05 outubro 2011

Greve se fortalece e bancários do Basa fazem ato público.


Diante do silêncio da direção do banco e do Governo Federal, que se recusam a negociar as cláusulas específicas e gerais com a categoria, a greve dos bancários do Banco da Amazônia (Basa) se intensificou nessa primeira semana de paralisação, seguindo a tendência do movimento nacional. 
Objetivo do ato é pressionar a direção do Basa a discutir as reivindicações específicas dos empregados. Políticos se uniram à luta dos bancários.
Ato público foi realizado em frente à matriz do Banco da Amazônia, em Belém (Foto: Ascom/AEBA)

Para se ter uma ideia, os advogados do banco também entraram na greve por melhores condições de trabalho e salários. De acordo com o site da Associação dos Empregados do Basa (AEBA), mais de 82% das agências já aderiram ao movimento em todo o Brasil. No Maranhão, 99% das unidades do banco estão fechadas.

CONFIRA A GALERIA DE FOTOS

Nesta segunda-feira (03/10), um ato público foi realizado em frente à matriz do Banco da Amazônia, em Belém, com o intuito de acentuar a discussão sobre as reivindicações específicas dos empregados do Basa, pois independentemente do reajuste nacional, as condições de salário e emprego só vão melhorar se houver avanço na pauta específica do banco. 

A senadora Marinor Brito e o deputado estadual Edmilson Rodrigues, ambos do PSOL, participaram da manifestação e confirmaram apoio à luta dos bancários do Basa. A senadora se comprometeu em intermediar uma reunião entre a AABA, a AEBA, o SEEB-MA, o SEEB-AM, a FEEBNN e o Ministério da Fazenda para que as negociações das cláusulas específicas possam avançar com o Banco da Amazônia. A data da reunião ainda não foi definida.

QUEREMOS AVANÇOS NAS CLÁUSULAS ESPECÍFICAS! 

Defendemos nessa campanha salarial: 

1. Novo PCS, já;
2. Isonomia de Piso Salarial com os demais bancos públicos federais. (R$ 1.600,00); 
3. Ponto Eletrônico; 
4. Reajuste no reembolso do Plano de Saúde;
5. Isenção de Tarifas para os Empregados;
6. Retorno do Programa de Educação Continuada; 
7. Isonomia de acesso do Quadro de Apoio a Funções Comissionadas;
8. Revisão do Novo Modelo de Negócios do Banco;
9. Revogação da NP 118; 
10. Revogação do Seguro Para os alto-executivos do Banco

04 outubro 2011

Correios em Greve: acordo mantém desconto dos dias parados.


Cerca de 2 mil trabalhadores rejeitaram o acordo; direção da Fentect orienta final da greve


 Agência Brasil
 
  Mobilização em frente ao prédio do TST nesse dia 4

• Cerca de dois mil trabalhadores dos Correios acompanharam, do lado de fora, a audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre o Comando de Greve e a direção da empresa. Caravanas de várias partes do país foram a Brasília protestar por reajuste e contra o corte dos dias parados realizados pelo governo. Os funcionários dos Correios completaram 21 dias de greve nesse dia 4 de outubro, demonstrando força e indignação com a forma truculenta com que o governo vem tratando o movimento.

Após quatro horas de negociação, a vice-presidente do TST, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi chegou a um acordo com a maioria do Comando (setor ligado à Fentect, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos). O acordo estabelece reajuste de 6,87% retroativo a agosto e aumento linear de R$ 80 a partir de outubro, mas mantém o desconto nos dias parados, um dos principais entraves nas negociações entre a direção da ECT e os trabalhadores.

Dias parados
Sobre um dos principais entraves na negociação entre trabalhadores e o governo, a direção da empresa, pelo acordo, terá que devolver os seis dias que já descontou nos contracheques, mas eles serão descontados novamente, desta vez parcelados em 12 vezes a partir de janeiro do ano que vem. Os outros 15 dias seriam compensados com trabalho extra nos finais de semana.

“Colocamos essa proposta em votação aqui e ela foi rejeitada por unanimidade pelos trabalhadores”, informou de Brasília Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, dirigente da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios, oposição à Fentect) ao Portal do PSTU. “Todos ficaram muito revoltados com a manutenção do desconto, ninguém aqui concorda com isso”, ressalta o dirigente.

Comunicado publicado pela Federação nesse dia 3 de outubro informava com destaque “Comando reafirma: não negociará desconto dos dias parados” . A direção da Fentect , porém, não só negociou, como aceitou o acordo e está orientando o final da greve. “Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho", justificou o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, o “Talebã”, ao Portal do G1.

Apesar do que vem sendo veiculado por parte da imprensa, a greve continua. Nesse dia 5 ocorrem assembleias nos estados que vão decidir os rumos do movimento.

Fonte: http://www.pstu.org.br/

03 outubro 2011

Movimentos Sociais - Greve dos bancários do BASA tem apoio renovado de Edmilson e Marinor .

 

Edmilson apoia bancários do BASA: "O caminho a ser seguido para essa vitória é o da luta"

O deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL) e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) participaram da manifestação dos bancários em frente à sede do Banco da Amazônia, na Avenida Presidente Vargas, centro de Belém, na manhã desta segunda-feira, 03. O ato foi promovido pela AEBA- Associaçao dos Empregados do BASA. A categoria exige a redução da jornada de trabalho sem a redução dos salários e o combate à precarização das condições laborais.
“A crise do sistema bancário é profunda. Os grandes banqueiros quebram os direitos dos trabalhadores para beneficiar somente os poderosos. Há uma política para favorecer banqueiros à custa da desgraça dos trabalhadores”, criticou Edmilson, durante o protesto. “É possível derrotar a sanha privatista. O caminho a ser seguido para essa vitória é o da luta”, concluiu o deputado.
Já Marinor, durante a manifestação, atacou o modelo de desenvolvimento que “privilegia o interesse do capital e não o do trabalhador”. Ela destacou a importância histórica do Basa para a Amazônia e para o povo paraense. “O Basa é uma referência histórica para a Amazônia. Ele não pode ter seus servidores maltratados, massacrados como vem ocorrendo historicamente”, defendeu.

fonte: blog do Edmilson

02 outubro 2011

PT: O grande partido social democrata brasileiro?






Leia também:
Prefácio de Valério Arcary ao livro "PT: de oposição à sustentação da ordem", de Cyro Garcia


O livro História do PT, de Lincoln Secco, é uma bem vinda contribuição não só para a historiografia contemporânea brasileira, mas para toda a reflexão política sobre o significado do mais importante partido brasileiro nas últimas três décadas.

Um bom historiador é como um cineasta, ele precisa contar uma história no seu desenvolvimento, não basta uma fotografia de um momento, mas é preciso ver os personagens e o cenário no seu dinamismo. Nisso Lincoln Secco se revela um excelente e ágil narrador, incorporando a um retrospecto minucioso de todos os encontros, congressos, eleições internas e participação nas eleições nacionais, uma série de depoimentos com grande riqueza e amplitude, construindo a história do partido num quadro mais geral da história do país. Um problema, entretanto, é o pouco peso dado ao desfecho. O segundo governo Lula é pouco analisado. E a interpretação teórica sobre o sentido histórico do PT também permanece, a meu ver, inconclusa.
Outra virtude do texto, além do estilo elegante, é sua concisão. Optar por uma obra sintética, entretanto, tem sempre o preço de ter de sacrificar o tratamento mais exaustivo. Mais à frente mencionarei as lacunas assim como alguns erros que considero ter o livro.

