26 outubro 2010

Entidades e Banco assinarão o ajuste preliminar.

Entidades sindicais representativas dos empregados do Banco da Amazônia e o Banco concordaram em estabelecer a data de amanhã (27), às 15h, na sede do Banco, para a assinatura do ajuste preliminar sobre o que foi decidido durante a última reunião de negociação entre as partes, que pôs fim à greve. Com a assinatura desse documento a direção do Banco, por sua livre iniciativa publicou um calendário para o pagamento resultante do que foi acordado e será feito da seguinte forma:
PLR: antecipação do pagamento da parcela reembolsável da PLR no valor da R$ 650,00 poderá acontecer a qualquer momento, tão logo seja viabilizada a assinatura do pré-acordo e cumprindo prazo legal.
01.11.2010 – diferenças salariais de setembro e outro / 2010;
08.11.2010 – antecipação da 2ª parcela do 13° salário/2010;
15.11.2010 – antecipação da 13ª cesta Alimentação e pagamento das diferenças de ticket/cesta alimentação de setembro e outubro / 2010;
22.11.2010 – pagamento salário novembro / 2010, cesta alimentação e ticket de novembro/2010;
01.12.2010 – antecipação da cesta alimentação e tickets de dezembro / 2010
13.12.2010 – antecipação da cesta alimentação de janeiro / 2011
17.12.2010 – pagamento salário dezembro / 2010.
 Fonte: AEBA

22 outubro 2010

Veja e vote nos integrantes da CHAPA 2 AEBA Livre!

No dia 11/11, temos eleições na AEBA- Associação dos Empregados do Banco da Amazônia. É
um momento importante para a categoria do banco, pois é a AEBA que encaminha as demandas
diretamente com o banco. Durante muitos anos a atual diretoria da AEBA nunca se preocupou em
defender à categoria. Por isso, temos que mudar esta situação. E o momento é esse! VOTE
CHAPA 2: É HORA DA MUDANÇA.

Candidato a presidente da AEBA Silvio Kanner, discursando na greve do BASA!

Chapa 2 AEBA LIVRE: É Hora da Mudança!


DIRETORIA EXECUTIVA



Presidente Silvio Kanner Pereira Farias      GEMAF
Dir. de Desenv. e Organização José Hermógenes Morais    GESUP
Dir. de Admin. Patrim. e Finanças Marlon George da Costa Palheta      GECON
Dir. de Form. Comum. e Apoio Rômulo de Carvalho Macedo   Anan.Castanheira
Dir. de Articulação Sindical Andrea Cristiane de Souza Amaral    GERIS
Diretor Suplente José Vieira Barbosa    GECRE
Diretor Suplente Elizário Araújo Pereira   GEPRO
Diretor Suplente Karla Regiane Ferreira da Silva     GEMAF
Diretor Suplente Edson Carlos Sodré Lopes    GEAFO
Diretor Suplente Paulo Raymundo da Silva Ribeiro das Neves  GICOM

CONSELHO FISCAL

Titular Silvana Cristina Nascimento Silva   GECAR        
Titular Benito Barbosa Calzavara  GEMAF
Titular Alexandre Herculano Salgado Batista Junior  GECON

Suplente Neynaldo dos Santos Silva   GESOP
Suplente Suely das Graças Silva de Sales   GESOP
Suplente Pedro Fernandes de Souza Neto  Ag. Belém‐Pedreira

DIRETORIAS REGIONAIS

SUPER AC Sérgio Luiz Figueiredo Gallo    SUPER‐AC
Suplente Rogério de Jesus Canizo  Ag.Sena Madureira‐Ac

SUPER MA Arnaldo Marques de Almeida     Ag.São Luis Centro‐Ma
Suplente Antônio Mariano de Lima   Ag. Caxias‐Ma

SUPER MT José Leal de Paula   Ag. Cuiabá‐Ma
Suplente Ieda Candida Resende  Ag.Guiratinga‐Mt

SUPER PA I Wilson Carvalho da Silva Junior    Ag. Belém‐Pedreira‐Pa
Suplente Gilmar Fernandes Medeiros  Ag. Marabá‐Pa

