimo para atender a população em condições minimas
também, deveria ser de no mínimo 6% da arrecadação nacional. Enquanto
isso 50% do orçamento vai para o pagamento da divida externa e interna
do Brasil, e enriquece os cofres de banqueiros e empresários”
Raimundo denunciou que a falta de investimento no setor, acarreta
diversos problemas a população brasileira, que sofre dia-após-dia com a
falta de remédios, materiais físicos e estruturais além da falta de
profissionais. “Tais problemas acontecem, por que, não é prioridade
dos governos no investimento direto na saúde. Atualmente a principal
moda é privatização dos setores da saúde, passando os diversos
programas para as mãos da iniciativa privada, ou seja, dinheiro público
gasto em atividades de empresas particulares”
Outro problema denunciado pelo servidor tem haver com o corte no
orçamento da união de cerca de 50 bilhões de reais, e provoca arrocho
salarial nos trabalhores do setor. Provocando demissões, flexibilização
de regime de trabalho, ou seja, dimunuição dos direitos trabalhistas,
falta de recursos para compra de materiais e etc.
Para o PSTU, é necessário inverter essa lógica da alocação de recursos
no Brasil e investir diretamente na saúde, com a construção de postos de
atendimento, rede básica do sus, objetivando a prevenção de sinais e
sintomas. Outra proposta é que sejam investidos no mínimo 6% da
arrecadação nacional em saúde com pojeção de aumento anual até a
garantia da implantação universal do sistema unico. Abertura imediata de
concursos públicos para preenchimento de todos os postos de trabalho na
área da saúde.
Não a privatização de hospitais universitários, estatização de todo o
sistema de saúde e fim do sistema complementar, que garante o acesso da
iniciativa privada ao capital público financeiro brasileiro.
Na proxima semana será a vez do problema da moradia. O local e ainda
será informado pela coordenação da campanha, uma vez que os espaço da
sede do partido está ficando pequeno para o número de apoiadores que
estão participando e querendo discutir com o partido os problemas e
soluções da população.
Esta é a UNIMED Belém!
Unimed Belém nas barras da justiça
Avalanche de reclamações de consumidores, péssimo atendimento e falta de
leitos em UTIs, quartos e enfermarias levaram a promotora de justiça de Defesa
do Consumidor Joana das Chagas Coutinho a ajuizar Ação Civil Pública de
obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela contra a Unimed Belém,
no sentido de que seja proibida de comercializar novos contratos enquanto não
comprovar capacidade logística para a demanda total de pacientes. E que também a
Unimed suspenda toda e qualquer divulgação publicitária relativa a novos planos
de saúde em qualquer meio de comunicação enquanto o problema persistir, sob
pena de multa diária por descumprimento de R$10 mil.
A autorização da Agência Nacional de Saúde é o requisito sugerido na ACP
para que as publicações voltem a ser veiculadas. Dados da ANS mostram que nos
últimos 12 meses foram abertas 223 demandas envolvendo a Unimed Belém, entre
estas a lavra de 34 autos de infração e 15 penalizações com multa fixa. Só no Procon/PA
foram registrados 491 atendimentos contra a Unimed Belém e 92 não foram
resolvidos.
Durante o procedimento administrativo instaurado pelo MP foi constatado
que os doentes procuram as unidades de emergência e são encaminhados para tratamento
em hospitais. Mas sempre são surpreendidos com a informação de que ‘não há
leitos disponíveis’, e obrigados a aguardar na unidade emergencial por horas ou
até mesmo dias seguidos.
Em reunião no MPE, uma representante da Unimed Belém chegou a afirmar
que “no SUS também tem que esperar!”.
A promotora de justiça contrapôs que quando o usuário faz a opção por um plano
de saúde particular pretende e deve ser atendido imediatamente – já que paga
mensalmente o valor correspondente ao serviço necessário.
Em maio deste ano, o presidente da Unimed, César Neves, admitiu a
deficiência de leitos e disse que a Unimed Belém possui em torno de 1264
leitos, 340 mil clientes com contratos assinados e mais de 30 a 40 mil clientes
de outras operadoras da empresa de intercâmbio.
18 agosto 2012
O apartheid ainda não acabou na África do Sul.
Onde está a democracia racial e social quando polícias matam trabalhadores que estão a exercer o seu legítimo direito de fazer greve para reivindicar melhores salários? Toda a solidariedade aos grevistas da mina Marikana! Prisão e julgamento sumário dos assassinos e seus superiores!
Quem viu as imagens do massacre perpetrado no dia 15 de agosto pela polícia sul-africana contra mineiros em greve percebeu claramente a cor desses trabalhadores: eram todos negros. Não é coincidência: são os negros, a grande maioria da população, que compõem a classe trabalhadora na África do Sul, principalmente os setores mais explorados, como os que trabalham em minas.
A violência policial, por sua vez, demonstrou a forma como os trabalhadores negros são tratados. Apesar da grande vitória conquistada com o fim do apartheid, na década de 90 do século passado, esse de facto não acabou. A sociedade sul-africana é ainda profundamente racista e dividida entre brancos – a minoria privilegiada – e negros – a maioria explorada, com apenas uma minoria negra com acesso a melhores condições de vida. Dessa minoria faz parte a elite que está no poder.
A proprietária da mina é a Lonmin, uma multinacional inglesa e a terceira maior produtora de platina do mundo. Como quer manter o nível de exploração dos seus empregados, disse que a greve é ilegal e ameaçou com demissão os que não voltarem a trabalhar. Essa é a democracia dos patrões.
Mas com a determinação e a coragem tradicionais, os mineiros continuaram a luta, apesar da traição do Sindicato Nacional de Mineiros da África do Sul (NUM, em inglês), que, além de não organizar o movimento, ainda se presta a fazer o trabalho sujo de acusar os trabalhadores de impedirem os fura-greve de entrar na mina. Como se isso não fosse um direito dos grevistas!
Um mineiro disse aos jornalistas, numa entrevista reproduzida pelo jornal Público: “Somos explorados, nem o governo nem os sindicatos nos ajudam; as empresas mineiras fazem dinheiro à custa do nosso trabalho e não nos pagam quase nada”.
Por isso, é muito hipócrita da parte do presidente sul-africano, Jacob Zuma, dizer-se chocado com o que aconteceu. Ele não sabia da greve e da repressão que já começaram há vários dias? Ele não conhece os métodos violentos da polícia sul-africana, muito provavelmente estimulados por uma empresa inglesa herdeira do apartheid? O que Jacob Zuma tem de fazer é decretar a imediata prisão e julgamento dos culpados; abrir um inquérito para apurar todas as responsabilidades, inclusive da empresa mineradora, no massacre; indemnizar os trabalhadores reprimidos e feridos pela polícia e as famílias dos que morreram; tem de intervir também no conflito para obrigar a mineradora a atender às reivindicações dos mineiros.
Mas tem mais: se a situação na mina de Marikana chegou a este ponto é porque a Lonmin não está à altura da responsabilidade social que tem. A mineração é uma das atividades mais rentáveis e que mais emprega trabalhadores na África do Sul, e deve por isso pertencer ao Estado e não a uma multinacional que só quer obter altas taxas de lucros, mesmo que às custas da vida dos trabalhadores. Nacionalização de Marikana para que não haja mais vítimas a lamentar.
Mineiros de Marikana tombados na luta, presente!
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