Seu maior mérito, contudo, é certamente sair de uma historiografia puramente descritiva e avançar considerações de análise teórica política e sociológica. Nesse sentido, há uma tese forte de fundo que consiste na afirmação de que o PT cumpriu no Brasil de forma concentrada todas as três fases que caracterizaram os partidos social-democratas na Europa: uma primeira apoiada nas lutas operárias, com forte conteúdo ideológico socialista e de oposição extra-parlamentar privilegiando a ação direta, especialmente a grevista. Essa fase foi da fundação em 1980 até 1989.
Uma segunda fase é a da consolidação como partido institucional, sendo a principal força de oposição dentro do parlamento e com grande peso de deputados e de profissionais políticos. Ela ocorre durante uma década de fraca mobilização social, durante os dois governos FHC, entre 1990 e 2002.

A terceira é da ascensão ao poder, indo de 2002 até hoje, com a descaracterização do ideário socialista fundador em prol de um pragmatismo que leva a alianças com velhos adversários e a adoção de métodos de corrupção, além de uma política eleitoralmente bem sucedida de assistência social junto com uma aliança estratégica com o setor financeiro e o agronegócio.

Secco identifica essa transformação até mesmo pela quantificação das referências ao socialismo nos documentos oficiais dos encontros petistas (que vão de 126 no I congresso em 1991 à apenas uma no IV Congresso de 2010). Muito mais importante do que os documentos, no entanto são os atos. E o livro não cede à tentação mais comum em muitos outros ensaios históricos sobre o PT que é uma tendência hagiográfica. Os atos da primeira fase são muito distintos dos da última e Secco não deixa de exercer o olhar crítico sobre as mudanças e metamorfoses petistas, mas a fase do PT no governo é menos analisada e a sua interpretação é mais hesitante.

Secco é taxativo ao afirmar que Lula “ficou tão aquém de suas tarefas históricas” (p.202), porque a “esquerda ganhou parte do poder, mas perdeu a hegemonia para os ideólogos dos mercados financeiros” (p.202) embora considere também ter havido “uma transferência de renda para os muito pobres através de programas sociais” (p.206).
Assim o lulismo é definido como uma “contraditória aliança de classes conquistada pelos valores da estabilidade social e monetária simultaneamente” (p.243). Essa aliança entre “agronegócio, rentistas, trabalhadores urbanos e rurais e os muito pobres (...) dependeu da arrecadação e da arbitragem da disputa pelo orçamento público” (p.244).

O que, entretanto, o historiador não responde é: quem mais ganhou nessa disputa? Se o PT é produto de uma “fase de mudança estrutural de um ciclo sistêmico de acumulação para outro numa etapa de esgotamento do modelo brasileiro de substituição de importações”, qual foi o seu papel real na articulação das formas de renda do capital e o Estado brasileiro na época do maior rentismo financeiro da história?
Embora bastante quantificador de dados, Secco não levou em conta os dados econômicos que mostram a magnitude da transferência de renda do Estado brasileiro para o setor financeiro na época dos governos do PT, maiores do que na época dos governos PSDB/PFL, para poder calcular o peso da balança nessa aliança abstrata entre setores contraditórios e quais os beneficiários dessa equação.

Parece haver uma hesitação do historiador em levar às suas últimas conseqüências os dados de sua própria análise. Daí uma aparente incerteza quanto à inclusão do PT na categoria de partido “social-democrata”: “o PT é diferente da social democracia clássica na origem e nos fins” (p.257). Mesmo que historicamente o PT não tivesse ingressado formalmente na social-democracia, chegando mesmo em sua formação inicial a repudiá-la, sua trajetória repete as fases históricas dos partidos socialistas europeus. Na fase final, o seu “aburguesamento inexorável” também pode ser identificado no PT. Mesmo que se destaque diferenças com a social-democracia européia, o PT também “se tornou finalmente um partido de governo e sobrepôs à sua identidade socialista e nacionalista uma tendência tecnocrata eivada dos vícios da política tradicional brasileira” (p.259). A ironia brasileira é que o grande partido social-democrata no país não foi o que levou essa sigla ao próprio nome (o PSDB), mas o PT, que continuou, no essencial, o mesmo programa econômico dos governos FHC, o que Secco reconhece, mesmo que de forma atenuada, ao escrever que “Lula não rompeu totalmente com a política econômica de FHC” (p.205). No Brasil, “as tarefas históricas da burguesia (reforma agrária, democracia, educação pública etc.) foram relegadas e caíram no colo do PT tornando-se exigências socialistas como bem notava Florestan Fernandes.” (p.260). A questão que Secco não conclui é que essas tarefas que “lhe caíram ao colo” não foram ainda cumpridas!

O mal chamado “aggiornamento” petista, ou nas palavras de Gramsci o seu “transformismo” foi consagrado com a Carta aos Brasileiros de junho de 2002. Neste processo de “transformismo” o PT aceitou como que um pacto fáustico e, em troca da chegada e manutenção do poder, vendeu a alma ao demônio do grande capital e das velhas oligarquias tradicionais. Processo idêntico, na sua essência, ao cumprido pelos partidos socialistas europeus desde o início do século XX (a política atual do PSOE na Espanha e do PASOK na Grécia, além da participação dos partidos das ex-ditaduras governantes no Egito e na Tunísia na social democracia internacional são a expressão mais atual desse fenômeno) que levaram, entretanto, muito mais tempo para essa evolução. A Carta aos Brasileiros foi assim mais uma Carta aos banqueiros assinalando a guinada histórica do PT. Um partido que nunca tivera o marxismo como teoria não precisou como a social-democracia alemã de um congresso de Bad Godsberg para renegá-lo.

Essa objetividade na análise, mas certa recusa em tirar as lições, parece contaminar o texto de Secco com uma condescendência com o PT que o leva a fazer afirmações categóricas como de que o escândalo do “mensalão” “não se tratou da corrupção tradicional da política brasileira, salvo casos isolados como um dirigente que recebeu um automóvel usado de um empresário” (p.227), ou de que no PT não houve enriquecimento pessoal de lideranças partidárias (p.106), ou ainda de que na eleição de 2002, 80,4% dos deputados petistas tinham baixo patrimônio (p.248). Fazer estas afirmações e ao mesmo tempo não mencionar casos como os de Antonio Palocci, de José Dirceu, de Luís Gushiken cujos patrimônios cresceram com “consultorias” empresariais é pouco rigoroso.

Mesmo identificando o declínio da militância do PT substituída por profissionais e a burocratização a serviço dos parlamentares e do governo, o autor parece continuar a ver um setor resistente no interior do partido ao seu próprio curso histórico como um puro wishful thinking: “no período em que a sombra da corrupção abateu-se sobre o partido muita gente resgatou a referência socialista” (p.250). Quem são esses socialistas resistentes não fica claro, pois mesmo quando no passado a esquerda do partido obteve maioria na comissão executiva quem continuou decidindo a linha foi Lula e os parlamentares e ocupantes de cargos executivos independentemente da direção partidária.

Essa pouca disposição em analisar mais a fundo o caráter social da burocratização e aburguesamento do PT não permite que Lincoln Secco dialogue com os críticos de esquerda do PT, tais como Francisco de Oliveira, que com a metáfora do Ornitorrinco analisa esse híbrido em que se constitui a formação social brasileira emblematizada pela aliança entre sindicalistas ocupantes de postos de gestão financeira de fundos de pensão e banqueiros, numa visão muito menos edulcorada do petismo do que Lincoln. A única referência a Francisco de Oliveira é indireta e para dizer que o PT se insere em uma tradição marxista “neo-desenvolvimentista” de 1954-1964 da qual o PCB foi o elemento central (p.69). A ideia de que o governo Lula aplicou de alguma forma uma opção pelo neo-desenvolvimentismo é ainda mais esdrúxula dado o predomínio de uma política de juros altos e de um Banco Central quase independente e nas mãos do setor financeiro. A própria designação de social-democracia para o PT é imprópria, cabendo melhor social-liberalismo, como foi desenvolvido por outros autores .