SUPER PA II Reiginaldo Justus Ribeiro de Moraes    Ag. Altamira‐Pa
Suplente Joanete Araújo de Azevedo  Ag. Itaituba‐Pa

SUPER RO Germano da Silva Aguiar    Ag. Porto Velho‐Ro
Suplente Diogo Camilo Lima Pereira      Ag. Porto Velho‐Ro

SUPER AM/RR Andrea Gonçalves dos Santos     Ag. Manaus‐Centro‐Am
Suplente Raimundo José Guedes da Silva   Ag. Itacoatiara‐Am

SUPER TO Romilton Brito da Paixão   SUPER‐TO
Suplente   Josonio Pereira Barbos    Ag. Miranorte‐To

SUPER GE João Peron Correa de Matos    Ag. São Paulo‐Sp
Suplente Caliane Soraya Nogueira Marques   Ag. São Paulo‐SP

19 outubro 2010

Banco da Amazônia: A greve continua!


Banco da Amazônia ignora autorização do DEST e ainda tenta impedir a greve da categoria


A greve no Banco da Amazônia completou vinte e um dias nesta terça-feira (19) e segue cada vez mais forte, prova da insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras com a postura do banco que vai muito mais além do que não chamar a Comissão de Negociação para uma nova reunião, mesmo sob autorização de manter o montante de 9,25% do lucro da instituição para o pagamento da PLR, distribuídos 50% linearmente e 50% proporcional aos salários. Hoje, o Banco ajuizou na Justiça do Trabalho um dissídio de greve na tentativa de impedir a continuidade do movimento e forçar os bancários a voltarem ao trabalho.

Na ação, o banco alega que os atos realizados pelo movimento grevista estariam impedindo o funcionamento das atividades regulares da instituição financeira, ficando os empregados impedidos de adentrarem as instalações prediais do banco’.

Enquanto a assembleia com os bancários e bancárias do Banco da Amazônia acontecia na sede do Sindicato sai a decisão da Justiça referente ao pedido de dissídio do banco. A decisão, favorável à classe trabalhadora, foi divulgada para a categoria durante a assembleia. “Fiz questão de transcrever a quase integralidade dos pedidos uma vez que, por sua simples leitura, já se depreende a incompetência deste Juízo para apreciar a questão, (...) a competência originária para apreciar o dissídio será do Colendo Tribunal Superior do Trabalho”, diz a juíza relatora, Rosita de Nazaré Sidrim Nassar.

Diante da negativa da própria Justiça do Trabalho ao pedido do banco, entidades sindicais (Sindicato dos Bancários, AEBA, Fetec-CN e Contraf-CUT) juntos com os empregados e empregadas da instituição financeira concentram-se mais uma vez em frente a matriz do banco no 22º dia de greve, a partir das 7h em um grande ato cultural.

“A resposta da Justiça é a prova de que o nosso movimento sempre foi legítimo e não deve parar. A força dessa greve pode ser ainda maior, por isso convidamos todos os bancários e bancárias do Banco da Amazônia a se fazerem presentes no ato de amanhã na porta da matriz, como forma de protesto e indignação aos sucessivos nãos da direção do banco para com as nossas reivindicações”, convoca a presidente do Sindicato, Rosalina Amorim.

“A insatisfação entre os bancários quanto às péssimas condições de trabalho e de salários é geral. Também é de conhecimento de todos do Banco que é possível sim termos nossas reivindicações atendidas, só a direção da empresa que não conseguiu enxergar até agora essa possibilidade e desde a última sexta-feira não nos chama para uma nova negociação”, ressalta o vice-presidente do Sindicato e coordenador da Comissão de Negociação dos Empregados do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade.

Encaminhamentos – Neste momento, a Comissão de Negociação representada pelas entidades sindicais entrega à governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, um OFÍCIO em nome do funcionalismo do Banco da Amazônia, solicitando a intervenção dela junto à diretoria do banco para abrir um canal efetivo de negociação que possibilite o atendimento das reivindicações da categoria.

Além disso, a mesma Comissão irá elaborar a partir desta quarta-feira a ‘Carta da Amazônia’ que será enviada ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest). Na carta, o Departamento terá conhecimento sobre o andamento preciso das negociações e a não reabertura da mesa por parte da direção do Banco.

Atualizada às 21h45.

Fonte: Bancários PA/AP

Diretores da AFBNB se reúnem com relator do PL da Isonomia



Diretor Alci e presidente Medeiros entregam abaixo-assinado elaborado pela AFBNB pela isonomia de tratamento no BNB ao relator do PL da Isonomia Osmar Júnior

Na manhã de hoje, o presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros e o diretor de Ações Institucionais, José Alci Lacerda estiveram em Brasília reunidos com o relator do PL 6259/2005, deputado Osmar Júnior (PCdoB-PI), que trata da isonomia salarial, benefícios e vantagens dos empregados do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, ingressos a partir da Resolução nº 9, de 30 de maio de 1995, e nº 10, de 08 de outubro de 1996, do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais - CCE /DEST.

O deputado, que é relator do PL na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), na Câmara Federal, está elaborando o parecer – favorável, conforme já adiantou à AFBNB – e a perspectiva é de que seja submetido aos demais integrantes da Comissão ainda em novembro.

Os diretores da AFBNB participarão amanhã de reunião da Comissão de Orçamento, da qual fazem parte parlamentares que também integram a CFT. O objetivo é fazer uma articulação junto a eles, no sentido de reforçar a necessidade e a importância da aprovação célere do PL 6259/2005 na Comissão, bem como do PL 343/2007, que trata da reintegração dos trabalhadores demitidos do BNB na gestão de Byron Queiroz.

Na avaliação de José Alci, a reunião com foi muito positiva. “A conversa com o deputado renovou nossa luta em busca da isonomia. Iremos intensificar a aproximação e o diálogo com as demais entidades representativas dos demais bancos públicos, no sentido de somarmos esforços e contribuir na mobilização que leve à aprovação deste Projeto”, afirmou.
 
Fonte: AFBNB

17 outubro 2010

Primeira pesquisa IBOPE do 2° turno no Pará!

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O quadro acima revela os resultados da primeira pesquisa IBOPE do 2° turno das eleições do Pará, publicada na edição de domingo de “O Liberal”, que já circula nesta noite  de sábado.
Em se considerando apenas os votos válidos, Jatene teria, se a eleição fosse hoje, 60% e Ana Júlia 40%.
Em 03 de outubro, dia da eleição de 1° turno, Jatene obteve 48,92% dos votos validos e Ana Júlia 36,05%.
Pelo resultado de hoje, Ana Júlia conseguiu crescer 4 pontos percentuais nos votos validos neste 2° turno, enquanto que Simão Jatene cresceu 11 pontos percentuais, coincidentemente, o mesmo percentual de votos válidos obtidos por Domingos Juvenil no 1° turno.
Os votos brancos, nulos e os indecisos somam 10%.
A pesquisa ouviu 812 eleitores em todas as regiões do Estado, entre 12 a 15 de outubro.

12 outubro 2010

Bancarios: greve arranca nova proposta!

A Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na manhã desta segunda-feira (11), no 13° dia da greve nacional da categoria, uma nova proposta que inclui índice de reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250. Para salários superiores, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) - o que for maior.

A proposta também melhora a PLR e valoriza o piso salarial (veja abaixo). A negociação foi interrompida para almoço. À tarde, o Comando Nacional retoma tanto as negociações gerais com a Fenaban quanto sobre as reivindicações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa. Ao final das negociações, o Comando se reunirá para avaliar as propostas dos bancos e definir orientações para as assembleias da quarta-feira em todo o país.

"Esses avanços na proposta dos bancos são resultado direto da força da greve nacional dos bancários", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. O sindicato  convoca todos os bancários e bancárias de bancos e públicos e privados para ASSEMBLEIA COM A CATEGORIA NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 13 DE OUTUBRO, ÀS 18H  NA SEDE DO SINDICATO - RUA 28 DE SETEMBRO, 1210 - REDUTO.

A nova proposta da Fenaban:

Reajuste salarial: 7,5%.

Reajuste para salários acima de R$ 5.250: R$ 393,75 fixos, garantindo o mínimo da inflação do período, de 4,29%.

Novos pisos salariais:
- Portaria: R$ 870,84 (era de 748,59).
- Escritório: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
- Caixa: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).