O livro consegue, em geral, resumir bem a história da luta interna no PT e de seus alinhamentos de tendências, mostrando como surgiu a “articulação dos 113” como tendência majoritária em torno de Lula, embora o seu papel pessoal não seja analisado a fundo. A crise das derrotas no primeiro turno nas campanhas presidenciais de 1994 e 1998, esta última em aliança com Brizola, e a emergência da “articulação de esquerda” e de outras correntes mais à direita são relatadas, mas a natureza da relação ambígua de Lula e do seu grupo de confiança direta agindo acima do partido não é esmiuçada. O próprio fenômeno da caracterização de um crescente “lulismo” acima do petismo, especialmente no período mais recente, também não é destacado.

A perspectiva mais contemporânea do texto leva muito pouco em conta a existência de setores à esquerda do PT, todos provenientes do próprio PT, tais como o PSOL e PSTU, e arrisca até previsões sobre a conjuntura presente ao falar da convergência política das atuais centrais sindicais no apoio ao governo que “ficou para trás o tempo do novo sindicalismo” (p.247) desprezando assim as articulações sindicais combativas que vem se expressando na Conlutas e na Intersindical.

A tese de que na origem do PT a extrema-esquerda só teve peso onde “era ínfima a movimentação social” (p.51) é insustentável não só em relação ao RGS a que o trecho se refere como também a São Paulo. Sequer fica clara a importância decisiva da CS (Convergência Socialista) na defesa da formação do PT no Congresso metalúrgico de Lins, em janeiro de 1979, onde José Maria de Almeida, de Santo André, foi o defensor dessa proposta. As três organizações trotskistas (DS, CS, OSI) foram importantes e isso é avaliado pelo próprio autor mais a frente em que afirma que “em muitas cidades o partido só pôde aparecer devido à extrema-esquerda” (p.56). Quando trata da “proletarização forçada” de militantes provenientes do meio estudantil, no entanto, o uso da adjetivação “forçada” é incompreensível. Ninguém era forçado a uma tarefa dessas!

Também fica margem de equívoco quando escreve: “As iniciativas pela derrubada efetiva do presidente ou pela cassação do registro do PT ficaram restritas a políticos isolados ou grupos marginais, como o PSTU e PSOL que ensaiaram passeatas contra o PT.” (p.228) O PSTU e PSOL jamais fizeram qualquer iniciativa pela “cassação do registro do PT” como pode depreender-se desse parágrafo.

Outra impropriedade é chamar esses grupos de “marginais”. Seis milhões meio de votos (6,85% dos válidos) em Heloísa Helena em 2006 ou mesmo algumas das maiores votações parlamentares em São Paulo e Rio de Janeiro em 2010, além do peso social e sindical não fazem desses partidos forças apenas “marginais” na política brasileira.

Vários outros aspectos interessantes são analisados no livro. Um deles é o contraste do PT com o PCB como os dois maiores partidos da classe operária que já existiram no Brasil em distintos momentos, mostrando como o partido comunista foi de uma estrutura de militância, de imprensa e editorial proporcionalmente maior que a do PT. Apesar de muita retórica sobre o papel dos núcleos, o que prevaleceu no PT foi uma estrutura eleitoral e sua natureza de massas se deveu à influência eleitoral muito mais do que a de uma militância orgânica.

Lincoln Secco termina sua História do PT afirmando que o contexto internacional de uma nova fase no ciclo de acumulação capitalista coincidindo com uma década de recuo nos movimentos sociais e na influência ideológica do socialismo após o colapso da URSS levou a que o PT combinasse “vitória política com impotência social”. Isso não corroeu o apoio eleitoral porque “Lula apareceu como o único governante que estendeu o pagamento de benefícios sociais” (p.233) levando ao realinhamento eleitoral de 2006 observado por André Singer em que os setores mais pobres do eleitorado se inclinaram para o PT, apesar da perda de apoio em setores médios e de maior nível educacional.

A história do PT é um assunto em curso. Seu desfecho, desdobramento e conseqüências ainda estão em aberto. É difícil num tema cuja ação ainda flui tirar conclusões totalmente acabadas, mas deixar de fazê-lo também é inaceitável. Lincoln Secco percorreu esse duro dilema com êxito, produzindo uma obra que certamente já é referência indispensável para os que se interessam pelo PT, que obviamente não são apenas os estudiosos, mas toda a sociedade brasileira e mundial, e que traz, além do texto, uma cronologia, um glossário, um historiograma das principais tendências e outros apêndices úteis como instrumentos de pesquisa.

30 setembro 2011

Ato unifica bancários, trabalhadores dos Correios e servidores da Justiça em greve


Manifestação reunião 4 mil trabalhadores em greve no centro de São Paulo; bancários e funcionários dos Correios enfrentam intransigência e truculência do governo


DA REDAÇÃO
 


 Diego Cruz
 
  Detalhe do ato unificado em São Paulo

• Uma grande manifestação agitou o centro da capital paulista, na tarde desse dia 30 de setembro. Apesar do tempo seco e do forte calor, o ato reuniu cerca de 4 mil pessoas. O protesto reuniu três categorias em greve: trabalhadores dos Correios, bancários e servidores da Justiça Federal. Os funcionários da estatal de serviços postais estão parados desde o dia 13 de setembro. Já os bancários cruzaram os braços no dia 27 e os servidores do judiciário decidiram parar nesse dia 30.

Ombro a ombro
Os trabalhadores dos Correios se concentraram em frente ao prédio histórico da empresa no vale do Anhangabaú. A poucos metros dali, os bancários se reuniam próximo ao prédio do Banco do Brasil. Por volta das 16h os funcionários dos Correios e os servidores do Judiciário subiram em direção à Av. Líbero Badaró e se juntaram aos bancários. Duas ondas humanas, uma amarelo e azul, dos uniformes dos Correios, e outra vermelha, dos coletes de greve dos bancários, se misturaram para seguirem em uma grande passeata pelas ruas do centro. “A greve continua; Dilma a culpa é sua” era uma das principais palavras de ordem cantadas pelos manifestantes. Os grevistas seguiram em passeata até a Praça da Sé e retornaram ao Anhangabaú.

Se as categorias são diferentes, o motivo pelo qual lutam é o mesmo. Salários rebaixados e corroídos pela inflação e péssimas condições de trabalho. Outro obstáculo que são obrigados a enfrentar é a intransigência nas negociações. No caso dos Correios, o governo orientou o corte nos pontos dos grevistas e entrou na Justiça contra a greve. Já os bancários enfrentam os ‘interditos proibitórios’ pedidos pela direção dos bancos públicos, que estão à frente dos banqueiros privados no enfrentamento contra a greve.

Foto: Vinicius Psoa


Governo corta salário nos Correios
Apesar das sucessivas tentativas de intimidação realizadas pelo governo e a direção da estatal, a greve continua forte. “Nesse dia 29 houve novas negociações, dois mil companheiros de Brasília ocuparam o prédio dos Correios, mas não se chegou a um acordo porque a empresa só reafirmou a proposta que já vinha fazendo”, afirmou Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, dirigente da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC) e da CSP-Conlutas. A proposta da empresa prevê reajuste apenas em 2012.

O dirigente ainda criticou o desconto dos dias parados. “É uma atitude truculenta, o governo não respeitou nem os estados que ganharam liminar contra o desconto nos salários, algo que nunca tinha acontecido nos Correios”disse. O governo descontou seis dias dos trabalhadores em greve.

No próximo dia 4 de outubro os trabalhadores dos Correios organizam caravana a Brasília a fim de pressionar o governo pelo avanço nas negociações. Além de reajuste já e o não desconto dos dias parados, eles exigem o veto de Dilma à MP-532, que abre o capital da estatal e inicia o processo de privatização da empresa.