PLR:
- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.
- Parcela adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.
- Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%.

Gratificação de caixa: R$ 311,67.

Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.

Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.

Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.

Auxílio-refeição: R$ 18,15.

Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.

13ª cesta-alimentação: 311,08.

Auxílio-creche/babá: R$ 261,33 (até 71 meses).

Auxílio-funeral: R$ 599,61.

Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.

Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.

Requalificação profissional: R$ 893,63.


Fonte: Contraf-CUT, com Bancários PA/AP

09 outubro 2010

Greve dos bancários arranca nova proposta da FENABAN!

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários neste sábado 9 de outubro, 11° dia da greve da categoria, uma nova proposta que inclui reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor). Propôs também 6,5% de reajuste para a PLR e todas as verbas salariais e auxílios. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e as negociações continuam nesta segunda-feira 11, às 11h.
"A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional. "Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período."

Em relação ao piso da categoria, Carlos Cordeiro considera importante a sinalização por parte dos bancos de valorização, conforme reivindicação da categoria. "Mas esse índice de reajuste de 9,82% é também insuficiente diante da crescente lucratividade dos bancos", reage o presidente da Contraf-CUT.

Da mesma forma, o Comando Nacional dos Bancários considera muito rebaixado índice de reajuste de 6,5% sobre a PLR. "Os bancos precisam aumentar a distribuição da PLR em relação ao ano passado, uma vez que os lucros cresceram", rebate Carlos Cordeiro.

Negociação continua segunda

Diante do posicionamento do Comando Nacional, os negociadores da Fenaban pediram a suspensão temporária das negociações, para que tivessem tempo de consultar os banqueiros. A retomada ficou agendada para segunda-feira, dia 11, às 11h.

Os representantes dos bancos também sinalizaram que apresentarão na segunda-feira proposta sobre assédio moral e segurança bancária.

O Comando Nacional orienta todos os sindicatos a manterem e ampliarem a greve na segunda-feira, para forçar os bancos a melhorarem a proposta. "Os bancários estão de parabéns pela greve fantástica que estão fazendo, que é fortíssima também nos bancos privados e já é a maior das últimas duas décadas. É essa a força da categoria e é isso que pressiona os bancos a negociarem", diz o presidente da Contraf-CUT.

Protesto contra pedido de prisão de dirigentes

No final da rodada de negociação deste sábado, o Comando Nacional fez um protesto veemente à Fenaban contra a postura do Itaú Unibanco e do Bradesco de solicitar a prisão do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e outros dirigentes sindicais. Rodrigo Britto é membro do Comando Nacional.

"Essa é uma prática antissindical inaceitável em uma sociedade democrática onde o direito de greve está assegurado na Constituição", protestou Carlos Cordeiro.

A nova proposta da Fenaban

Novo piso salarial: R$ 1.180 (reajuste de 9,82%)
Reajuste de salários: 6,5% até R$ 4.100.
Reajuste para salários acima de R$ 4.100: R$ 266,50 fixos.
PLR: reajuste de 6,5%, tanto para a regra básica quanto para o adicional.
Reajuste dos benefícios e verbas salariais: 6,5%.

Fonte: Contraf-CUT

Greve dos bancários cria ''racha'' na Fenaban


O jornal O Estado de São Paulo publicou hoje matéria em que fala de um "racha" na Fenaban, em plena greve dos bancários. O motivo seria porque os bancos públicos estariam dispostos a fazer acordo, enquanto os privados querem vencer os trabalhadores pelo cansaço. Para a AFBNB, essa discussão mostra o quão importante é quebrar com esse paradigma de mesa única e trabalhar com a mesa específica dos bancos públicos. A luta, claro, deve unir toda a categoria; a greve deve ser geral; mas existem especificidades nos bancos privados que não cabem em mesa única, a começar pelo "patrão", que é o governo federal. Além disso, nada impede que os bancos públicos apresentem suas propostas. O que não pode é ficar refém dos bancos privados! Nós, trabalhadores, estamos esperando.

Matéria na íntegra publicada no Estadão

A greve nacional dos bancários, que completa hoje dez dias, provocou um "racha" na representação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). De um lado, os bancos públicos, que são os mais afetados pela paralisação, têm pressa de chegar a um acordo que atenda os anseios dos trabalhadores, enquanto os bancos privados resistem.

Só que as negociações ocorrem em uma mesa única que define as mesmas cláusulas econômicas tanto para os bancos públicos quanto para os privados. O pior para os bancos públicos é que as greves no setor público costumam ser mais fortes e mais longas. Uma das explicações para o fenômeno é que, no setor privado, os dias parados são descontados dos salários e o medo do desemprego é mais presente. Já os servidores públicos têm estabilidade e os dias parados acabam sendo compensados.

Em São Paulo, onde existe a maior concentração de bancos privados do País, 54% das 667 agências bancárias fechadas ontem pela greve são de bancos públicos - basicamente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Em outras regiões, a greve nos bancos públicos é ainda mais forte.

"É nos bancos públicos que se encontra a mola propulsora do movimento", comentou um executivo de um banco privado, que preferiu não ser identificado.

A força da greve mais concentrada em apenas dois bancos públicos causa estragos na imagem dessas instituições Em algumas regiões, principalmente no Norte e Nordeste, existem apenas agências da Caixa e do BB.

A preocupação é tamanha que representantes desses bancos aproveitaram reunião da diretoria da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) esta semana para se queixarem que a greve está muito forte e pediram uma solução rápida para o problema.

Paralisação. Os bancários decidiram pela greve em assembleias que rejeitaram a oferta da Fenaban, braço sindical da Febraban, de reajuste de 4,29%, que somente repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto. Eles querem reajuste salarial de 11%, o que representa 5% de aumento real, além da reposição da inflação.

Os trabalhadores pedem ainda prêmio de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) equivalente a três salários mais R$ 4 mil e o fim das metas abusivas e do assédio moral, entre outras reivindicações.

Uma mostra da disposição dos bancos públicos em ceder às pressões dos trabalhadores foi dada pelo Banco Nacional de Brasília (BRB). A diretoria da instituição fechou um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) estabelecendo um índice de reajuste maior que o reivindicado pela categoria no resto do País. Os 3 mil funcionários do BRB terão 12% de reajuste e 35 dias de férias, entre outros benefícios. Ontem, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou novo ofício à Fenaban, propondo que marque data, local e horário para que os bancos possam apresentar proposta global capaz de acabar com a greve.
 
Fonte: O Estado de São Paulo

06 outubro 2010

Para garantir a vitória no segundo turno, PT renega posições históricas, como a defesa do aborto e do casamento gay

                                                               Ana Luiza Figueiredo*,
 

• Há algum tempo que o Partido dos Trabalhadores abandonou a luta contra a opressão de mulheres, negros e homossexuais. A defesa já soava como uma mera saudação à bandeira, já que o governo não teve políticas efetivas para estes setores. Mas agora, para vencer as eleições, o partido abandona oficialmente a luta contra a opressão.

Dilma Rousseff vai fazer uma ofensiva religiosa, e o PT discute a retirada da legalização do aborto do programa. O partido avalia que não venceu a eleição no primeiro turno devido ao voto evangélico e conservador, que teria migrado para a candidatura Marina (PV).

O secretário de Comunicação do PT disse que “foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas”. Com isso, a decisão do PT poderá ser um marco da ruptura definitiva com o feminismo, que cumpriu um papel importantíssimo na história deste partido. E deixa órfãs as organizações feministas governistas, como a Marcha Mundial de Mulheres.
Rasgando o programaDias antes das eleições, o PT já havia percebido a influência que poderiam ter as posições religiosas. No dia 29 de setembro, a campanha reuniu, em Brasília, padres e pastores com o objetivo de ganhar o apoio cristão. Agora, o PT busca conter o que chama de “boataria” contra sua candidatura.

Dilma colocou-se contra até mesmo a um plebiscito sobre a descriminalização do aborto. “Plebiscito divide o país e vai todo mundo perder, seja qual for o resultado”, afirmou. Ela garantiu aos católicos e evangélicos que não irá ampliar a cobertura do Estado em casos de aborto.

Muda muita coisa? Não, apenas oficializa uma posição que já era aplicada. O governo não fez absolutamente nada para descriminalizar e legalizar o aborto. Tampouco garantiu atendimento às vítimas de procedimentos mal sucedidos. Ao contrário, desviou recursos da saúde para pagar juros das dívidas.