Bancários fazem forte greve
Se os funcionários dos Correios enfrentam o corte nos dias parados, os bancários batem de frente com a intransigência dos bancos, principalmente os bancos públicos como o Banco do Brasil, e os interditos proibitórios, mecanismos jurídicos utilizados pelas instituições para coibirem piquetes. Nessa linha de intransigência e truculência, o governo saiu na frente dos banqueiros.

“Antes mesmo de começar a greve, o governo já vinha com uma linha mais dura, se antecipando aos próprios banqueiros o governo já começou dizendo que não daria reajuste”, denuncia Juliana de Oliveira, bancária do Banco do Brasil e membro do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), ligado à CSP-Conlutas. Eles exigem reajuste e contratação de mais funcionários.

Juliana critica ainda a direção majoritária dos sindicatos, ligada à CUT que, não só demorou para chamar a greve, como apresentou uma pauta de reivindicação extremamente rebaixada. “Nossa greve começou esse ano mais forte que a do ano passado, mas ela poderia ser ainda maior” , destacou. Juliana lembrou ainda das conquistas dos bancários de bancos como o Banpará e o BRB para mostrar que é possível arrancar o reajuste, ampliando a greve e unificando as lutas com as das demais categorias mobilizadas.

Greve dos bancários: AEBA é destaque na imprensa local!

A greve dos bancários no Estado está muito forte. No BASA, chegamos a mais de 70% dos trabalhadores em greve. Uma greve histórica na instituição. No ato ontem, na Presidente Vargas, no centro de Belém, trabalhadores dos Correios e bancários fizeram um ato contra a intransigência do governo em não negociar as pautas específicas da categoria. Por isso, a greve continua e iremos avançar na mobilização até que os banqueiros e o governo sentem conosco e faça uma contra-proposta à categoria.

CATEGORIA APROVA PROPOSTA POR AMPLA MAIORIA E ENCERRA A GREVE NO BANPARÁ.


Mais de 200 bancários em assembléia ontem no sindicato aprovaram a propsta feita pela direção do BANPARÁ.
Veja a proposta:
1. REAJUSTE: Reajuste de 10% (dez por cento) sobre todas as verbas fixas de natureza salarial, à exceção do anuênio, gratificação de quebra de caixa e gratificação de tesoureiro. Se o reajuste nacional for superior a proposta, seguir o reajuste nacional;

2. ANUÊNIO: Será reajustado para o valor de R$25,00;

3. GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO DE TESOUREIROS: Reajuste na comissão dos tesoureiros, observado o nível da agência, em valores de R$1.532,00 a R$2.451,00;

4. GRATIFICAÇÃO DE QUEBRA DE CAIXA: Passará para R$250,00;

5. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO E CESTA ALIMENTAÇÃO: Reajuste de 20%. Passará de R$752,76 para R$903,30.

6. PLR:
1.1. Aplica-se a regra da FENABAN com majoração da parcela adicional em 2%;
1.2. Antecipação de R$ 1.000,00 ate o dia 05/10/2011;

1.3. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO EXTRA: R$ 3.200,00, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$1.200,00 antes do Círio, R$1.000,00 em Dezembro/2011 e R$1.000,00 em Março/2012

7. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO PARA APOSENTADOS POR INVALIDEZ: Pagamento por até 30 (trinta) meses.

8. PCS:

1.1. O Banco concederá promoção por merecimento em Janeiro de 2012 a todos os empregados enquadrados em Janeiro/2010, concedendo um nível na tabela salarial;

1.2. Será adotado o critério temporal de 02 (dois) anos por merecimento e de 03 (três) anos por antiguidade;

1.3. Manutenção do Grupo Paritário do PCS para discussão dos critérios qualitativos para a promoção por merecimento.

9. ABONO ACADEMIA: valor individual de R$50,00 por empregado.

10. AFBEPA: Liberação de 01 (um) representante para a AFBEPA.

11.LICENÇA PRÊMIO: 05 dias para cada ano, sem retroatividade, para gozo.

12. ABONO DOS DIAS PARADOS: seguir regra do ACT 2010/2011.

O banco, ainda se comprometeu:

• Revisão e reajuste de todas as Comissões no prazo da Portaria publicada;

• Realização de concurso público em 2012;

• Criação de mesa temática, conduzida pela Comissão de Segurança, para análise e propostas sobre a guarda de chaves;

• Implantar o ponto eletrônico;

• Implantar o Plano Odontológico;

• Celular corporativo para os Coordenadores de Postos;

• Manutenção do auxilio diferenciado aos empregados com filhos portadores de necessidades especiais;
• Coibir o transporte de valores por empregados;

• Banco de Permutas;

• Providenciar espaço adequado aos motoristas lotados na SULOG;

A proposta que foi aprovada supera a pauta da CONTRAF-CUT, que está defendendo 12,5% de reajusta salarial, enquanto que a dos bancários do BANPARÁ será de 15%. Mais uma vez vimos a CONTRAF, FETECCN e o Sindicato dos Bancários do Pará defenderem um índice baixo e que foi colocada à vista da categoria, pois assim como aconteceu no BANPARÁ, também ocorreu no BRB, em Brasília, onde os bancários tiveram um aumento de 17,45%.




29 setembro 2011

Greve nacional dos bancários!

A greve nacional dos bancários, deflagrada nesta terça-feira, dia 27, começou com força em todo país. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que coordena o Comando Nacional dos Bancários, a paralisação já acontece em 25 estados e no Distrito Federal, paralisando agências de bancos públicos e privados.

O único estado sem greve é Roraima, onde ocorre assembleia dos bancários no início da noite desta terça-feira para decidir a adesão ao movimento.

Os bancários se cansaram de ver os banqueiros lucrarem bilhões e depois chorar migalhas na mesa de negociação. A greve foi deflagrada após a quinta rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada a segunda proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Anteriormente, os bancos haviam oferecido reajuste de 7,8%.

Os bancos obtiveram lucros acima de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre e têm plenas condições de atender as reivindicações da categoria, que está reivindicando reajuste de 12,8% (5% de ganho real mais a inflação do período), valorização do piso, maior participação nos lucros, mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, entre outros itens.

Acordo no BRB é superior do foi reivindicado pela Contraf

Tanto é assim que os banqueiros podem pagar as reivindicações, que no BRB o acordo foi de 17,45% de reajuste e aumento real, acima inclusive do que estava sendo pedido pela confederação da categoria.

Os bancários do BRB (Banco Regional de Brasília) obtiveram uma primeira vitória na categoria ao conquistar 17,45% de reajuste. Um acordo superior ao que vinha sendo reivindicado pela confederação da categoria. A proposta será votada hoje em assembléias. Veja abaixo:

a) Reajuste de 17,45% no Vencimento Padrão Inicial vigente em setembro/2010, com reflexos nos demais. O mesmo reajuste será aplicado sobre complemento pessoal de vencimento padrão, qüinqüênios, anuênios e demais vantagens pessoais. Em razão do BRB haver adiantado em março/2011 um reajuste de 3,85%, o BRB aplicará agora um reajuste adicional de 13,60%;

b) Reajuste de 22,18% na Cesta Alimentação;

c) Reajuste de 8,35% no Vale refeição, elevando tal verba para R$ 564,00;

d) Reajuste de 24,17% na Gratificação de Caixa vigente em setembro/2010, elevando a mencionada Gratificação para R$ 1.117,53. O complemento pessoal da atividade de caixa também será reajustado no mesmo patamar;

e) Os valores de referência e a tabela de funções serão corrigidos em 8,5%;

f) Reajuste de 8,5% nas demais verbas salariais e sobre todos os benefícios, exceto o auxílio funeral, cujo valor ficará mantido em R$ 5.443,97; e,

g) Redução da jornada em 1 hora para as mães, desde o sexto mês de nascimento até um ano, visando alongar e facilitar a amamentação.

O Banco contrapropôs ainda a redução dos juros do cheque especial dos funcionários para 3,8% a. m., taxa ainda muito elevada.

O Banco contrapropôs também a renovação da cláusula que regula a isenção de tarifas para os funcionários e aposentados do BRB.

O Banco se comprometeu a discutir a implementação de uma solução para as 7ª e 8ª horas.

O Banco também se comprometeu a implantar o novo PCCR sobre a base de remuneração atualizada pela presente negociação, com pagamento de um abono para indenizar ou compensar o atraso na referida implementação.

28 setembro 2011

Greve no Banco da Amazônia inicia com 35 %, e na Direção Geral 100% parada!


Belém, 28/09/2011 09h27

Clique aqui ou sobre a imagem para vê-la em tamanho maior!
Mais agências que iniciaram sua paralisação hoje!
- Almirante Barroso - Pa
- Natividade - To
- Porto Nacional -TO
- Gurupi -TO
- Paraiso Tocantins - TO
- Palmas Centro -TO
- Palmas Metro - TO

24 setembro 2011

Editorial: Lutemos juntos contra os banqueiros.



CapaVocê, trabalhador, confia nos banqueiros? Provavelmente não. E com toda razão. Os banqueiros no Brasil são um dos setores mais odiados da classe dominante, por seus lucros enormes e sua insensibilidade.

Mas mesmo as pessoas que têm claro o papel dos banqueiros vão se surpreender com o estudo que divulgamos nas páginas do Opinião Socialista, realizado a partir do estudo do Ilaese (Instituto LatinoAmericano de Estudos Socioeconômicos) sobre o tema.

A imagem que se tem dos bancos (e que leva os banqueiros a serem odiados) é da instituição que recebe investimentos das pessoas, pagando pouco e emprestando a taxas de juros altíssimas.

A taxa de juros no Brasil é a maior do mundo. E isso possibilita que os bancos tenham lucros de 112% ao ano! Ou seja, que permite os bancos dobrarem seus lucros a cada ano, há 16 anos seguidos.

Esses lucros são retirados dos bolsos dos trabalhadores. Segundo o Banco Central, os trabalhadores com menor renda tinham 25,8% dos seus rendimentos comprometidos com o pagamento de dívidas no fim do ano passado, contra 21,7% de pessoas com maior poder aquisitivo. Ou seja, mais de um quarto da renda dos trabalhadores mais pobres está sendo entregue aos bancos, com uma boa parte deles através do empréstimo consignado. Este tipo de empréstimo impede que o trabalhador deixe de pagar suas dívidas, na medida em que o desconto é na folha de pagamentos.

Mas hoje o papel dos bancos vai muito além dos empréstimos individuais. Através de sua relação com o Estado e a dívida pública, os bancos conseguem lucros fabulosos, sem nenhum risco. Ganharam R$ 146 bilhões de reais só em 2010 com a dívida do Estado. Foi entregue aos bancos no ano passado cerca de 10% do orçamento federal, ou seja, todos os impostos e taxas arrecadadas no país. Isso significa cortes do orçamento nos serviços sociais, como saúde e educação.

Os banqueiros sugam 25% da renda dos trabalhadores e 10% de todo o orçamento. Os trabalhadores perdem duplamente, ao terem cortado seus salários para pagar dívidas aos banqueiros, e verem os hospitais e escolas públicos cada vez mais sucateados.
São esses mesmos banqueiros que dobraram seus lucros, mais uma vez, em um ano. Agora, na campanha salarial dos bancários, dizem não ter dinheiro para dar aumentos reais.

Os bancários sabem que os banqueiros são seus inimigos. E você, trabalhador endividado, tem todos os motivos do mundo também para odiar os banqueiros.

Por que Dilma é apoiada pelos banqueiros?
Mas sobra uma pergunta no ar. Como pode ser que a maioria dos trabalhadores, que está contra os banqueiros, continuar apoiando o governo Dilma? Essa é uma pergunta importante, pois é um fato incontestável que Dilma continua sendo apoiada pela maioria dos trabalhadores.

Por outro lado, também é fato o apoio dos banqueiros ao governo Dilma. E isso não é por acaso. A taxa de juros foi mantida como a maior do mundo, tanto nos governos de FHC como o de Lula. Os bancos lucraram muito mais nos dois governos Lula do que durante os dois governos de FHC. E nunca ganharam tanto com a dívida pública como agora, nos governos do PT.

Essa é a razão dos banqueiros apoiarem a candidatura de Dilma, em 2010, “doando” mais dinheiro a sua campanha do que deram para o tucano José Serra. É verdade que os governos do PSDB eram os "governos dos banqueiros". Mas após a experiência com o PT no governo, os banqueiros ficaram muito satisfeitos. Não só ganharam mais dinheiro do que nunca, como também conseguem ter um partido – o PT - que governa para os banqueiros, mas tem o apoio dos trabalhadores. Isso eles nunca conseguiram com o PSDB.

Será que os banqueiros estarão completamente enganados? Ou será que os enganados são os trabalhadores que confiam no governo Dilma, aliada dos banqueiros?

Queremos que você trabalhador bancário, que está em campanha salarial, e você trabalhador endividado estejam unidos neste momento contra os banqueiros. Unidos no apoio ás lutas de todos os trabalhadores em campanha salarial. Unidos também na exigência a presidente Dilma para que mude a política econômica e estatize os bancos. Para baixar os juros, rompa com o pagamento da dívida pública e destine esse dinheiro em projetos realmente importantes para os trabalhadores.

23 setembro 2011

GREVE - Por decisão unânime bancários do Pará aprovam paralisação a partir de terça (27/09).



Em assembleia realizada ontem (22) na sede do SEEB-PA, os bancários decidiram aderir à greve por tempo indeterminado.
A categoria rejeitou a proposta rebaixada de índice da Fenaban que propôs um reajuste 7,8%, que representa apenas 0,37% de aumento real sobre os salários, PLR e as demais verbas como vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/baba.
Uma nova assembleia será realizada na segunda-feira (26) para avaliar a contraproposta da Fenaban que será apresentada ao Comando Nacional hoje. Se a proposta dos banqueiros não estiver a contento da categoria, a assembleia da próxima segunda-feira será a oportunidade de organização da categoria para o primeiro dia de greve dos bancários do Pará.
SEEB-PA comete ato de deselegância!
Novamente o Sindicato protagonizou um ato de deselegância para com a AEBA e a AFBEPA. Na assembleia de aprovação da greve, o Sindicato queria impedir que as Associações de trabalhadores bancários falassem, ou seja, que não demonstrassem publicamente a posição pela greve. Enquanto o Sindicato diz ironicamente que “unidos somos mais fortes”, a todo o momento busca isolar a AEBA. Que unidade é essa? Vivemos em um regime democrático onde as opiniões diferentes são importantes para o crescimento das entidades e estímulo à própria democracia. Esse já configura o segundo episódio de baixo nível protagonizado pelo Sindicato nessa Campanha Salarial, o primeiro, lembramos que foi o boicote à 1º mesa negociação, simplesmente porque a o presidente da AEBA estaria presente.
Porém, após muita pressão, as entidades conseguiram falar, mesmo com uma pequena parte dos participantes saindo da assembleia, pois a Presidente do Sindicato, de forma grosseira “encerrou” a assembleia.
A presidente da AFBEPA, Kátia Furtado, se pronunciou primeiramente expondo que é necessária uma grande greve para derrotar a FENABAN e garantir as conquistas para os bancários, tanto na pauta nacional como nas específicas, e ressaltou que se sentiu desrespeitada pela atitude hostil do SEEB-PA em relação às Associações de trabalhadores bancários. O presidente da AEBA, Silvio Kanner, falou em seguida, e afirmou estar correta a recusa da proposta da patronal. Para Silvio Kanner, “Enquanto o Governo paga pela sangria do dinheiro público com a corrupção, não quer conceder um reajuste digno para os trabalhadores”. Afirmou ainda que “A AEBA estará priorizando a luta pelas pautas específicas no BASA, que estão paradas há mais de 4 anos”. Demonstrando assim que a AEBA quer a unidade na greve e nas lutas com o Sindicato.
A categoria não precisa da divisão. O Sindicato dos Bancários tem que buscar ser parceiro da AEBA nessa greve, para assim, de fato praticar a UNIDADE e conseguir obter uma grande vitória na pauta específica e melhorar a vida dos bancários do BASA. O que mais chama a atenção, é  que o atual vice-presidente do Sindicato, Sérgio Trindade, ex-presidente da AEBA, não faz nenhum esforço para que a AEBA possa falar nas assembleias e ajudar nas negociações coletivas. Os interesses político-partidários dos atuais dirigentes do SEEB-PA, infelizmente, são colocados acima da unidade necessária numa Campanha Salarial.
Nós convidamos o Sindicato dos Bancários a buscar uma atuação conjunta com a AEBA na greve e na luta em defesa dos direitos de nossa categoria.
Confira as principais reivindicações específicas da categoria para este ano:
- Novo PCS
- Reajuste reembolso do Plano de Saúde
- Isonomia do piso salarial com os demais Bancos Federais (R$ 1.600,00)
- Reajuste Salarial de 25%
- Reposição das Perdas Salariais
- Ponto Eletrônico
- Isenção de Tarifas para os Empregados
- Retorno do Programa de Educação Continuada
- Isonomia de acesso do Quadro de Apoio a Funções Comissionadas
- Revisão do Novo Modelo de Negócios protagonizado pelo Banco
- Revogação da NP 118
- Revogação do Seguro Para os alto-executivos do Banco
Fonte: www.aeba.org.br