Em 2008, o PT foi parte da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Contra o Aborto, que instituiu a CPI do aborto. Esta comissão, até hoje, só serviu para incriminar as mulheres. Continuando a série de ataques, em 2009, o governo brasileiro assinou um acordo com o Vaticano em que sinalizou a intenção de investir em ações contrárias à legalização do aborto. Em 2010, o governo enterrou a possibilidade de debate sobre o tema: retirou do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) o apoio à descriminação do aborto e as cláusulas que permitiam ampliar os casos de aborto legal.

Matando mulheres
A proibição por si só já constitui um ataque à liberdade que a mulher deveria ter sobre seu próprio corpo. As consequências desta arbitrariedade levam a uma situação desoladora. No Brasil, são realizados, em média, 1,4 milhão de abortos por ano. A morte por aborto é a terceira causa de mortalidade materna no Brasil, e as complicações são a quinta causa de internação de mulheres nos serviços públicos. Os dados são da Sempre Viva Organização Feminista.

Evidentemente, as mulheres mais atingidas são as trabalhadoras e pobres, que não podem pagar para fazer cirurgias em clínicas de qualidade, com a segurança necessária. É justamente nas regiões mais pobres do país, Norte e Nordeste, onde é registrado o maior número de mortes. Para as mulheres da burguesia, na prática, o aborto já é permitido.

Segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Medicina Social (IMS), de 2007, “a criminalização do aborto não reduziu a sua incidência, mas sim tem contribuído para aumentar a sua prática em condição de risco com impactos graves para a saúde e a vida das mulheres”. O aborto é um problema de democracia, de saúde e social.

Para padres e pastores, Dilma disse ser a favor da vida. Na prática, ela entrega à morte centenas de milhares de mulheres trabalhadoras e pobres. Respeitamos imensamente as crenças individuais, mas não hesitamos em dizer: neste tema, as instituições religiosas são contra a vida. Sob o argumento de defesa da vida, deixam milhões de mulheres pobres e trabalhadoras morrerem em função de abortos mal feitos.

Um Estado laico?
O que pode parecer apenas uma disputa eleitoral representa um retrocesso que terá implicações gravíssimas sobre a consciência dos brasileiros. Subordinar o Estado a preceitos religiosos é voltar à Idade Média. Só falta queimar as mulheres que abortam numa fogueira.

A principal recomendação conclusiva do estudo do IMS foi justamente “a busca de soluções eficazes no âmbito da saúde pública, sem interferência de dogmas religiosos”. O governo Lula é responsável direto por este retrocesso. O “respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado” foi uma das cláusulas excluídas do PNDH 3.

Quanto a Serra, este nunca teve compromisso com as trabalhadoras. Antes mesmo de a campanha começar, em maio de 2010, afirmou: “Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação”.

Já Marina cresceu nas eleições, em parte por ser contra a legalização do aborto. E é difícil acreditar até mesmo em sua proposta de plebiscito sobre o tema. Marina historicamente condena o aborto e esta proposta serve como forma de escapar do debate.

Mulheres e mulheres
Não basta ser mulher. Aliás, quem não lembra de Marta Suplicy retirando de seu programa a união civil homossexual para tentar se eleger prefeita de São Paulo? Ou sua campanha, num gesto de desespero, questionar a opção sexual do adversário, Kassab? A campanha foi um divisor de águas e marcou um giro do PT, que veio se completar com a dobradinha para o Senado com Netinho, agressor de mulheres, e agora, com o triste abandono da defesa do aborto e do casamento gay.

A luta feminista é necessariamente de classe. Às mulheres burguesas, tudo é permitido, tudo se compra. Nós, mulheres do PSTU, acreditamos na força das mulheres trabalhadoras unidas, independente de governo e patrões. Apoiamos e construímos o Movimento Mulheres em Luta.

Nós nos orgulhamos de ter em nosso programa a defesa da legalização e descriminalização do aborto, defendida por nosso candidato à Presidência, Zé Maria, e por todos os outros candidatos no primeiro turno, como Ana Luiza, candidata ao Senado por São Paulo.