PSTU responsabiliza diretamente o governo do Estado


Deu no blog Espaço Aberto

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) divulgou, ontem, uma nota em que responsabiliza diretamente o governo do Estado pelo estupro de uma adolescente de 14 anos no Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Americano.
Assinada pelo presidente da legenda, Cleber Rabelo, a nota não poupa o governo Jatene de duras críticas, mas reconhece que ocorrências de hoje repetem as de governos anteriores, como o caso da menor violentada por vários detentos dentro de uma cela masculina, em Abaetetuba.
“Desde lá já podemos notar o completo descaso do governo do Estado, seja em um mandato do PT ou do PSDB, com relação ao combate à violência contra a mulher. O Pará é um dos campeões brasileiros em prostituição infantil. A violência sexual contra crianças e adolescentes só faz crescer”, diz o PSTU.
A seguir, a íntegra da nota.

---------------------------------------------

Governo do Estado do Pará é responsável por estupro em jovem de 14 anos

Mais uma vez vem, à tona para a sociedade paraense um novo caso de estupro a uma adolescente com a conivência do poder estatal. Desta vez, uma jovem de 14 anos foi mantida por quatro dias em poder de detentos da Colônia Penal Agrícola em Americano, região metropolitana de Belém. Durante este período, foi estuprada por cinco homens e obrigada a consumir drogas e bebidas alcoólicas. Junto com ela, mais duas meninas também sofreram as mesmas agressões.
Infelizmente, este não é um caso raro. Tais fatos são rotina dentro da Colônia Agrícola e aconteciam com o conhecimento de agentes carcerários e do superintendente do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), Major Francisco Mota Bernardes. Documentos e relatórios da unidade já haviam sido enviados à Susipe e ao Governo do Estado informando a presença de adolescentes na colônia. Mesmo assim, nada foi feito. Somente depois do escândalo na mídia, o governador Simão Jatene exonerou 20 funcionários, incluindo o superintendente. Quantas outras jovens não foram estupradas e agredidas na colônia antes deste caso? Que atitudes foram tomadas para evitar que se chegasse a este escândalo?

Descaso com as mulheres nos governos do PT e PSDB
Este caso nos remete a um outro acontecimento anterior envolvendo estupros e o sistema penitenciário do Estado do Pará. Ainda no governo do PT de Ana Júlia Carepa, uma jovem do município de Abaetetuba foi mantida presa em uma mesma sela com homens, sofrendo violência sexual.
Desde lá já podemos notar o completo descaso do governo do Estado, seja em um mandato do PT ou do PSDB, com relação ao combate à violência contra a mulher. O Pará é um dos campeões brasileiros em prostituição infantil. A violência sexual contra crianças e adolescentes só faz crescer. Em 2008, mais de 100 casos foram denunciados aos Centros de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), fora os casos não notificados. Nos últimos anos vários vereadores, deputados e homens do poder público foram denunciados por envolvimento com prostituição infantil sem serem penalizados por isso.
Não podemos seguir achando natural a rota internacional de tráfico de mulheres que atravessa nosso Estado. Nem podemos seguir acreditando nas promessas dos governos que só tomam atitudes paliativas frente a escândalos como este. A exoneração de funcionários, como fez Jatene repetindo a atitude de Ana Júlia, não diminui as estatísticas e o sofrimento das mulheres vítimas de violência. Só servem para dar uma resposta imediata à imprensa e à opinião pública, mas não combatem a raiz dos problemas.
O PSTU defende medidas reais de combate à violência sexual e à prostituição infantil. Acreditamos, em primeiro lugar, que não há como sanar estes problemas sem diminuir a grande desigualdade social em nosso Estado. As meninas muitas vezes são levadas à prostituição porque não tem outra forma de conseguir sua sobrevivência e de sua família. O desemprego e a falta de assistência social do Estado são os grandes responsáveis por isso.
O PSTU defende o aumento da verba do governo do Estadodirecionada às políticas específicas para as mulheres, construção de casas-abrigos e garantia de assistência às mulheres vítimas de violência! Que todos os envolvidos em casos de violência sexual e prostituição infantil sejam punidos! Que o Estado seja responsabilizado pelo caso da jovem estuprada na Colônia Agrícola!

Cleber Rabelo
Presidente Estadual do PSTU

13 setembro 2011

Bancários: banqueiros lucram como nunca e categoria vai à luta por direitos

A palavra de ordem “O lucro do Banco cresceu agora eu quero o meu”, sintetiza a política do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) que é ligado a CSP-Conlutas, na campanha salarial 2011 cuja data base é 1° de setembro.

Nesta campanha os bancários enfrentam o arrocho salarial, o crescimento inflacionário, o ritmo alucinante da jornada de trabalho, o endividamento, reflexos diretos da política econômica do Governo, que privilegia o setor financeiro e ataca os trabalhadores e a maioria do povo.

Dilma e os banqueiros ameaçam a categoria com a crise internacional para tentar impor o arrocho salarial e anunciando também que as estatais não deverão conceder “aumento real”. Mas não existe crise hoje no Brasil, com os bancos (incluindo os públicos) tendo lucros altíssimos. É fato que a categoria está atenta ao desenrolar da crise econômica mundial, mas não vão abrir mão de salários e mais direitos.

O sistema financeiro obteve 500% de lucratividade nos dois mandatos de Lula (de R$ 34 bilhões, nos dois governos de FHC, para R$ 170 bilhões nos de Lula) enquanto a categoria obteve 56% de reajuste. Os bancários percebem a realidade de crescimento econômico e dos altíssimos lucros dos bancos e tem feito fortes movimentos grevistas nos últimos anos.

Neste 1° semestre, todos os bancos continuam a bater recordes. O Bradesco anunciou R$ 5,4 bilhões de lucro superando em 21,7% do mesmo período do ano passado. O Banco do Brasil, R$6,2 bilhões, a Caixa Econômica Federal R$1,7 bilhões, o Itaú Unibanco R$ 7,1 bilhões e o Santander R$ 4,1 bilhões (25% do seu lucro mundial). E esta tendência se mantém. O crédito bancário subiu para R$ 1,85 trilhão, diz o Banco Central, com um volume total atingindo 47,3% do PIB. Estes dados se contrastam com as perdas de 98,62% na Caixa Econômica Federal, 86,68% no Banco do Brasil e 26% nos privados e um piso de R$ 1.140,00 nos privados e R$1.600,00 nos públicos.

Reivindicações - Os salários precisam ser valorizados com a reposição das perdas, piso do Dieese e PLR (Participação dos Lucros e Resultados) de 25% dos lucros linear para todos.

Outro aspecto da campanha é o combate ao assédio moral. O ritmo e a pressão por metas são generalizados, tornando os problemas psíquicos juntamente com a LER-DORT, as principais doenças profissionais na categoria.

As pautas específicas também serão parte fundamental da campanha: a luta por 6 horas e o PCS (Plano de Cargos e Salários) no Banco do Brasil, a Isonomia de direitos na Caixa Econômica Federal e a estabilidade nos bancos privados que vêem seus empregados sumirem por conta das fusões e dos cortes administrativos.


Contra o governismo - Infelizmente, a postura do Planalto Central não deve mudar o apoio irrestrito da Confederação dos Bancários –Contraf-CUT, ao governo. Ao rebaixar a reivindicação em 12% de reposição (inflação e “aumento real”) e não ter mobilizado a categoria até agora sinalizam que vão buscar saídas com proposta rebaixada e algum “avanço” que não implique em grandes custos para os bancos e o governo.

Por isso, a intervenção do MNOB, é lutar contra a política dos sindicalistas governistas que querem convencer os trabalhadores a rebaixar suas expectativas. Vamos exigir destas direções que rompam com o governo Dilma e lutem contra os patrões e o governo em defesa das reivindicações dos trabalhadores.

Calendário de mobilização – Definidas as rodadas de negociações (30 e 31/08 – emprego e reivindicações sociais; 5 e 6/09 – saúde e condições de trabalho e 13/09 – remuneração), o MNOB está defendendo o seguinte calendário de mobilização da campanha:

•          Manifestações nos locais de trabalho nos dias de negociações;
•          Reuniões nos locais de trabalho durante as próximas semanas;
•          13/09 – Dia de luta;
•          14/09 – Assembléia (onde os sindicatos não convocarem o MNOB realizará plenárias);
•          15/09 – Paralisações e/ou greve de 24 horas;
•          20/09 – Assembléias de deflagração de greve;
•          21/09 – Data indicativa de greve.

Por Wilson Ribeiro – Funcionário da Caixa Econômica Federal e militante do Movimento Nacional de Oposição Bancária

12 setembro 2011

Passeio em Santa Luzia do Paruá, Maranhão.

Estive este final de semana visitando a cidade de Santa Luzia
do Paruá, no estado do Maranhão. Foi um passeio divertido
junto alguns companheiros e minha esposa. Na verdade, fomos
convidado a participar de um 15 anos nesta cidade. O convite
veio do companheiro Lobão, liderança do PAAR, e que contou
com toda sua família. Adorei à cidade e principalmente a familia
da esposa do companheiro, Sra. Marilene. Não só eles, como
toda a família que estavam no passeio, bem como os moradores
da cidade. Vejam as fotos:


Depois teremos mais fotos.

09 setembro 2011

Pelegada da CONTRAF-CUT foge da mesa de negociação do BASA!

Hoje a categoria do Banco da Amazônia esperava
anciosamente a 1ª rodada de negociação específica
entre as entidades e a comissão de negociação do
banco, como todo ano acontece no período da
campanha salarial. Temos várias demandas para se
discutidas  como O PCS, Saúde CASF, Ponto Eletrônico,
etc... O que aconteceu? Nada, pois os ditos representantes
dos trabalhadores(CONTRAF-CUT, FETEC-CN E
SEEB PA) não compareceram à reunião, alegando tal de
representatividade classista. Ora não se justifica tal argumento,
em virtude de existirem outros representantes dos trabalhadores
como o SEEB MA, CONTEC(representando os sindicatos
dos bancários de Tocantins e do Amazonas), além do representante
da AEBA, que por sinal foi o único que compareceu à reunião
e que estava representando o SEEB MA, devido a CONTRAF-CUT
e o SEEB PA serem contra à participação da AEBA na mesa, algo
inédito em toda a história da AEBA, que inclusive foi votado no
Congresso do BASA por unaminidade sua participação na
nas negociações. O que se tem por trás disso? Ora é fácil perceber
que os pelegos da CONTRAF-CUT, FETEC CN e SEEB PA não
aceitam em hipótese alguma a participação da AEBA na mesa, tudo
ainda por não aceitarem a derrota que tiveram no sindicato e na
eleição da AEBA. Vivem pregando representatividade: que
representatividade é essa que dar as costas aos trabalhadores do
banco na campanha salarial. É por isso que os bancários do BASA
não avançam nas questões específicas, como fazem os colegas do
BB, Caixa, BNB e Banpará. É esses representantesque queremos?
Não. Vamos nos unir e dar um basta nesta situação.
QUEREMOS MESA ÚNICA DE NEGOCIAÇÃO JÁ!

Banco da Amazônia tenta impor composição à mesa da Contraf-CUT e negociação não ocorre.

E-mail Imprimir PDF
Começaram mal as negociações específicas da Campanha Nacional 2011 com o Banco da Amazônia, previstas para terem início na tarde desta sexta-feira, 9 de setembro.

O Banco, inadvertidamente, não respeitou o processo de organização e representação sindical estabelecido no país e, por conta e risco, tentou definir a composição da mesa de negociações dos trabalhadores representados pela Contraf-CUT.

A intenção do Banco da Amazônia era a de impor a participação do Sindicato dos Bancários do Maranhão, por intermédio de procuração, na composição da mesa da Contraf-CUT.

Com tantos problemas dos empregados e empregadas na ordem do dia para serem resolvidos, como o novo PCCS, extrapolação da jornada de trabalho, contratação de mais trabalhadores, a implantação do ponto eletrônico, o fim das terceirizações, dentre outros, o Banco da Amazônia cria procedimentos de ordem burocrática para retardar o processo de negociação.

O que está em discussão não é o fato da participação do Sindicato dos Bancários do Maranhão, inclusive porque esta entidade foi convidada pela Contraf-CUT a integrar a mesa de negociação.

Este Sindicato, por sua vez, entregou pauta de reivindicação diversa, juntamente com a outra confederação – CONTEC, no último dia 29 de agosto, optando por procedimento distinto.

Ora, como o Banco da Amazônia quer, por decisão própria, unilateral e anti-sindical, juntar entidades com reivindicações distintas em uma única mesa? E pior, sem dialogar anteriormente com as mesmas!

> Clique aqui para ver a íntegra da nota assinada pela Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários do Pará e Fetec-CUT/CN encaminhada por ofício para a direção do Banco da Amazônia.

07 setembro 2011

Vídeo: A Revolução Cubana



Vídeo: Uma boa recordação


O Arquivo Record mostra o que mudou na vida dos cubanos depois de mais de 50 anos da revolução. Observe imagens históricas de Fidel Castro e da vida na ilha socialista. O programa ainda exibe os desastres ecológicos que alertaram os líderes mundiais para o futuro do planeta. Assista ao programa na íntegra!


01 setembro 2011

Dilma avisa que vai deixar bancários do BB e da CEF sem aumento.

Quando é para fazer propaganda, o governo diz que o país está tranquilo, que não vai sofrer com a crise, mas quando é para dar aumento aos trabalhadores, aí a crise aparece


"TÁ BOM ASSIM?"? NÃO! Bancários do BB e da CEF não podem aceitar aumento zero! Só no primeiro semestre, lucro fabuloso do BB cresceu 23% (R$ 6,3 bi); o da CEF, 36% (R$ 2,3 bi).