Não mudamos de lado. Vamos continuar defendendo o mesmo programa depois das eleições. Para a defesa dos direitos das mulheres, negros e homossexuais, nem Serra, nem Dilma. O voto contra o conservadorismo, no segundo turno, é o voto nulo.

*Ana Luiza, candidata ao Senado em São Paulo, fez uma campanha contra a violência às mulheres, conquistando 109 mil votos.
 

Manifestação em frente à sede do Banco da Amazônia!

Os bancários do Banco da Amazônia em greve realizaram neste dia de hoje, em frente ao edifício sede, uma grande manifestação para protestar sobre suas péssimas condições de vida e trabalho e forçar a Fenaban a apresentar uma proposta e a direção do Banco a voltar à mesa de negociação específica. No ato, que contou com a participação e apoio da CONLUTAS-CSP, CUT/PA, vários dirigentes sindicais do MNOB se manifestaram, assim como bancários de outros bancos. Presente também o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, na pessoa de Cleber Rabelo, que também demonstrou seu apoio às nossas reivindicações. Vejam as fotos:
                                          Eu na greve do BASA!







04 outubro 2010

Eleiçoes 2010: Deputados eleitos no Pará


Partido
Candidato
Votos
01
PSOL
EDMILSON RODRIGUES
85.411
02
DEM
MÁRCIO MIRANDA
67.516
03
PSDB
PIONEIRO
54.047
04
PMDB
SIMONE MORGADO
50.944
05
PT
CHICO DA PESCA
49.427
06
PSDB
SIDNEY ROSA
48.912
07
PT
BORDALO
45.070
08
PSDB
ALEXANDRE VON
44.837
09
PSDB
CILENE COUTO
43.852
10
PMDB
MARTINHO CARMONA
43.452
11
PTB
JÚNIOR FERRARI
43.238
12
PR
JUNIOR HAGE
41.835
13
PTB
TIÃO MIRANDA
41.193
14
PSDB
MEGALE
40.082
15
PMDB
CHICÃO
39.851
16
PT
VALDIR GANZER
37.451
17
PSDB
ANA CUNHA
35.332
18
PT
BERNADETE
33.736
19
PT
AIRTON FALEIRO
32.853
20
PTB
EDUARDO COSTA
32.451
21
PR
LUZINEIDE
32.407
22
PT
EDILSON MOURA
32.385
23
PMDB
NILMA LIMA
30.032
24
PMDB
PARSIFAL
29.863
25
PMDB
ANTONIO ROCHA
28.976
26
PDT
FERNANDO COIMBRA
28.950
27
PR
ELIEL FAUSTINO
28.537
28
PMDB
JOSEFINA
28.466
29
PMDB
MACARRÃO
28.120
30
PDT
PIO X
26.264
31
PSB
CASSIO ANDRADE
25.383
32
PSB
BELO
24.292
33
PV
GABRIEL GUERREIRO
23.541
34
PMN
ALESSANDRO NOVELINO
23.383
35
PR
RAIMUNDO SANTOS
23.250
36
PT
ZE MARIA
23.116
37
PT
MILTON ZIMMER
22.906
38
PT
ALFREDO COSTA
22.762
39
PPS
JOÃO SALAME
22.118
40
PRB
PASTOR DIVINO
22.112
41
PSC
HILTON AGUIAR
15.611
E os deputados federais:

Partido
Candidato
Votos
01
PMDB
WLAD
236.498
02
PMDB
ELCIONE
209.525
03
PPS
ARNALDO JORDY
201.160
04
PMDB
PRIANTE
171.967
05
PT
BETO FARO
169.178
06
PSDB
ZENALDO COUTINHO
153.738
07
PSC
ZEQUINHA MARINHO
147.577
08
PR
LUCIO VALE
141.744
09
PSDB
NILSON PINTO
140.149
10
PT
MIRIQUINHO BATISTA
125.584
11
PT
PUTY
120.877
12
DEM
LIRA MAIA
119.543
13
PT
ZE GERALDO
119.500
14
PTB
JOSUE BENGTSON
112.157
15
PDT
GIOVANNI QUEIROZ
93.382
16
PMDB
ASDRUBAL
87.681
17
PSDB
WANDENKOLK
68.541