Chegou a hora. Com data-base em 1o de setembro, a esta altura os bancários já devem estar preparados para mais uma campanha salarial. Os pelegos da CUT começam a negociar com a Fenaban hoje, dia 30, em São Paulo; no dia 2, vão a Brasília conversar com representantes da CEF. Só o calendário do BB ainda não foi divulgado.

Como sempre, as cláusulas econômicas serão discutidas mais para a frente, perto do dia 15 (leia aqui). Até lá, não há como saber se os bancos estão dispostos a valorizar o conjunto dos trabalhadores que, sob uma rotina massacrante, continua fazendo seus lucros, já bilionários, crescerem mais e mais.
Uma pista, no entanto, foi dada pelo jornal O Globo no dia 13 de agosto. Na reportagem intitulada "Contra crise, servidor não terá aumento real", o leitor é informado de que "dirigentes das principais estatais "Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Infraero e Petrobras" já foram orientados a negar reajuste salarial com ganhos acima da inflação aos seus empregados, tanto em 2011 quanto em 2012".

A intenção do governo, ao "vazar" essa notícia, é tentar esfriar a campanha salarial dos bancários do BB e da CEF, trabalhadores que, de 1994 até agora, acumulam perdas salariais da ordem de 90%. Para oSindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, no entanto, ninguém pode desanimar.

O lucro do BB no primeiro semestre do ano foi de R$ 6,3 bilhões (+23%); em 2010, foi de R$ 11,7 bilhões (+15,3%). A CEF lucrou R$ 2,3 bilhões só de janeiro a julho de 2011 (+36%); no ano passado todo, R$ 3,8 bilhões (+25,5%). É evidente, portanto, que não há crise nos bancos públicos. Ao contrário, seus lucros só crescem.

Governo do PT contra os trabalhadores

O que acontece é que o governo tem se utilizado dos lucros das empresas públicas para pagar os juros da dívida pública, para camuflar as contas de um governo que gasta mal, que não investe nos trabalhadores, na educação, na saúde da parcela mais pobre da população.

É curioso notar que, até o fim do ano passado, toda a propaganda governamental "aí incluídas as de Petrobras, BB, CEF etc."  cantavam um país "de primeiro mundo", um país onde os problemas já haviam sido superados. Em síntese, um Brasil resgatado por Lula.

Acabou a campanha eleitoral e Dilma assumiu a Presidência. De repente, os problemas começaram a aparecer. De um dia para o outro, já não havia mais dinheiro para nada. Mas, que ninguém se esqueça: no apagar das luzes do governo Lula, os vencimentos de presidente, ministros e parlamentares receberam aumentos entre 62% e 140%.

No início do mandato, Dilma anunciou corte de R$ 50 bilhões no orçamento. Depois, aumento zero para o salário mínimo. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 1997. Há cerca de 15 dias, vetou aumento para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo. Agora, mais esse ataque contra os trabalhadores de empresas públicas.

Por que os trabalhadores têm de arcar com o peso da crise? Por que não arcam com ele os grandes empresários (banqueiros, empreiteiros, usineiros, latifundiários etc.)? Dinheiro não falta.


DEU NA IMPRENSA - Reportagem de O Globo diz que o governo vai "comprar a briga", "mesmo sabendo que poderá haver custos com eventuais paralisações". Ora... É claro que vão acontecer paralisações! O que não pode acontecer é os trabalhadores ficarem sem aumento! Isso é inadmissível.
 Fonte: SEEB Bauru

Direção petista do BB afronta trabalhadores ao se recusar a receber a pauta do MNOB/Conlutas

Cumprindo decisão de assembleia, Paulo Tonon, diretor do Sindicato, viajou a Brasília para protocolar a pauta específica dos bancários de oposição, mas foi barrado junto com os companheiros do Maranhão e do Rio Grande do Norte. Um tapa na cara dos trabalhadores!

Na Trincheira 188

No dia 18, dirigentes sindicais da Conlutas, legítimos representantes dos Sindicatos dos Bancários de Bauru e Região, do Maranhão e do Rio Grande do Norte, foram barrados pela direção petista do Banco do Brasil, em Brasília, ao irem protocolar a pauta de reivindicações do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB/Conlutas), democraticamente elaborada no encontro nacional aberto, de julho, no Rio, e devidamente aprovada e legitimada em assembleias de base realizadas em Bauru, São Luís e Natal.

Depois de uma longa viagem até a capital federal, os bancários da Conlutas foram informados, ainda na portaria, que, por ordem expressa da direção do banco, nenhuma outra pauta seria recebida, além das já manjadas pautinhas rebaixadas da Contraf-CUT e da Contec. Uma grosseira afronta aos trabalhadores!

Essa decisão irresponsável e autoritária da direção petista do Banco do Brasil, de se recusar a receber os dirigentes e a pauta da Conlutas, só faz demonstrar, mais uma vez, a relação íntima e incestuosa mantida pelas confederações pelegas Contec e -- sobretudo -- Contraf-CUT junto ao governo federal e as direções dos bancos públicos, todos ligados ao PT. Uma vergonha!

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas e demais sindicatos e ativistas ligados ao MNOB, esse lamentável fato merece repercussão e repúdio nacionais. Afinal, o que se afronta nesse caso não é só o MNOB, a Conlutas ou os sindicatos de oposição, mas sim todos os princípios da democracia, da liberdade e da autonomia sindicais e também da livre organização dos trabalhadores. Um vergonhoso abuso de poder do governo federal, do PT e da CUT -- uma central cada vez mais subordinada aos interesses governistas.

Basta de abusos do governo federal! Basta de terrorismo e perseguição política no BB! E basta de movimento sindical capacho, subserviente e colaboracionista!


TRUCULÊNCIA!


Os ex-sindicalistas ligados à CUT, Sérgio Braga e José Roberto Mendes do Amaral, numa atitude irresponsável, se recusaram a receber a pauta do MNOB/Conlutas


Fonte: Na Trincheira 188 

Começou mal: banqueiros dizem não na primeira rodada de negociação.



A+
A-

Clique na foto para ampliá-la
Já era esperada a resposta dos avaros banqueiros aos seus amigos da CUT: não para garantia de emprego, não para o fim das terceirizações... Enfim, uma série de “NÃO” para as primeiras reivindicações da pauta fajuta e rebaixada da Contraf/CUT. Tudo não passa de um teatro, um espetáculo cansativo e repetitivo, entre banqueiros e cutistas. As negociações encenadas continuam nesta quarta-feira, dia 31.

Os bancários não devem nutrir qualquer expectativa nessas rodadas de “enrolações”. Os cutistas, que negociam em nome dos bancários, infelizmente, não têm a mínima intenção de pressionar os banqueiros porque mantêm com eles relações de interesses políticos e pessoais. Ou seja, de salário mesmo, ninguém tratará absolutamente nada. Sobre os ínfimos 12,8% reivindicados pela Contraf/CUT só devem conversar em rodada marcada para 13 de setembro.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas – junto com outros sindicatos que fazem parte do MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) – defende reposição de 26% para todos os bancários; de 86,68% para os bancários do BB e de 98,62% para os da CEF; jornada de seis horas para todos; gatilho de recomposição dos salários, gratificações, auxílios etc. sempre que a inflação atingir 3%; isonomia entre os que exercem a mesma atividade; adicionais por tempo de serviço (anuênio e quinquênio); décimo quarto salário; fim das terceirizações entre outras importantes reivindicações.

Afinal, os banqueiros e o governo federal apresentaram resultados pra lá de satisfatórios não tendo, portanto, nenhuma justificativa para o não atendimento das reivindicações dos bancários.
Fonte: SEEB-Ma